TRANSCRIÇÃO LITERAL DAS NOTAS TAQUIGRÁFICAS DA OITIVA DO DEPOENTE
Sr. HENRIQUE PIZZOLATO
(18/08/2005)

SENADO FEDERAL

COMISSÃO PARLAMENTAR MISTA DE INQUÉRITO DOS CORREIOS

VIGÉSIMA OITAVA REUNIÃO DA COMISSÃO PARLAMENTAR MISTA DE INQUÉRITO DA 3ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 52ª LEGISLATURA, CRIADA ATRAVÉS DO REQUERIMENTO Nº3/2005 DO CONGRESSO NACIONAL COM A FINALIDADE DE INVESTIGAR AS CAUSAS E CONSEQÜÊNCIAS DE DENÚNCIAS E ATOS DELITUOSOS PRATICADOS POR AGENTES PÚBLICOS DOS CORREIOS, EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS REALIZADA NO DIA 18 DE AGOSTO DE 2005 ÀS 11:30 HORAS.

SEGUE ABAIXO TRANSCRIÇÃO LITERAL:

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Com as graças de Deus, havendo número regimental, declaro aberta a 28ª reunião da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito criada por meio do Requerimento nº 3, de 2005, do Congresso Nacional, para investigar as causas e conseqüências de denúncias e atos delituosos praticados por agentes públicos nos Correios, Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.

Gostaria de esclarecer que teremos hoje, pela manhã, uma reunião administrativa. E, depois, às 11 horas e 30 minutos, ouviremos o Sr. Henrique Pizzolato.

É importante também destacar a V. Exªs que iniciaremos esta reunião administrativa com um relato, por solicitação de Parlamentares que não foram a São Paulo, do Deputado Osmar Serraglio sobre a diligência feita à Secretaria de Segurança do Governo do Estado de São Paulo, na terça-feira. S. Exª vai fazer um relato rápido disso, apesar de muitos já terem tomado conhecimento de algumas informações advindas dessa reunião.

Como foram feitos muitos requerimentos de convocação, o Relator também vai fazer uma proposta de oitivas que não deverão passar pelo plenário da CPMI, mas que ocorrerão com um grupo menor de Parlamentares, por meio das sub-relatorias, ou também oitivas que serão realizadas pela própria Polícia Federal.

Então, S. Exª vai fazer essa apresentação.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Pela ordem, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Depois, nós entraremos na questão dos requerimentos.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Não quero tratar de requerimentos agora. Queria que V. Exª, se possível... Deputado Osmar, Sr. Relator. Sr. Presidente, veja bem.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Pela ordem, Deputado ACM Neto.

Pela ordem, Senador Ney Suassuna.

Pela ordem, Deputado Alberto Fraga.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Eu não vou me opor, evidentemente, a essa decisão. Mas quero tratar sobre ela, sobre essa decisão de V. Exª de o Relator fazer aqui uma sucinta apresentação do que foi a audiência em São Paulo. Queria, na verdade, fazer uma outra sugestão, Sr. Presidente, para que possamos economizar tempo.

Pelo que estou informado, a Comissão...

(Interrupção do som.)

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Estou pensando que boicotaram o som, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – O pessoal do som tem, dependendo do Parlamentar, uma orientação...

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Não tem problema, eu não sou daqueles que acha que V. Exª dirige qualquer tipo de perseguição.

Mas, Sr. Presidente, veja bem – falando sério agora –, acho que nós hoje, ao longo do dia, vamos ter condições de dispor da transcrição da íntegra do que foi a reunião com o Sr. Toninho da Barcelona. De tal forma que será muito mais útil, antes de qualquer relato que o nobre Deputado Osmar possa fazer a esta Comissão, termos condições de disponibilizar a íntegra do que foi aquela reunião, a íntegra do que foi o depoimento do Toninho da Barcelona, do que foram os questionamentos feitos pelos Parlamentares presentes. Então, poderíamos passar, imediatamente, para apreciação dos requerimentos, a votação dos requerimentos, a discussão dos requerimentos. E o Relator, talvez, até pudesse contribuir com essa minha sugestão no sentido de que cada Deputado e Senador recebesse a íntegra desse depoimento, ao longo do dia de hoje.

