TRANSCRIÇÃO LITERAL DAS NOTAS TAQUIGRÁFICAS DA OITIVA DO DEPOENTE
Sr. HENRIQUE PIZZOLATO
(18/08/2005)

SENADO FEDERAL

COMISSÃO PARLAMENTAR MISTA DE INQUÉRITO DOS CORREIOS

VIGÉSIMA OITAVA REUNIÃO DA COMISSÃO PARLAMENTAR MISTA DE INQUÉRITO DA 3ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 52ª LEGISLATURA, CRIADA ATRAVÉS DO REQUERIMENTO Nº3/2005 DO CONGRESSO NACIONAL COM A FINALIDADE DE INVESTIGAR AS CAUSAS E CONSEQÜÊNCIAS DE DENÚNCIAS E ATOS DELITUOSOS PRATICADOS POR AGENTES PÚBLICOS DOS CORREIOS, EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS REALIZADA NO DIA 18 DE AGOSTO DE 2005 ÀS 11:30 HORAS.

SEGUE ABAIXO TRANSCRIÇÃO LITERAL:

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Com as graças de Deus, havendo número regimental, declaro aberta a 28ª reunião da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito criada por meio do Requerimento nº 3, de 2005, do Congresso Nacional, para investigar as causas e conseqüências de denúncias e atos delituosos praticados por agentes públicos nos Correios, Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.

Gostaria de esclarecer que teremos hoje, pela manhã, uma reunião administrativa. E, depois, às 11 horas e 30 minutos, ouviremos o Sr. Henrique Pizzolato.

É importante também destacar a V. Exªs que iniciaremos esta reunião administrativa com um relato, por solicitação de Parlamentares que não foram a São Paulo, do Deputado Osmar Serraglio sobre a diligência feita à Secretaria de Segurança do Governo do Estado de São Paulo, na terça-feira. S. Exª vai fazer um relato rápido disso, apesar de muitos já terem tomado conhecimento de algumas informações advindas dessa reunião.

Como foram feitos muitos requerimentos de convocação, o Relator também vai fazer uma proposta de oitivas que não deverão passar pelo plenário da CPMI, mas que ocorrerão com um grupo menor de Parlamentares, por meio das sub-relatorias, ou também oitivas que serão realizadas pela própria Polícia Federal.

Então, S. Exª vai fazer essa apresentação.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Pela ordem, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Depois, nós entraremos na questão dos requerimentos.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Não quero tratar de requerimentos agora. Queria que V. Exª, se possível... Deputado Osmar, Sr. Relator. Sr. Presidente, veja bem.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Pela ordem, Deputado ACM Neto.

Pela ordem, Senador Ney Suassuna.

Pela ordem, Deputado Alberto Fraga.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Eu não vou me opor, evidentemente, a essa decisão. Mas quero tratar sobre ela, sobre essa decisão de V. Exª de o Relator fazer aqui uma sucinta apresentação do que foi a audiência em São Paulo. Queria, na verdade, fazer uma outra sugestão, Sr. Presidente, para que possamos economizar tempo.

Pelo que estou informado, a Comissão...

(Interrupção do som.)

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Estou pensando que boicotaram o som, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – O pessoal do som tem, dependendo do Parlamentar, uma orientação...

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Não tem problema, eu não sou daqueles que acha que V. Exª dirige qualquer tipo de perseguição.

Mas, Sr. Presidente, veja bem – falando sério agora –, acho que nós hoje, ao longo do dia, vamos ter condições de dispor da transcrição da íntegra do que foi a reunião com o Sr. Toninho da Barcelona. De tal forma que será muito mais útil, antes de qualquer relato que o nobre Deputado Osmar possa fazer a esta Comissão, termos condições de disponibilizar a íntegra do que foi aquela reunião, a íntegra do que foi o depoimento do Toninho da Barcelona, do que foram os questionamentos feitos pelos Parlamentares presentes. Então, poderíamos passar, imediatamente, para apreciação dos requerimentos, a votação dos requerimentos, a discussão dos requerimentos. E o Relator, talvez, até pudesse contribuir com essa minha sugestão no sentido de que cada Deputado e Senador recebesse a íntegra desse depoimento, ao longo do dia de hoje.

Dessa forma, nós não precisaríamos gastar um tempo, que é precioso – afinal de contas já estamos começando a reunião às 10 horas – e poderíamos passar imediatamente para a discussão e votação dos requerimentos. E aí, se houver dúvida, o Relator, ao final do nosso debate do dia de hoje, poderia fazer uma apresentação ou até mais especificamente tirar dúvida dos Parlamentares que não estavam presentes.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Se todos os Parlamentares estiverem de acordo com essa sugestão...

Deputada, o Secretário Saulo está encaminhando áudio e vídeo dessa diligência em São Paulo e, logo que chegassem, imediatamente distribuiríamos uma cópia para cada Parlamentar, para que todos tenham ciência do que lá foi tratado.

O SR. ARNALDO FARIA DE SÁ (PTB – SP) – Sr. Presidente, uma informação. O Secretário de Segurança informou que ontem à noite uma pessoa, a mando da Senadora Heloísa Helena, já retirou esse documentação lá em São Paulo.

A SRª HELOÍSA HELENA (P-SOL – AL) – Por favor, não diga o nome, porque é uma pessoa que não tem nada a ver com isso – desculpe-me, Senador Delcídio –, apenas ...

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Aproveitamos uma pessoa conhecida que já estava lá, o documento foi lacrado e está sendo trazido para cá. O.k., Deputado?

O SR. ARNALDO FARIA DE SÁ (PTB – SP) – A pessoa embarcou ontem à noite e não chegou ainda?

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Vai chegar agora de manhã; saiu de São Paulo agora de manhã. Vai entregar agora pela manhã.

O SR. NEY SUASSUNA (PMDB – PB) – Sr. Presidente, pela ordem.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Senador Ney Suassuna.

O SR. NEY SUASSUNA (PMDB – PB) – Sr. Presidente, a primeira colocação que queria fazer é que faremos a troca de dois titulares do PMDB a partir de segunda-feira. Hoje, o Senador Valdir Raupp, que era suplente, passa a titular no lugar do Senador Wirlande, que deixou a Casa com a volta do Senador Romero Jucá. E, com a saída do Senador Maguito, que tirou licença a partir de segunda-feira – hoje S. Exª ainda estará –, vem a Senadora Íris de Araújo, que o substituirá aqui.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Então, o Senador Valdir Raupp ocupará o lugar do Senador Wirlande da Luz, e em função da licença do Senador Maguito, a Senadora Íris de Araújo.