Dessa forma, nós não precisaríamos gastar um tempo, que é precioso – afinal de contas já estamos começando a reunião às 10 horas – e poderíamos passar imediatamente para a discussão e votação dos requerimentos. E aí, se houver dúvida, o Relator, ao final do nosso debate do dia de hoje, poderia fazer uma apresentação ou até mais especificamente tirar dúvida dos Parlamentares que não estavam presentes.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Se todos os Parlamentares estiverem de acordo com essa sugestão...

Deputada, o Secretário Saulo está encaminhando áudio e vídeo dessa diligência em São Paulo e, logo que chegassem, imediatamente distribuiríamos uma cópia para cada Parlamentar, para que todos tenham ciência do que lá foi tratado.

O SR. ARNALDO FARIA DE SÁ (PTB – SP) – Sr. Presidente, uma informação. O Secretário de Segurança informou que ontem à noite uma pessoa, a mando da Senadora Heloísa Helena, já retirou esse documentação lá em São Paulo.

A SRª HELOÍSA HELENA (P-SOL – AL) – Por favor, não diga o nome, porque é uma pessoa que não tem nada a ver com isso – desculpe-me, Senador Delcídio –, apenas ...

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Aproveitamos uma pessoa conhecida que já estava lá, o documento foi lacrado e está sendo trazido para cá. O.k., Deputado?

O SR. ARNALDO FARIA DE SÁ (PTB – SP) – A pessoa embarcou ontem à noite e não chegou ainda?

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Vai chegar agora de manhã; saiu de São Paulo agora de manhã. Vai entregar agora pela manhã.

O SR. NEY SUASSUNA (PMDB – PB) – Sr. Presidente, pela ordem.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Senador Ney Suassuna.

O SR. NEY SUASSUNA (PMDB – PB) – Sr. Presidente, a primeira colocação que queria fazer é que faremos a troca de dois titulares do PMDB a partir de segunda-feira. Hoje, o Senador Valdir Raupp, que era suplente, passa a titular no lugar do Senador Wirlande, que deixou a Casa com a volta do Senador Romero Jucá. E, com a saída do Senador Maguito, que tirou licença a partir de segunda-feira – hoje S. Exª ainda estará –, vem a Senadora Íris de Araújo, que o substituirá aqui.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Então, o Senador Valdir Raupp ocupará o lugar do Senador Wirlande da Luz, e em função da licença do Senador Maguito, a Senadora Íris de Araújo.

É importante, Senador Ney Suassuna, esse comunicado formal à Mesa.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Já foi lido ontem o ofício do Senador Raupp, foi encaminhado e saiu no Diário Oficial de hoje. E, amanhã, será providenciado o do Senador Maguito.

A segunda colocação que tenho a fazer é sobre um fato que me surpreende muito, ou seja, que uma reunião secreta nossa – pelo menos era assim – esteja em seguida nos jornais e nas tevês. Fiquei chocado com isso e queria dizer dessa minha preocupação.

A terceira colocação é de que creio que, no caminho que estamos marchando, daqui a pouco, todos os marginais do País estarão querendo depor aqui, desde que tenham suas penas reduzidas.

Eram essas três colocações que queria fazer, Sr. Presidente.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Sr. Presidente, proponho que qualquer coisa que seja objeto de discussão de requerimento que deixemos para a hora própria. É uma sugestão que faço.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Concedo a palavra pela ordem ao Deputado Alberto Fraga, ao Deputado Jorge Bittar, ao Deputado Onyx Lorenzoni, à Senadora Heloísa Helena, ao Deputado José Eduardo Cardozo, e vamos naquela lengalenga de sempre.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Vamos votar os requerimentos, Sr. Presidente.

A SRª HELOÍSA HELENA (P-SOL – AL) – Pela ordem, Sr. Presidente. Eu não tinha pedido pela ordem. V. Exª acabou generosamente me inscrevendo.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Temos todo o tempo do mundo hoje. Estou muito bem disposto e, inclusive, estou querendo levar até de madrugada os depoimentos.

Deputado Alberto Fraga.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Está todo mundo inscrito, quem quiser falar pode falar.

O SR. ALBERTO FRAGA (PFL – DF) – Na verdade, a minha fala é para uma questão de ordem.

Com base no §1º do artigo 132 do Regimento Comum, solicito a V. Exª que dê o encaminhamento devido a um recurso feito por mim a esta Presidência, em que solicito o encaminhamento à Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados.

Para encerrar, Sr. Presidente, gostaria que, se possível, fosse informado o último nome do Parlamentar titular que se inscreveu na lista que verdadeiramente vale, que é a de presença, se é possível V. Exª me informar.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Primeiro, já está sendo encaminhado o requerimento de V. Exª para a CCJ e o último Parlamentar titular inscrito na lista é a Deputada Juíza Denise Frossard.

O SR. ALBERTO FRAGA (PFL – DF) – V. Exª manterá aquela fórmula de que, após o último titular inscrito na abertura, começa com os suplentes.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Aí, evidentemente, começa a lista de suplentes, mesmo que outros titulares venham, pois esses vão falar depois. Isso é o que foi ajustado em reunião administrativa nossa.

Deputado Jorge Bittar.

O SR. JORGE BITTAR (PT – RJ) – Sr. Presidente, a proposta do Deputado ACM Neto é útil no sentido de que possamos conhecer o inteiro teor do que ocorreu naquela oitiva. No entanto, gostaria de ponderar aqui sobre o método de como foi decidido, sobre a oportunidade de se fazer aquela oitiva, porque penso que decisões tomadas dessa forma, impulsivas, por conta de notícias de jornais, acabam prejudicando a noção que deveríamos ter de um trabalho planejado, um trabalho com foco e uma série de outros elementos.

Veja bem, hoje, o jornal O Globo publica uma manchete na qual desvenda o depoimento do Sr. Maurício Marinho à Procuradoria da República, no qual ele diz que não é exatamente um “petequeiro”, como procurava caracterizar o Deputado Roberto Jefferson e como muitos aqui repetiram, de forma sistemática. Ele estava no centro de todo um processo de corrupção que o envolvia, como envolvia também o genro do Sr. Roberto Jefferson. Digo tudo isso por quê? Porque acho que aquela foi uma decisão tomada às pressas; fomos ouvir um marginal preso, com 25 anos de cadeia, sem nenhuma garantia de que ele iria dar informações concretas, como de fato não deu. Trata-se de um sujeito que, nessas condições, é capaz de dizer o que bem entenda para reduzir a sua pena. E mais, não estamos com o fio condutor de investigações, que tenho insistido há bastante tempo. Tive até – e tive oportunidade de pedir desculpas ao Sr. Relator –, da última vez, um diálogo meio áspero com o Deputado Osmar Serraglio, pessoa por quem tenho grande apreço e até admiração. Mas é por conta disso. Venho insistindo nisso. Não sou advogado de formação, como V. Exª; sou engenheiro, que pensa sempre em planejamento, em detalhe, para sabermos onde queremos chegar e quais são os procedimentos que serão adotados para que o nosso trabalho tenha êxito verdadeiro. O apelo que faço é que, na oitiva de hoje, levemos em consideração os acertos que tivemos, mas também os equívocos que cometemos ao longo desse processo, para que, ouvindo o Sr. Relator, possamos ter um fio condutor, uma linha de investigação a partir de agora, com foco nos Correios, com foco no Sr. Marcos Valério, para que tenhamos resultados concretos, como espera a sociedade brasileira. Apenas por isso que fiz questão de fazer uso da palavra, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Gostaria apenas de responder a V. Exª, Deputado Jorge Bittar. A CPMI dos Correios – e todos nós entendemos isso – faz parte de uma Casa política, e muitas vezes, por essa razão, convivemos com eventuais desvios, que são próprios de uma Casa política, como é o Senado e a Câmara. Aqui não vamos simplesmente nos reunir como se fôssemos diretores de empresa, pensando absolutamente dentro de uma lógica cartesiana e, assim, deliberar ao longo de todo o trabalho da CPMI.

Esta é uma Casa política. Pessoas têm histórias, têm biografias; há eleitores ou pessoas que efetivamente nos acompanham. Então, não podemos perder a objetividade, mas também temos que entender que estamos numa Casa política, e uma CPI é efetivamente um palco político e acompanha o que a opinião pública reverbera ou que a própria imprensa reverbera.