É importante, Senador Ney Suassuna, esse comunicado formal à Mesa.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Já foi lido ontem o ofício do Senador Raupp, foi encaminhado e saiu no Diário Oficial de hoje. E, amanhã, será providenciado o do Senador Maguito.

A segunda colocação que tenho a fazer é sobre um fato que me surpreende muito, ou seja, que uma reunião secreta nossa – pelo menos era assim – esteja em seguida nos jornais e nas tevês. Fiquei chocado com isso e queria dizer dessa minha preocupação.

A terceira colocação é de que creio que, no caminho que estamos marchando, daqui a pouco, todos os marginais do País estarão querendo depor aqui, desde que tenham suas penas reduzidas.

Eram essas três colocações que queria fazer, Sr. Presidente.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Sr. Presidente, proponho que qualquer coisa que seja objeto de discussão de requerimento que deixemos para a hora própria. É uma sugestão que faço.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Concedo a palavra pela ordem ao Deputado Alberto Fraga, ao Deputado Jorge Bittar, ao Deputado Onyx Lorenzoni, à Senadora Heloísa Helena, ao Deputado José Eduardo Cardozo, e vamos naquela lengalenga de sempre.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Vamos votar os requerimentos, Sr. Presidente.

A SRª HELOÍSA HELENA (P-SOL – AL) – Pela ordem, Sr. Presidente. Eu não tinha pedido pela ordem. V. Exª acabou generosamente me inscrevendo.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Temos todo o tempo do mundo hoje. Estou muito bem disposto e, inclusive, estou querendo levar até de madrugada os depoimentos.

Deputado Alberto Fraga.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Está todo mundo inscrito, quem quiser falar pode falar.

O SR. ALBERTO FRAGA (PFL – DF) – Na verdade, a minha fala é para uma questão de ordem.

Com base no §1º do artigo 132 do Regimento Comum, solicito a V. Exª que dê o encaminhamento devido a um recurso feito por mim a esta Presidência, em que solicito o encaminhamento à Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados.

Para encerrar, Sr. Presidente, gostaria que, se possível, fosse informado o último nome do Parlamentar titular que se inscreveu na lista que verdadeiramente vale, que é a de presença, se é possível V. Exª me informar.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Primeiro, já está sendo encaminhado o requerimento de V. Exª para a CCJ e o último Parlamentar titular inscrito na lista é a Deputada Juíza Denise Frossard.

O SR. ALBERTO FRAGA (PFL – DF) – V. Exª manterá aquela fórmula de que, após o último titular inscrito na abertura, começa com os suplentes.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Aí, evidentemente, começa a lista de suplentes, mesmo que outros titulares venham, pois esses vão falar depois. Isso é o que foi ajustado em reunião administrativa nossa.

Deputado Jorge Bittar.

O SR. JORGE BITTAR (PT – RJ) – Sr. Presidente, a proposta do Deputado ACM Neto é útil no sentido de que possamos conhecer o inteiro teor do que ocorreu naquela oitiva. No entanto, gostaria de ponderar aqui sobre o método de como foi decidido, sobre a oportunidade de se fazer aquela oitiva, porque penso que decisões tomadas dessa forma, impulsivas, por conta de notícias de jornais, acabam prejudicando a noção que deveríamos ter de um trabalho planejado, um trabalho com foco e uma série de outros elementos.

Veja bem, hoje, o jornal O Globo publica uma manchete na qual desvenda o depoimento do Sr. Maurício Marinho à Procuradoria da República, no qual ele diz que não é exatamente um “petequeiro”, como procurava caracterizar o Deputado Roberto Jefferson e como muitos aqui repetiram, de forma sistemática. Ele estava no centro de todo um processo de corrupção que o envolvia, como envolvia também o genro do Sr. Roberto Jefferson. Digo tudo isso por quê? Porque acho que aquela foi uma decisão tomada às pressas; fomos ouvir um marginal preso, com 25 anos de cadeia, sem nenhuma garantia de que ele iria dar informações concretas, como de fato não deu. Trata-se de um sujeito que, nessas condições, é capaz de dizer o que bem entenda para reduzir a sua pena. E mais, não estamos com o fio condutor de investigações, que tenho insistido há bastante tempo. Tive até – e tive oportunidade de pedir desculpas ao Sr. Relator –, da última vez, um diálogo meio áspero com o Deputado Osmar Serraglio, pessoa por quem tenho grande apreço e até admiração. Mas é por conta disso. Venho insistindo nisso. Não sou advogado de formação, como V. Exª; sou engenheiro, que pensa sempre em planejamento, em detalhe, para sabermos onde queremos chegar e quais são os procedimentos que serão adotados para que o nosso trabalho tenha êxito verdadeiro. O apelo que faço é que, na oitiva de hoje, levemos em consideração os acertos que tivemos, mas também os equívocos que cometemos ao longo desse processo, para que, ouvindo o Sr. Relator, possamos ter um fio condutor, uma linha de investigação a partir de agora, com foco nos Correios, com foco no Sr. Marcos Valério, para que tenhamos resultados concretos, como espera a sociedade brasileira. Apenas por isso que fiz questão de fazer uso da palavra, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Gostaria apenas de responder a V. Exª, Deputado Jorge Bittar. A CPMI dos Correios – e todos nós entendemos isso – faz parte de uma Casa política, e muitas vezes, por essa razão, convivemos com eventuais desvios, que são próprios de uma Casa política, como é o Senado e a Câmara. Aqui não vamos simplesmente nos reunir como se fôssemos diretores de empresa, pensando absolutamente dentro de uma lógica cartesiana e, assim, deliberar ao longo de todo o trabalho da CPMI.

Esta é uma Casa política. Pessoas têm histórias, têm biografias; há eleitores ou pessoas que efetivamente nos acompanham. Então, não podemos perder a objetividade, mas também temos que entender que estamos numa Casa política, e uma CPI é efetivamente um palco político e acompanha o que a opinião pública reverbera ou que a própria imprensa reverbera.