Do meu ponto de vista – ontem tive a oportunidade de conversar sobre isso com alguns Parlamentares, como o Senador César Borges, o Senador Sérgio Guerra, a Senadora Ideli Salvatti, com o próprio Deputado Osmar Serraglio, com a Senadora Heloísa Helena –, nós estamos, independentemente dessas oscilações que são naturais, em função do tensionamento em que o País vive, com os focos claramente definidos na CPMI dos Correios. E às vezes eu até me surpreendo porque, se existe uma CPI que tem pautado as suas decisões de uma maneira conciliatória e com a participação de todos, é a CPMI dos Correios – não digo que as outras também não o façam, mas eu sou testemunha do trabalho que tem sido desenvolvido por todos os Parlamentares desta CPMI, apesar dos problemas que nós temos enfrentado. Mas hoje nós temos, claramente, as nossas investigações, a despeito de muitas pessoas falarem que os Correios foram esquecidos. Isso não é verdade. A questão é que, nesta CPMI, há exigência de uma investigação dos contratos. São contratos sofisticados que passam pela área de informática, que passam pelo Correio Aéreo Nacional, que passam pela compra de equipamentos, que passam pela compra de vestimentas, que passam pela compra de veículos. E esses contratos estão sendo analisados pela equipe técnica dos Correios e por Parlamentares, além do Tribunal de Contas da União, que está prestando um serviço extraordinário, não apenas para esta CPMI, mas para o Brasil.

Então, nós precisamos ter paciência para fazermos um trabalho sério e um trabalho que dê resultados. E os resultados vão aparecer, inclusive com os Relatórios parciais que o Deputado Osmar Serraglio vai começar a divulgar.

Uma outra questão – porque, às vezes, algumas pessoas esquecem – é que a investigação começou com os R$3 mil do Sr. Maurício Marinho. Agora, a investigação prosseguiu com as denúncias do Sr. Maurício Marinho – denúncias de vários contratos, agora, de uma maneira muito mais enfática nos depoimentos junto à Procuradoria Geral da República; depoimentos que ainda estão lá e que não chegaram à CPMI. E quero deixar isso bem claro, porque ontem já corria uma conversa de que eu estava sentado nesse depoimento, e a Procuradoria fez questão de não encaminhá-lo porque existem processos investigatórios. Por essa razão, eles ainda não podem nos encaminhar esse depoimento. São complementares ao depoimento do Sr. Maurício Marinho.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Eles não podem nos encaminhar mas podem dar para a imprensa. Acho que é um erro.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputado ACM, por favor, a Presidência está com a palavra. Se V. Exª tiver interesse em acessar esses depoimentos, V. Exª apresente o requerimento para que ele seja votado.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Já está apresentado.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Ótimo.

Então, prosseguindo o raciocínio, esses depoimentos vão ser complementados, quer dizer, esse depoimento complementará as investigações que estão sendo feitas e os Relatórios parciais do Deputado Osmar Serraglio.

E muitas pessoas esquecem por que entrou o Sr. Marcos Valério. Por causa das agências de publicidade que prestavam serviços aos Correios, porque o Sr. Marcos Valério foi denunciado pelo Deputado Roberto Jefferson em depoimento, aqui na CPMI dos Correios.

Então, esse link entre a primeira denúncia e o Sr. Marcos Valério, essa ligação veio dos próprios depoimentos. E hoje nós temos duas esferas claras de investigação e não podemos, simplesmente, atropelar ou precipitar Relatórios sob o risco de prestar uma série de informações equivocadas. Isso está sendo feito com muito cuidado pelo Relator e pelas Sub-Relatorias.

Depois, nós vamos investigar – e estamos investigando – todas as movimentações financeiras advindas das denúncias das agências de publicidade do Sr. Marcos Valério que foram aqui denunciadas. E alguém pode perguntar: “Mas nós já não temos as informações necessárias?” Muitos Parlamentares, aqui, não imaginam o esforço que foi para padronizar e sistematizar os dados que vieram dos bancos, porque cada banco prestou uma informação diferenciada e nós tivemos que colocar tudo dentro de um padrão para carregar o sistema do Prodasen, e assim também os sigilos telefônicos. Só para V. Exªs terem uma idéia: – eu também não sabia e sou uma pessoa do setor e V. Exª é do setor também – nós temos mais de vinte operadoras hoje no Brasil e as informações vêm das mais diferentes formas, com layout completamente diferente. Se nós precisamos carregar o sistema do Senado, nós temos que padronizar essas informações. Estamos demorando um pouco mais, mas estamos fazendo isso pelo rigor investigativo.