Do meu ponto de vista – ontem tive a oportunidade de conversar sobre isso com alguns Parlamentares, como o Senador César Borges, o Senador Sérgio Guerra, a Senadora Ideli Salvatti, com o próprio Deputado Osmar Serraglio, com a Senadora Heloísa Helena –, nós estamos, independentemente dessas oscilações que são naturais, em função do tensionamento em que o País vive, com os focos claramente definidos na CPMI dos Correios. E às vezes eu até me surpreendo porque, se existe uma CPI que tem pautado as suas decisões de uma maneira conciliatória e com a participação de todos, é a CPMI dos Correios – não digo que as outras também não o façam, mas eu sou testemunha do trabalho que tem sido desenvolvido por todos os Parlamentares desta CPMI, apesar dos problemas que nós temos enfrentado. Mas hoje nós temos, claramente, as nossas investigações, a despeito de muitas pessoas falarem que os Correios foram esquecidos. Isso não é verdade. A questão é que, nesta CPMI, há exigência de uma investigação dos contratos. São contratos sofisticados que passam pela área de informática, que passam pelo Correio Aéreo Nacional, que passam pela compra de equipamentos, que passam pela compra de vestimentas, que passam pela compra de veículos. E esses contratos estão sendo analisados pela equipe técnica dos Correios e por Parlamentares, além do Tribunal de Contas da União, que está prestando um serviço extraordinário, não apenas para esta CPMI, mas para o Brasil.

Então, nós precisamos ter paciência para fazermos um trabalho sério e um trabalho que dê resultados. E os resultados vão aparecer, inclusive com os Relatórios parciais que o Deputado Osmar Serraglio vai começar a divulgar.

Uma outra questão – porque, às vezes, algumas pessoas esquecem – é que a investigação começou com os R$3 mil do Sr. Maurício Marinho. Agora, a investigação prosseguiu com as denúncias do Sr. Maurício Marinho – denúncias de vários contratos, agora, de uma maneira muito mais enfática nos depoimentos junto à Procuradoria Geral da República; depoimentos que ainda estão lá e que não chegaram à CPMI. E quero deixar isso bem claro, porque ontem já corria uma conversa de que eu estava sentado nesse depoimento, e a Procuradoria fez questão de não encaminhá-lo porque existem processos investigatórios. Por essa razão, eles ainda não podem nos encaminhar esse depoimento. São complementares ao depoimento do Sr. Maurício Marinho.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Eles não podem nos encaminhar mas podem dar para a imprensa. Acho que é um erro.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputado ACM, por favor, a Presidência está com a palavra. Se V. Exª tiver interesse em acessar esses depoimentos, V. Exª apresente o requerimento para que ele seja votado.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Já está apresentado.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Ótimo.

Então, prosseguindo o raciocínio, esses depoimentos vão ser complementados, quer dizer, esse depoimento complementará as investigações que estão sendo feitas e os Relatórios parciais do Deputado Osmar Serraglio.

E muitas pessoas esquecem por que entrou o Sr. Marcos Valério. Por causa das agências de publicidade que prestavam serviços aos Correios, porque o Sr. Marcos Valério foi denunciado pelo Deputado Roberto Jefferson em depoimento, aqui na CPMI dos Correios.

Então, esse link entre a primeira denúncia e o Sr. Marcos Valério, essa ligação veio dos próprios depoimentos. E hoje nós temos duas esferas claras de investigação e não podemos, simplesmente, atropelar ou precipitar Relatórios sob o risco de prestar uma série de informações equivocadas. Isso está sendo feito com muito cuidado pelo Relator e pelas Sub-Relatorias.

Depois, nós vamos investigar – e estamos investigando – todas as movimentações financeiras advindas das denúncias das agências de publicidade do Sr. Marcos Valério que foram aqui denunciadas. E alguém pode perguntar: “Mas nós já não temos as informações necessárias?” Muitos Parlamentares, aqui, não imaginam o esforço que foi para padronizar e sistematizar os dados que vieram dos bancos, porque cada banco prestou uma informação diferenciada e nós tivemos que colocar tudo dentro de um padrão para carregar o sistema do Prodasen, e assim também os sigilos telefônicos. Só para V. Exªs terem uma idéia: – eu também não sabia e sou uma pessoa do setor e V. Exª é do setor também – nós temos mais de vinte operadoras hoje no Brasil e as informações vêm das mais diferentes formas, com layout completamente diferente. Se nós precisamos carregar o sistema do Senado, nós temos que padronizar essas informações. Estamos demorando um pouco mais, mas estamos fazendo isso pelo rigor investigativo.

E há um terceiro ponto que foi colocado aqui – e isso foi motivo de uma conversa minha com o Senador Sérgio Guerra ontem e hoje haverá o depoimento do Sr. Henrique Pizzolato – sobre a questão dos fundos de pensão. E aí alguém pergunta: mas qual é a relação dos fundos de pensão com os Correios? É que houve nos depoimentos denúncias de que poderiam determinadas instituições financeiras estar recebendo investimentos de fundos de pensão por conta dessas operações do Sr. Marcos Valério.

Então, se a coisa é tratada nesse nível e com esses três segmentos absolutamente definidos, a despeito dos desvios que nós temos que saber entender, porque esta é uma Casa política, eu não tenho dúvida de que nós encaminharemos as investigações dentro daquilo que todos os Parlamentares assim esperam e acima de tudo a opinião pública espera de nós. Nós vamos ter dificuldades? Vamos. Vamos ter momentos de tensão? Teremos. Esta é uma Casa política e é natural isso. E eu como engenheiro, meu caro Deputado Bittar, e como V. Exª também o é, nós temos que entender também que, apesar do nosso cacoete cartesiano, nós estamos numa Casa política e temos que entender essas diferenças.

Com a palavra, pela ordem, o Deputado gaúcho Onyx Lorenzoni.

O SR. ONYX LORENZONI (PFL – RS) – Presidente, são três contribuições a V. Exª. A primeira delas é que com a saída do Senador Maguito nós teremos que aprazar para a próxima semana a votação e a eleição de um novo vice-Presidente para V. Exª. Quero só colocar isso porque a substituição quebra o princípio da eleição. Portanto, teremos que fazer uma nova eleição. Só isso. Segundo, Presidente, e importante que eu quero...

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Eu vou assumir cumulativamente a Presidência e a Vice-Presidência.

O SR. ONIX LORENZONI (PFL – RS) – Isso vai ser difícil, Presidente. V. Exª já está muito sobrecarregado e eu não desejaria ver os seus eleitores e amigos preocupados. Nós precisamos compartilhar. Tem muito trabalho aqui pra fazer.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Definiremos na próxima semana o vice-Presidente na reunião de terça-feira.

O SR. ONYX LORENZONI (PFL – RS) – OK! Ótimo, Presidente!

Presidente, agora são duas coisas importantes. V. Exª fez agora uma análise...

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Vamos aguardar o Deputado João Fontes, que está dialogando aqui... (Pausa.)