E há um terceiro ponto que foi colocado aqui – e isso foi motivo de uma conversa minha com o Senador Sérgio Guerra ontem e hoje haverá o depoimento do Sr. Henrique Pizzolato – sobre a questão dos fundos de pensão. E aí alguém pergunta: mas qual é a relação dos fundos de pensão com os Correios? É que houve nos depoimentos denúncias de que poderiam determinadas instituições financeiras estar recebendo investimentos de fundos de pensão por conta dessas operações do Sr. Marcos Valério.

Então, se a coisa é tratada nesse nível e com esses três segmentos absolutamente definidos, a despeito dos desvios que nós temos que saber entender, porque esta é uma Casa política, eu não tenho dúvida de que nós encaminharemos as investigações dentro daquilo que todos os Parlamentares assim esperam e acima de tudo a opinião pública espera de nós. Nós vamos ter dificuldades? Vamos. Vamos ter momentos de tensão? Teremos. Esta é uma Casa política e é natural isso. E eu como engenheiro, meu caro Deputado Bittar, e como V. Exª também o é, nós temos que entender também que, apesar do nosso cacoete cartesiano, nós estamos numa Casa política e temos que entender essas diferenças.

Com a palavra, pela ordem, o Deputado gaúcho Onyx Lorenzoni.

O SR. ONYX LORENZONI (PFL – RS) – Presidente, são três contribuições a V. Exª. A primeira delas é que com a saída do Senador Maguito nós teremos que aprazar para a próxima semana a votação e a eleição de um novo vice-Presidente para V. Exª. Quero só colocar isso porque a substituição quebra o princípio da eleição. Portanto, teremos que fazer uma nova eleição. Só isso. Segundo, Presidente, e importante que eu quero...

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Eu vou assumir cumulativamente a Presidência e a Vice-Presidência.

O SR. ONIX LORENZONI (PFL – RS) – Isso vai ser difícil, Presidente. V. Exª já está muito sobrecarregado e eu não desejaria ver os seus eleitores e amigos preocupados. Nós precisamos compartilhar. Tem muito trabalho aqui pra fazer.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Definiremos na próxima semana o vice-Presidente na reunião de terça-feira.

O SR. ONYX LORENZONI (PFL – RS) – OK! Ótimo, Presidente!

Presidente, agora são duas coisas importantes. V. Exª fez agora uma análise...

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Vamos aguardar o Deputado João Fontes, que está dialogando aqui... (Pausa.)

O SR. ONYX LORENZONI (PFL – RS) – V. Exª fez uma análise que está correta mas que eu queria dar uma pequena contribuição, que é a seguinte. A partir dos Correios, Presidente, foi revelado por esta Comissão Parlamentar Mista de Inquérito o maior esquema de corrupção organizado e sistematizado de que se teve notícia na República. De maneira sábia, V. Exª e o Relator Osmar Serraglio estão coordenando e preparando um relatório parcial que deverá ser distribuído na próxima semana, fazendo com que tudo aquilo que tenha relação com o mensalão ou com compra ou recebimento de valores por Parlamentares seja transferido à Mesa Diretora da Câmara dos Deputados para futuras providências. Quer o envio ao Conselho de Ética, quer o envio à CPMI do Mensalão.

O destino e o foco desta CPMI e que de maneira açodada algumas pessoas têm referido que há uma eventual perda de foco, não é apenas – e nós não podemos ficar cingidos ao episódio Correios. O objetivo desta CPMI se transformou em buscar a origem de todo esse esquema de financiamento que, lamentavelmente, afetou o Estado brasileiro.

Pode-se considerar que o Poder Executivo, como provável e suposta fonte primária, por intermédio de atos da administração direta ou de conexões com a administração indireta – que é o fato que iremos investigar, logo a seguir, com o depoimento de hoje – tenha dado origem a esta verdadeira fortuna bilionária que foi levantada dos cofres públicos.

Portanto, a CPMI dos Correios – queria ratificar isso, inclusive em colaboração a V. Exª – mantém o seu foco em identificar a origem desse sistema, esteja nos Correios, esteja no IRB, esteja na Petrobras, esteja nos fundos de pensão, esteja em Furnas, esteja onde estiver, porque caberá à CPMI do Mensalão investigar o destino. A corrupção não é um ato solteiro, não há só corruptos, há corruptores e corruptos e caberá à CPMI dos Correios ir atrás dos corruptores, daqueles que montaram o esquema e daqueles que financiaram esse esquema.