O SR. ONYX LORENZONI (PFL – RS) – V. Exª fez uma análise que está correta mas que eu queria dar uma pequena contribuição, que é a seguinte. A partir dos Correios, Presidente, foi revelado por esta Comissão Parlamentar Mista de Inquérito o maior esquema de corrupção organizado e sistematizado de que se teve notícia na República. De maneira sábia, V. Exª e o Relator Osmar Serraglio estão coordenando e preparando um relatório parcial que deverá ser distribuído na próxima semana, fazendo com que tudo aquilo que tenha relação com o mensalão ou com compra ou recebimento de valores por Parlamentares seja transferido à Mesa Diretora da Câmara dos Deputados para futuras providências. Quer o envio ao Conselho de Ética, quer o envio à CPMI do Mensalão.

O destino e o foco desta CPMI e que de maneira açodada algumas pessoas têm referido que há uma eventual perda de foco, não é apenas – e nós não podemos ficar cingidos ao episódio Correios. O objetivo desta CPMI se transformou em buscar a origem de todo esse esquema de financiamento que, lamentavelmente, afetou o Estado brasileiro.

Pode-se considerar que o Poder Executivo, como provável e suposta fonte primária, por intermédio de atos da administração direta ou de conexões com a administração indireta – que é o fato que iremos investigar, logo a seguir, com o depoimento de hoje – tenha dado origem a esta verdadeira fortuna bilionária que foi levantada dos cofres públicos.

Portanto, a CPMI dos Correios – queria ratificar isso, inclusive em colaboração a V. Exª – mantém o seu foco em identificar a origem desse sistema, esteja nos Correios, esteja no IRB, esteja na Petrobras, esteja nos fundos de pensão, esteja em Furnas, esteja onde estiver, porque caberá à CPMI do Mensalão investigar o destino. A corrupção não é um ato solteiro, não há só corruptos, há corruptores e corruptos e caberá à CPMI dos Correios ir atrás dos corruptores, daqueles que montaram o esquema e daqueles que financiaram esse esquema.

Portanto, V. Exª está correto e gostaria de prestar esta contribuição.

Por fim, Sr. Presidente, temos um problema muito sério. Precisamos investigar a origem do dinheiro e, nesse ponto, penso que se faz necessário exigir uma ação enérgica do comando da CPMI, com o respaldo do Plenário, sobre o Banco do Brasil e sobre o Banco Rural.

Sr. Presidente, se V. Exª buscar na base de dados que o Banco do Brasil disponibilizou a esta CPMI, a relação dos dez maiores depositantes nas contas do Sr. Marcos Valério, da agência DNA, verá que o quarto maior depositante ninguém sabe quem é, e são milhões de reais que estão referidos ali. Com relação ao Banco Rural, na minha opinião trata-se de um Banco que não tem história – e é minha a responsabilidade por esta afirmação, não de V. Exª. Este Banco tem um prontuário, é caso de polícia, porque, sistematicamente, negou informações a esta CPMI e continua boicotando o trabalho, apesar de ter disponibilizado, aparentemente, servidores para ajudar a CPMI, pois, até agora, são inúmeras as transferências que o corpo técnico da CPMI, de maneira dedicada, esforçada e competente, busca rastrear, mas não consegue.

Quero apelar a V. Exª e concluo pedindo que o comando da CPMI tome uma atitude junto ao Banco Central, no sentido de obter do Banco do Brasil a equalização definitiva da sua base de dados. Não é possível que, no dia 18 de agosto, a CPMI tenha uma base de dados que não lhe permita investigar e é imprescindível, Sr. Relator, que V. Exª – se não quiser que seja no plenário, que seja por intermédio do Deputado Carlos Sampaio, do Deputado Gustavo Fruet ou por intermédio de um dos sub-relatores – trabalhe para que se traga, para um depoimento na sub-relatoria, a diretora-presidente do Banco Rural, a fim de que o Banco Rural justifique...

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Desculpe-me, Deputado Onyx, não pode ser na sub-relatoria. Ela precisa vir até aqui.

O SR. ONYX LORENZONI (PFL – RS) – Estou trazendo esse conceito da sub-relatoria porque creio, Sr. Presidente, que precisamos valorizar o trabalho dos sub-relatores e nada impede a presença dos Parlamentares interessados em esclarecer o motivo pelo qual o Banco Rural não colaborou com a CPMI adequadamente, não nos fornecendo, sistematicamente, as informações. O que é mais grave é que se trata de um Banco que tem conexões fora do Brasil e é necessário que façamos uma apuração.

Portanto, gostaria de pedir que se priorizasse essa vinda, pois já está aprovada a convocação da diretora-presidente do Banco Rural para que, na próxima semana, compareça a esta CPMI. Continuo defendendo que seja numa sub-relatoria, com a presença de todos aqueles que estiverem interessados, para que possamos, Sr. Presidente, de uma vez por todas, responder a grande pergunta do Brasil: Qual é a origem dos recursos? Sem o apoio do Banco do Brasil e sem a responsabilização do Banco Rural, não iremos responder a essa pergunta.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Ok, Deputado Onyx.

O SR. ALVARO DIAS (PSDB – PR) – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem.

O SR. SIBÁ MACHADO (PT – AC) – Sr. Presidente, solicito minha inscrição também.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Eu gostaria que fôssemos econômicos nos pedidos de palavra pela ordem. Às 11h30min, há a oitiva do Pizzolato. Se nos prolongarmos, não votaremos os requerimentos que são muito importantes. Por isso, peço aos inscritos que sejam bem objetivos.

Concedo a palavra ao Senador Alvaro Dias.

O SR. ALVARO DIAS (PSDB – PR) – Serei bem objetivo, Sr. Presidente. Peço a palavra para fazer uma solicitação ou receber a informação da providência já adotada.

Muito mais importante que os depoimentos que ainda temos a colher nesta CPMI é o trabalho técnico de investigação, já que temos não só indícios, mas documentos, identificando número de contas no exterior, agências bancárias utilizadas e também o caminho percorrido pelos recursos jogados para o exterior na forma de evasão de divisas, de sonegação fiscal, enfim, vários delitos contra o sistema financeiro e contra a ordem tributária. V. Exª sabe que a forma adequada é uma força-tarefa que envolva Ministério da Justiça, Ministério Público e Justiça Federal.

Requeiro a V. Exª, se essa providência ainda não foi formalizada, que o seja para que a Justiça Federal possa buscar a colaboração da Justiça americana na forma do convênio celebrado entre os dois países, convênio de colaboração recíproca para esses casos, a fim de que a CPMI possa, tendo a quebra do sigilo bancário dessas contas no exterior, buscar todas as informações oficiais necessárias.

Era essa a questão de ordem, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Senador Alvaro Dias, até por sugestão de V. Exª, tivemos uma reunião, na sexta-feira, com a Drª Cláudia Chagas, Secretária Nacional de Justiça, e com o Chefe do Departamento de Recuperação de Ativos.

A CPMI já começa a trabalhar fortemente. Ela fez uma descrição rápida dos trabalhos que estão sendo desenvolvidos, dos acordos de cooperação internacional com alguns países, principalmente para esse tipo de investigação.

Na quarta-feira, já houve a primeira reunião técnica dos sub-relatores com membros do Ministério da Justiça exatamente com o intuito de começar as investigações, rastreando as contas. Já existe toda uma estrutura, um desenho de como os recursos migraram por essas contas. Essas contas passam por vários países. Agora, começam as providências efetivas não só de acesso a essas transferências, mas, inclusive, de bloqueio dessas contas, até por sugestão de V. Exª, de que era o caminho mais adequado por meio do Ministério da Justiça.

Gostaria de abreviar os pedidos de pela ordem.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Vamos aos requerimentos, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – O Senador Sibá Machado pediu a palavra pela ordem. Vou encerrar com o Senador Sibá Machado. E votaremos os requerimentos.

Concedo a palavra ao Senador Sibá Machado.

O SR. SIBÁ MACHADO (PT – AC) – Sr. Presidente, agradeço a V. Exª por ter me concedido a palavra.

Ontem, aconteceu um debate no plenário do Senado. Eu estava preparado para fazer um pronunciamento sobre o mesmo assunto. Coincidentemente, ele aflorou de outra maneira.

Quero expor a seguinte preocupação: na CPMI vizinha nossa, a do mensalão, da Compra de Votos, aconteceu um fato extremamente desgastante, péssimo para a imagem da CPMI e para todos nós. Considero-o, pelo menos, em parte, já resolvido. Foi um desastre aquilo. Não pode acontecer aquilo, um documento daquela maneira, da forma como foi apresentado, coisa difícil, que culminou com a renúncia do vice-Presidente daquela Comissão, o qual, pelo que me consta, também está a ponto de ter de responder nas instâncias formais da Câmara dos Deputados.

Estou dizendo isso, Sr. Presidente, porque nesta CPMI tivemos três momentos que eu não vi, me desculpe V. Exª, uma atitude mais contundente, se tiver, me desculpe, retiro o que eu digo, para coibir essas preocupações que eu quero externar. Uma delas: os documentos do Banco Rural, ao adentrarem nesta Comissão, estavam nitidamente, para qualquer leigo ver, adulterados, documentos desgrampeados, estava lá a marca de um segundo grampo, e assim por diante.

Segundo: some um dos documentos sigilosos desta Comissão e, coincidentemente, no dia seguinte é estampado na capa de um importante jornal de circulação nacional.

Terceiro problema, Sr. Presidente: surge a desconfiança de que dez notas fiscais desaparecem também da guarda desta Comissão.

Quarto problema, Sr. Presidente: numa oitiva de que não pude participar, lá em São Paulo, estava para mim – também não tenho absoluta certeza, cheguei atrasado à reunião que decidiu sobre o assunto –, mas me constava que era uma reunião reservada. A reunião lá em São Paulo seria reservada para ouvir o doleiro e que, em seguida, a imprensa nacional, todas as televisões, apresenta cenas do depoimento.

Sr. Presidente, qual é a minha preocupação? Coloca todos nós, todos nós desta Comissão...

O SR. (Orador não identificado) – São fatos.

O SR. SIBÁ MACHADO (PT – AC) – Sim, fatos lá, das perguntas, como é que foi...

O SR. (Orador não identificado) – Da gravação...

O SR. SIBÁ MACHADO (PT – AC) – Gravação, estava lá, uma gravação estava lá. O que é que depõe contra nós, Sr. Presidente? Que todos os membros desta Comissão estão sob suspeita.

Segundo problema desta Comissão: que pode já, todos nós estamos suspeitos.

A SRª JUÍZA DENISE FROSSARD (PPS – RJ) – Por quê?

O SR. SIBÁ MACHADO (PT – AC) – Porque tem documentos... Eu quero terminar, depois eu posso responder. Gostaria de não ser interrompido, Sr. Presidente. Deixem-me eu externar o meu problema.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Senador Sibá Machado, por favor, conclua.

O SR. SIBÁ MACHADO (PT – AC) – Todos nós – e vou reproduzir aqui uma fala de ontem: não me sinto aqui quem está do lado da bondade ou do lado da maldade. Aqui tem uma CPMI, que pode ser, por viés diferentes, mas que tem que encontrar um objetivo comum. Teremos um relatório a votar e esse relatório será desta Comissão. E o meu medo, Sr. Presidente, é que possa parecer que esta Comissão, ou a outra, ou qualquer outra Comissão, passe apenas pelo crivo de que veio aqui fazer um show, que tem que oferecer medidas cada vez mais contundentes, semanais, matéria-prima para divulgação nacional. Esse tipo de coisa é muito ruim.

Então, estou externando isso indignado, preocupado com o sucesso da investigação verdadeira. Porque investigação, pelo que me consta, tem que ser sigilosa mesmo, tem que ser quase clandestina, pegar a pessoa no “pulo do gato”, pegar a pessoa amarrada, sem poder...

(Tumulto no plenário da Comissão.)

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Continua com a palavra o Senador Sibá Machado. Concluindo, Senador Sibá Machado...

O SR. SIBÁ MACHADO (PT – AC) – Portanto, eu queria dizer para V. Exª que este é um sentimento. Se ele for acatado ou não, não me interessa, mas me interessa aqui dizer qual é o meu sentimento, e o meu sentimento é esse.

Portanto, se nós não tivermos uma resposta clara, como ocorreu com Paulo Pimenta: está respondendo, sim. Assumiu, renunciou e está a ponto de sair da Comissão, ou coisa parecida, e ainda vai responder sobre seu mandato. Está lá uma coisa clara e objetiva. E que eu defendo! Não pode ser desse jeito! Isso aqui não é brincadeira! Isso aqui é coisa séria!

Portanto, quero dizer para V. Exª que acho que esta Comissão tem que ter uma resposta mais clara, mais objetiva e mais contundente para esse tipo de desvio de condutas, que eu não sei de quem é, sobre esses fatos que eu acabo de mencionar, que são parte de minha indignação.

Muito obrigado.

O SR. (Orador não identificado) – Pela ordem, Sr. Presidente.