Portanto, V. Exª está correto e gostaria de prestar esta contribuição.

Por fim, Sr. Presidente, temos um problema muito sério. Precisamos investigar a origem do dinheiro e, nesse ponto, penso que se faz necessário exigir uma ação enérgica do comando da CPMI, com o respaldo do Plenário, sobre o Banco do Brasil e sobre o Banco Rural.

Sr. Presidente, se V. Exª buscar na base de dados que o Banco do Brasil disponibilizou a esta CPMI, a relação dos dez maiores depositantes nas contas do Sr. Marcos Valério, da agência DNA, verá que o quarto maior depositante ninguém sabe quem é, e são milhões de reais que estão referidos ali. Com relação ao Banco Rural, na minha opinião trata-se de um Banco que não tem história – e é minha a responsabilidade por esta afirmação, não de V. Exª. Este Banco tem um prontuário, é caso de polícia, porque, sistematicamente, negou informações a esta CPMI e continua boicotando o trabalho, apesar de ter disponibilizado, aparentemente, servidores para ajudar a CPMI, pois, até agora, são inúmeras as transferências que o corpo técnico da CPMI, de maneira dedicada, esforçada e competente, busca rastrear, mas não consegue.

Quero apelar a V. Exª e concluo pedindo que o comando da CPMI tome uma atitude junto ao Banco Central, no sentido de obter do Banco do Brasil a equalização definitiva da sua base de dados. Não é possível que, no dia 18 de agosto, a CPMI tenha uma base de dados que não lhe permita investigar e é imprescindível, Sr. Relator, que V. Exª – se não quiser que seja no plenário, que seja por intermédio do Deputado Carlos Sampaio, do Deputado Gustavo Fruet ou por intermédio de um dos sub-relatores – trabalhe para que se traga, para um depoimento na sub-relatoria, a diretora-presidente do Banco Rural, a fim de que o Banco Rural justifique...

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Desculpe-me, Deputado Onyx, não pode ser na sub-relatoria. Ela precisa vir até aqui.

O SR. ONYX LORENZONI (PFL – RS) – Estou trazendo esse conceito da sub-relatoria porque creio, Sr. Presidente, que precisamos valorizar o trabalho dos sub-relatores e nada impede a presença dos Parlamentares interessados em esclarecer o motivo pelo qual o Banco Rural não colaborou com a CPMI adequadamente, não nos fornecendo, sistematicamente, as informações. O que é mais grave é que se trata de um Banco que tem conexões fora do Brasil e é necessário que façamos uma apuração.

Portanto, gostaria de pedir que se priorizasse essa vinda, pois já está aprovada a convocação da diretora-presidente do Banco Rural para que, na próxima semana, compareça a esta CPMI. Continuo defendendo que seja numa sub-relatoria, com a presença de todos aqueles que estiverem interessados, para que possamos, Sr. Presidente, de uma vez por todas, responder a grande pergunta do Brasil: Qual é a origem dos recursos? Sem o apoio do Banco do Brasil e sem a responsabilização do Banco Rural, não iremos responder a essa pergunta.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Ok, Deputado Onyx.

O SR. ALVARO DIAS (PSDB – PR) – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem.

O SR. SIBÁ MACHADO (PT – AC) – Sr. Presidente, solicito minha inscrição também.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Eu gostaria que fôssemos econômicos nos pedidos de palavra pela ordem. Às 11h30min, há a oitiva do Pizzolato. Se nos prolongarmos, não votaremos os requerimentos que são muito importantes. Por isso, peço aos inscritos que sejam bem objetivos.

Concedo a palavra ao Senador Alvaro Dias.

O SR. ALVARO DIAS (PSDB – PR) – Serei bem objetivo, Sr. Presidente. Peço a palavra para fazer uma solicitação ou receber a informação da providência já adotada.

Muito mais importante que os depoimentos que ainda temos a colher nesta CPMI é o trabalho técnico de investigação, já que temos não só indícios, mas documentos, identificando número de contas no exterior, agências bancárias utilizadas e também o caminho percorrido pelos recursos jogados para o exterior na forma de evasão de divisas, de sonegação fiscal, enfim, vários delitos contra o sistema financeiro e contra a ordem tributária. V. Exª sabe que a forma adequada é uma força-tarefa que envolva Ministério da Justiça, Ministério Público e Justiça Federal.