A SRª IDELI SALVATTI (PT – SC) – Pela ordem, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Eu vou encerrar…

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Eu queria saber para quê esta reunião foi marcada, Sr. Presidente. Acho que uma reunião administrativa é para votar requerimento.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Eu vou encerrar em função do tempo e vou concluir essa questão. Eu não vou mais abordar. Primeiro, quero deixar muito claro o seguinte: nenhum Parlamentar aqui, a despeito de problemas que enfrentamos ao longo dos trabalhos, todos os Parlamentares têm responsabilidade com a verdade e têm absoluta convicção do que vai representar a CPMI dos Correios para o futuro do Brasil. Portanto, se acontecem problemas no desenrolar dos trabalhos, todos nós temos que procurar tomar as medidas necessárias, como têm sido tomadas, mas acima de tudo com equilíbrio e respeitando todos os Parlamentares, Deputados e Deputadas, Senadores e Senadoras.

É fundamental registrar, e faço questão de responder, que os documentos que foram aqui citados como desaparecidos... Primeiro, a documentação do Banco Rural foi imediatamente acionado o controle do Banco Rural que está trabalhando conosco aqui, visando esclarecer todas as questões. O Banco do Brasil, quando surgiram os primeiros questionamentos, disponibilizou 20 técnicos para ajudar a CPMI. O segundo ponto que eu gostaria também destacar: notas que supostamente desapareceram. Primeiro, cópias, porque os originais estavam em Belo Horizonte. Já foram inclusive requisitados. E depois, investigando com a assessoria da própria CPMI, nós efetivamente detectamos que os próprios técnicos da CPMI estavam trabalhando em cima dessas notas, até pela importância que essas notas têm no processo investigativo. E o terceiro ponto, acontecimentos, vazamentos e coisas assemelhadas a CPMI tem tomado as devidas providências, e com absoluta transparência. Jamais na clandestinidade. Nenhuma investigação aqui será feita na clandestinidade. As investigações serão feitas de uma maneira transparente e de uma maneira, a despeito das dificuldades, democrática como estamos promovendo os trabalhos da CPMI. Nós efetivamente temos de cumprir uma missão que espero venha a ser encerrada no mês de novembro de 2005.

E agora vou passar a palavra ao Relator, Deputado Osmar Serraglio, para que votemos os requerimentos.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Sr. Presidente, sem prejuízo de uma tabela que apresentamos para análise e que já recebemos algumas contestações, para que não fiquemos atrelados a ela, encareço dos Srs. Parlamentares que se valham da tabulação dos requerimentos pendentes, CPMI Correios, atualizada até as 21h13min.

Eu até solicitaria se é isso que os Parlamentares têm em mãos? Lamento, mas é que a cada meia hora sai uma tabulação diferente e querem inserir números... (Pausa.)

Enquanto procedem à cópia, quero dizer aos integrantes da CPMI que nós, com o auxílio do nosso Sub-Relator, Carlos Abicalil, fizemos uma tabulação pelo menos muito próxima e conduzindo para o nosso foco dos Correios do que entendemos se devesse proceder em relação às oitivas, quer do plenário, as mais imediatas, quer a das sub-relatorias. Eu gostaria que fosse anotado para reflexão.

Fizemos uma sub-relatoria dos assuntos relacionados ao Marcos Valério e, portanto, essas oitivas seriam realizadas a partir dos autores de requerimentos dessas convocações que irei anunciar e dos mais que quisessem, evidentemente, porque se trata de uma audiência pública, apenas restrita em relação àqueles que irão conduzi-la.

Então, na Subcomissão do Marcos Valério, nós ouviríamos...

O SR. ONYX LORENZONI (PFL – RS) – Subcomissão do Marcos Valério?

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Uma subcomissão. Para que não se ouça mais que não há um foco sobre as investigações que dizem respeito aos Correios e aos assuntos relativos aos Correios, estou apresentando o que sugerimos ao Plenário.

Lembrem-se de que refletimos da seguinte maneira: haverá as pessoas que serão ouvidas no plenário; haverá as pessoas que serão ouvidas em subcomissões, que serão conduzidas ou por um sub-relator ou pelo autor das convocações das pessoas; e aqueles que estamos remetendo à Polícia Federal, conforme essa tabulação que fizemos.

Portanto, a sugestão, agora, no primeiro momento,...

O SR. EDUARDO PAES (PSDB – RJ) – V. Exª pode falar o nome das pessoas?

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – É isso que farei.

Da sub-relatoria, em relação às empresas do Marcos Valério: Srª Margareth Queiroz, sócia da DNA, do Cristiano.

O SR. (Orador não identificado) (Fora do microfone. Inaudível.)

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Quem vai coordenar? Um sub-relator ou o autor da convocação de Margareth Queiroz?

A SRª JUÍZA DENISE FROSSARD (PPS – RJ) – Sr. Relator,...

O SR. SÉRGIO GUERRA (PSDB – PE) – Isso produz uma confusão grande.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Deputado Osmar, sugiro que esse procedimento... Senador Sérgio Guerra, sugiro que deixemos o Relator avançar, para, depois, discutirmos o procedimento, o modus operandi, ajustando-o por acordo.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – A idéia era prestigiar os autores que fizeram as solicitações, porque, evidentemente, eles estão mais preparados para o que querem aprofundar no questionamento.

A SRª JUÍZA DENISE FROSSARD (PPS – RJ) – Sr. Relator, a título, talvez, de abreviar um pouco a questão, farei uma sugestão. Entendi o que V. Exª quis dizer. Assim como eu, na reunião passada de Duda Mendonça, retirei o requerimento porque estava prejudicado, estou vendo inúmeros requerimentos que talvez os autores julguem que perderam a razão de ser.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Nós apresentamos uma lista, que está ali, daqueles que consideramos ou retirados pelos autores ou prejudicados. Já foi distribuída a lista.

A SRª JUÍZA DENISE FROSSARD (PPS – RJ) – Completando, isso é o que se chama, na nossa área, de saneamento do processo. Quer dizer, poderia haver o que não mais tem objeto, para que o trabalho fosse enxugado.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Cada caso será submetido à análise de quem foi o autor, se concordou ou não. Então, eu distribuí e imagino que isso tudo...

Na seqüência, quero esclarecer que o procedimento seria tal qual realizamos da outra vez, ou seja, esta Relatoria apresentou aqueles que consideramos prejudicados – está no rol distribuído; há um rol que foi distribuído. Se alguém entender que algum daqueles requerimentos elencados nesse rol não está prejudicado, comunique a Relatoria, que eu o retiro do rol dos prejudicados, para que não fiquemos discutindo aqueles que já estão ultrapassados. Não sei se V. Exª, Deputada Denise, recebeu essa lista, mas distribuímos um rol em cuja última página estão os prejudicados. (Pausa.)

Tem? Bom, qualquer ressalva, nós anotaremos e verificaremos.

A SRª JUÍZA DENISE FROSSARD (PPS – RJ) – Obrigada, Sr. Relator.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Por nada.

Num primeiro momento, até como aspecto de aprendizagem de como proceder às sub-relatorias, fizemos o seguinte em relação às subcomissões – refiro-me, especificamente, a duas Subcomissões –: Correios e empresas do Marcos Valério. Na dos Correios, ouviremos o Mauro Dutra, da Novadata; depois, da Skymaster, João Marcos Pozzeti, Hugo Cezar Gonçalves e Américo Pozzeti. Repito: Mauro Dutra, da Novadata; e, da Skymaster, João Marcos Pozzeti, Hugo Cezar Gonçalves e Américo Pozzeti; terceira, da Beta, Joannis Amessonhs, Michel Abud Júnior, Antônio Augusto Leite Filho e ainda o Brigadeiro Venâncio Grossi. Então, num primeiro momento, essa Sub-Relatoria decidiria sobre essas oitivas.

A segunda lista, das empresas e do Marcos Valério – que seria outra sub-comissão e outra relatoria: Margareth Queiroz, da DNA; Geiza Dias, da SMP&B; Marco Antônio Silva e Jafete Abraão, da Secom; Telma dos Reis Menezes da Silva, da MultiAction. Deixei para ser discutido que atitude a Comissão tomará em relação à oitiva da Presidente do Banco Rural, que tem de ser no plenário.

A SRª HELOÍSA HELENA (P-SOL – AL) – No plenário?

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Tudo bem! Eu só coloquei para discussão porque há o aspecto de presidente de instituição financeira. Mas não tenho ressalva nenhuma.

Na nossa seqüência, haverá o Ivan Guimarães, que não ouvimos ontem; o Maurício Madureira, Diretor de Operações dos Correios; e o Marcus.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Deputado.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Vou apresentar aquilo que entendo da Relatoria.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Mas era bom discutirmos a agenda depois para não confundirmos as coisas.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Pelo menos, que não se diga que não estamos apresentando uma agenda.

E o Marcus Vinícius, que está sendo anunciado hoje, genro do Deputado Roberto Jefferson.

O SR. (Orador não identificado)(Fora do microfone. Inaudível.)

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – De qualquer modo, é foco específico.

Anunciei a V. Exªs o que é mais imediato ao Plenário e às Sub-Relatorias.

Quanto aos requerimentos, fizemos esta sistematização, que não pretendo discutir, pois está posta para que a examinem. Mas, para retomar as coisas mais próximas nossas...

O SR. EDUARDO PAES (PSDB – RJ) – Até terça-feira, faz-se sugestão.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Exatamente. Então, até terça-feira, sugestões em relação à tabulação que fizemos. Mas temos coisas mais recentes, que gostaria de colocar em votação.

A SRª IDELI SALVATTI (PT – SC) – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem só um minuto, se for possível.

Sugiro o seguinte: com essa divisão das oitivas já aprovadas no Plenário da CPMI, com essa separação entre o que será feito no plenário e o que será feito em oitivas menores, com menos participantes, e aquilo que será feito pela Polícia Federal, na lógica apresentada por V. Exª, a lógica dos contratos dos Correios, ou seja, a investigação dos Correios em si – em que agora, inclusive, há novidades, como a apresentação feita pela Procuradoria-Geral da República do final da oitiva do Sr. Marinho e também o fato de a Controladoria-Geral da União já ter elementos públicos da análise dos contratos –, haverá bastante coisa para aprofundar e acelerar a investigação desse eixo, contratos dos Correios.

Outra questão que V. Exª colocou como outro foco da investigação são as empresas do Marcos Valério e as decorrências políticas, econômicas e financeiras da atuação das empresas do Marcos Valério.

Eu gostaria de propor, até para que não paire qualquer dúvida, que possamos sair com dois subgrupos de trabalho para tratar esses dois eixos. Está claro que são dois eixos.

Senador Sérgio Guerra, se V. Exª prestou atenção no que falei, me ouviu falar Marcos Valério, sua atuação, suas decorrências políticas e econômicas. Portanto, uma série de questões que já estamos investigando estariam acopladas nesse subgrupo, certo? Para que não paire qualquer dúvida de que estejamos querendo escamotear o que for.

Eu gostaria de propor, até para que não paire qualquer dúvida, que possamos reestruturar os nossos trabalhos a partir desses subgrupos: quem vai se dedicar mais à questão dos Correios, dos contratos, desses procedimentos e quem vai se dedicar à maneira e conseqüências das operações das empresas do Sr. Marcos Valério. Se pudermos sair daqui hoje com esta definição e, então, cada um dos Parlamentares poderá inclusive se prontificar no sentido: eu quero ficar mais nesta área. Eu estou propondo…

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Senadora Ideli Salvatti, a tese é correta. Vamos trabalhar administrativamente nisso e, na terça-feira, anunciaremos.

A SRª IDELI SALVATTI (PT – SC) – Está ótimo.

A SRª JUÍZA DENISE FROSSARD (PPS – RJ) – Sr. Presidente, eu queria um esclarecimento do Sr. Relator.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Concedo a palavra ao Deputada Juíza Denise Frossard.

A SRª JUÍZA DENISE FROSSARD (PPS – RJ) – Sr. Relator, tenho um requerimento aqui ligado aos Correios, que é o 752, que consiste em ouvir o Sr. Carlos Eduardo Fioravanti da Costa.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Já vai ser votado.

A SRª JUÍZA DENISE FROSSARD (PPS – RJ) – Mas não está em nenhuma dessas relações.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Está nesta que eu vou liquidar agora.

A SRª JUÍZA DENISE FROSSARD (PPS – RJ) – Obrigada.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Aliás, começa pelo seu.

A palavra está comigo. Então, vamos prosseguir.

Os Srs. Parlamentares estão de posse da relação atualizada até 21 e 13. Tudo bem. Então, vou-me ater aos requerimentos finais recentes.

A SRª IDELI SALVATTI (PT – SC) – (Fora do microfone. Inaudível.)

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Por assunto. Por assunto. Então, solicito que verifiquem nas convocações aquelas que podemos aprovar já. Comecemos pelo Requerimento nº 752. Nas convocações, o 752, da Deputada Juíza Denise Frossard.

O SR. POMPEO DE MATTOS (PDT – RS) – Relator, desculpe. Eu tenho uma lista de requerimentos pendentes, e ele não chega até o 752.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Esse foi o meu problema, que eu também fiz a tabulação toda com base naquela e, como há uma nova, vou seguir a nova para não ficarmos desatualizados. Então, é a atualizada até o 21.

A SRª IDELI SALVATTI (PT – SC) – Sr. Relator.