Requeiro a V. Exª, se essa providência ainda não foi formalizada, que o seja para que a Justiça Federal possa buscar a colaboração da Justiça americana na forma do convênio celebrado entre os dois países, convênio de colaboração recíproca para esses casos, a fim de que a CPMI possa, tendo a quebra do sigilo bancário dessas contas no exterior, buscar todas as informações oficiais necessárias.

Era essa a questão de ordem, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Senador Alvaro Dias, até por sugestão de V. Exª, tivemos uma reunião, na sexta-feira, com a Drª Cláudia Chagas, Secretária Nacional de Justiça, e com o Chefe do Departamento de Recuperação de Ativos.

A CPMI já começa a trabalhar fortemente. Ela fez uma descrição rápida dos trabalhos que estão sendo desenvolvidos, dos acordos de cooperação internacional com alguns países, principalmente para esse tipo de investigação.

Na quarta-feira, já houve a primeira reunião técnica dos sub-relatores com membros do Ministério da Justiça exatamente com o intuito de começar as investigações, rastreando as contas. Já existe toda uma estrutura, um desenho de como os recursos migraram por essas contas. Essas contas passam por vários países. Agora, começam as providências efetivas não só de acesso a essas transferências, mas, inclusive, de bloqueio dessas contas, até por sugestão de V. Exª, de que era o caminho mais adequado por meio do Ministério da Justiça.

Gostaria de abreviar os pedidos de pela ordem.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Vamos aos requerimentos, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – O Senador Sibá Machado pediu a palavra pela ordem. Vou encerrar com o Senador Sibá Machado. E votaremos os requerimentos.

Concedo a palavra ao Senador Sibá Machado.

O SR. SIBÁ MACHADO (PT – AC) – Sr. Presidente, agradeço a V. Exª por ter me concedido a palavra.

Ontem, aconteceu um debate no plenário do Senado. Eu estava preparado para fazer um pronunciamento sobre o mesmo assunto. Coincidentemente, ele aflorou de outra maneira.

Quero expor a seguinte preocupação: na CPMI vizinha nossa, a do mensalão, da Compra de Votos, aconteceu um fato extremamente desgastante, péssimo para a imagem da CPMI e para todos nós. Considero-o, pelo menos, em parte, já resolvido. Foi um desastre aquilo. Não pode acontecer aquilo, um documento daquela maneira, da forma como foi apresentado, coisa difícil, que culminou com a renúncia do vice-Presidente daquela Comissão, o qual, pelo que me consta, também está a ponto de ter de responder nas instâncias formais da Câmara dos Deputados.

Estou dizendo isso, Sr. Presidente, porque nesta CPMI tivemos três momentos que eu não vi, me desculpe V. Exª, uma atitude mais contundente, se tiver, me desculpe, retiro o que eu digo, para coibir essas preocupações que eu quero externar. Uma delas: os documentos do Banco Rural, ao adentrarem nesta Comissão, estavam nitidamente, para qualquer leigo ver, adulterados, documentos desgrampeados, estava lá a marca de um segundo grampo, e assim por diante.

Segundo: some um dos documentos sigilosos desta Comissão e, coincidentemente, no dia seguinte é estampado na capa de um importante jornal de circulação nacional.

Terceiro problema, Sr. Presidente: surge a desconfiança de que dez notas fiscais desaparecem também da guarda desta Comissão.

Quarto problema, Sr. Presidente: numa oitiva de que não pude participar, lá em São Paulo, estava para mim – também não tenho absoluta certeza, cheguei atrasado à reunião que decidiu sobre o assunto –, mas me constava que era uma reunião reservada. A reunião lá em São Paulo seria reservada para ouvir o doleiro e que, em seguida, a imprensa nacional, todas as televisões, apresenta cenas do depoimento.

Sr. Presidente, qual é a minha preocupação? Coloca todos nós, todos nós desta Comissão...

O SR. (Orador não identificado) – São fatos.

O SR. SIBÁ MACHADO (PT – AC) – Sim, fatos lá, das perguntas, como é que foi...

O SR. (Orador não identificado) – Da gravação...

O SR. SIBÁ MACHADO (PT – AC) – Gravação, estava lá, uma gravação estava lá. O que é que depõe contra nós, Sr. Presidente? Que todos os membros desta Comissão estão sob suspeita.