O SR. EDUARDO PAES (PSDB – RJ) – Relator, não está desatualizada, não. É porque está por assunto.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Está por assunto.

Então, verifiquem que, num primeiro momento, estão as convocações. Agora, estou nas convocações. Eu estou concordando com as convocações: Requerimento 752, da Deputada Juíza Denise Frossard, convocação do Sr. Carlos Eduardo Fioravanti da Costa, ex-diretor comercial dos Correios; o 786, da Senadora Ideli Salvatti, convocação do doleiro Haroldo Bicalho, que também – não sei por quê – está no 787; do doleiro Jader Kalid Antonio, da Senadora Ideli Salvatti; do doleiro Adalberto Youssef, do Deputado Carlos Abicalil – é o 788; o 793, de Rubens Adauto de Castro Dourado, cidadão que está preso e lobbista de empresas, do Deputado Carlos Sampaio.

Eu estou anunciando aqueles que eu pelo menos sondei e seriam assimiláveis imediatamente.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES (PFL – BA) – Deputado Osmar Serraglio, vamos devagar! Temos que votar tudo.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Tudo bem. Qualquer ressalva é só anunciar.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES (PFL – BA) – Agora, V. Exª, se sondou, não me consta que o PFL tenha sido sondado.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Tudo bem. Não concorda. Está retirado.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES (PFL – BA) – Não, não.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Eu quero aqueles…

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES (PFL – BA) – Não, não, não. Deputado Osmar Serraglio, concordo com a votação desses, como, por exemplo, apresentei a convocação do Toninho e não sei por que todos os doleiros vão ser convocados, menos o Toninho da Barcelona.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Eu esclareceria ao Plenário…

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES (PFL – BA) – Mas vamos discutir na hora certa.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – …qual é a idéia do Relator.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES (PFL – BA) – Vamos discutir na hora certa.

A SRª HELOÍSA HELENA (P-SOL – AL) – Vamos trazer um monte de doleiro para cá.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES (PFL – BA) – A única coisa a que me oponho é que V. Exª diz que fez consultas. Eu, por exemplo, não fui consultado.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Mas tem restrição?

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES (PFL – BA) – Não, de acordo.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Quanto ao Toninho, esta Relatoria não tem nenhuma restrição. Apenas estamos aguardando a evolução do entendimento dele com o Ministério Público…

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES (PFL – BA) – Não tem nada a ver isso. Mas na hora a gente discute. Vamos deixar para discutir na hora.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Mas já se percebe que não é consensual. Tudo bem.

A SRª JUÍZA DENISE FROSSARD (PPS – RJ) – Sr. Relator…

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Pois não.

A SRª JUÍZA DENISE FROSSARD (PPS – RJ) – Posso fazer apenas uma consideração a todos?

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Pois não.

A SRª JUÍZA DENISE FROSSARD (PPS – RJ) – Eu gostaria de me dirigir a V. Exª, mas a todos os pares também. Uma mera reflexão. Eu tenho muito receio – confesso – de ouvir condenados aqui e vou dizer o motivo – é uma experiência pessoal – apenas uma preocupação. Não é que não se ouça, não. Mas é que se mande as perguntas para que sejam ouvidos, ou pelo Ministério Público, ou pelo juiz. Por quê? Porque o criminoso, principalmente aquele que recebe uma condenação longa, ele não tem nada, absolutamente nada a perder. Não tem compromisso com nada. Para chegar aqui, em uma Comissão Parlamentar de Inquérito, cujo único viés é o viés da busca dos Parlamentares porque não temos ingerência alguma nos de fora. Eu acho, Sr. Presidente e Sr. Relator, meus caros colegas, acho perigoso, mas submeto à reflexão e deixo aqui a minha...

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) –  Eu faço o apelo para a gente discutir essa matéria só quando for votar o requerimento.

Senadora Heloísa, eu apresentei à Mesa um pedido de preferência para votação em separado desse requerimento do Toninho e também de outras convocações. Então, peço que deixemos a discussão para o momento da votação do requerimento.

A SRª HELOÍSA HELENA (P-SOL – AL) – Mesmo porque quero discutir isso. Então, está tudo muito bem. Eu não me inscrevo para isso. Eu não vou me pronunciar sobre isso e quero me pronunciar na hora.

Sr. Relator, é o seguinte: tem um requerimento meu que, de alguma forma, trata dos contratos de publicidade do Sr. Marcos Valério em relação ao Banco Popular e ele não está aqui. Então, só para que o senhor possa incluir.

Não está nessa lista, sumiu.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Vou prosseguir. Em relação...Essas foram as convocações, agora as cópias de documentos...

O SR. ALVARO DIAS (PSDB – PR) – Sr. Relator, apenas uma indagação. Essa proposta de convocação é naquele modelo de subcomissão que vai ouvir, não é? São muitos doleiros.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Depois iremos estabelecer como se procederá.

O SR. ALVARO DIAS (PSDB – PR) – Está certo.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Em relação à tabulação dos três caminhos possíveis.

Agora, nas cópias de documentos 785...

A SRª IDELI SALVATTI (PT – SC) – Sr. Presidente, só para eu entender. Em termos das convocações que o Relator Osmar Serraglio tem a apresentar seriam essas e, depois, temos polêmicas.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Essas as que não são aparentemente polêmicas.

A SRª IDELI SALVATTI (PT – SC) – Está. Agora, deixa eu...

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Vamos prosseguir.

A SRª IDELI SALVATTI (PT – SC) – Deixa eu entender. Agora, o senhor vai entrar em qual item?

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Agora eu vou entrar nas cópias.

A SRª IDELI SALVATTI (PT – SC) – Cópias de documentos?

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Cópias de documentos. Oitocentos e oito, Senador Alvaro Dias.

O SR. ONYX LORENZONI (PFL – RS) O senhor já disse 785, Sr. Relator.

O SR. RELATOR (PMDB – PR) – 785, Senadora Ideli Salvatti. Cópia do inquérito da operação Anaconda, da Polícia Federal. 808, Alvaro Dias, cópia do Tribunal Regional Federal.

A SRª IDELI SALVATTI   (PT – SC) – Sr. Presidente, o senhor vai me desculpar, mas não consigo acompanhar e nem localizar.

(O Sr. Presidente faz soar a campainha.)

O SR. ONYX LORENZONI (PFL – RS) – Sr. Relator, me desculpe a dificuldade, talvez seja uma dificuldade intelectual, mas não consigo acompanhar esse ritmo.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Vou mais lentamente.

O SR. ONYX LORENZONI (PFL – RS) – E a lista é uma lista que até que eu ache o número aqui é...

O SR. PRESIDENTE