Segundo problema desta Comissão: que pode já, todos nós estamos suspeitos.

A SRª JUÍZA DENISE FROSSARD (PPS – RJ) – Por quê?

O SR. SIBÁ MACHADO (PT – AC) – Porque tem documentos... Eu quero terminar, depois eu posso responder. Gostaria de não ser interrompido, Sr. Presidente. Deixem-me eu externar o meu problema.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Senador Sibá Machado, por favor, conclua.

O SR. SIBÁ MACHADO (PT – AC) – Todos nós – e vou reproduzir aqui uma fala de ontem: não me sinto aqui quem está do lado da bondade ou do lado da maldade. Aqui tem uma CPMI, que pode ser, por viés diferentes, mas que tem que encontrar um objetivo comum. Teremos um relatório a votar e esse relatório será desta Comissão. E o meu medo, Sr. Presidente, é que possa parecer que esta Comissão, ou a outra, ou qualquer outra Comissão, passe apenas pelo crivo de que veio aqui fazer um show, que tem que oferecer medidas cada vez mais contundentes, semanais, matéria-prima para divulgação nacional. Esse tipo de coisa é muito ruim.

Então, estou externando isso indignado, preocupado com o sucesso da investigação verdadeira. Porque investigação, pelo que me consta, tem que ser sigilosa mesmo, tem que ser quase clandestina, pegar a pessoa no “pulo do gato”, pegar a pessoa amarrada, sem poder...

(Tumulto no plenário da Comissão.)

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Continua com a palavra o Senador Sibá Machado. Concluindo, Senador Sibá Machado...

O SR. SIBÁ MACHADO (PT – AC) – Portanto, eu queria dizer para V. Exª que este é um sentimento. Se ele for acatado ou não, não me interessa, mas me interessa aqui dizer qual é o meu sentimento, e o meu sentimento é esse.

Portanto, se nós não tivermos uma resposta clara, como ocorreu com Paulo Pimenta: está respondendo, sim. Assumiu, renunciou e está a ponto de sair da Comissão, ou coisa parecida, e ainda vai responder sobre seu mandato. Está lá uma coisa clara e objetiva. E que eu defendo! Não pode ser desse jeito! Isso aqui não é brincadeira! Isso aqui é coisa séria!

Portanto, quero dizer para V. Exª que acho que esta Comissão tem que ter uma resposta mais clara, mais objetiva e mais contundente para esse tipo de desvio de condutas, que eu não sei de quem é, sobre esses fatos que eu acabo de mencionar, que são parte de minha indignação.

Muito obrigado.

O SR. (Orador não identificado) – Pela ordem, Sr. Presidente.

A SRª IDELI SALVATTI (PT – SC) – Pela ordem, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Eu vou encerrar…

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Eu queria saber para quê esta reunião foi marcada, Sr. Presidente. Acho que uma reunião administrativa é para votar requerimento.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Eu vou encerrar em função do tempo e vou concluir essa questão. Eu não vou mais abordar. Primeiro, quero deixar muito claro o seguinte: nenhum Parlamentar aqui, a despeito de problemas que enfrentamos ao longo dos trabalhos, todos os Parlamentares têm responsabilidade com a verdade e têm absoluta convicção do que vai representar a CPMI dos Correios para o futuro do Brasil. Portanto, se acontecem problemas no desenrolar dos trabalhos, todos nós temos que procurar tomar as medidas necessárias, como têm sido tomadas, mas acima de tudo com equilíbrio e respeitando todos os Parlamentares, Deputados e Deputadas, Senadores e Senadoras.

É fundamental registrar, e faço questão de responder, que os documentos que foram aqui citados como desaparecidos... Primeiro, a documentação do Banco Rural foi imediatamente acionado o controle do Banco Rural que está trabalhando conosco aqui, visando esclarecer todas as questões. O Banco do Brasil, quando surgiram os primeiros questionamentos, disponibilizou 20 técnicos para ajudar a CPMI. O segundo ponto que eu gostaria também destacar: notas que supostamente desapareceram. Primeiro, cópias, porque os originais estavam em Belo Horizonte. Já foram inclusive requisitados. E depois, investigando com a assessoria da própria CPMI, nós efetivamente detectamos que os próprios técnicos da CPMI estavam trabalhando em cima dessas notas, até pela importância que essas notas têm no processo investigativo. E o terceiro ponto, acontecimentos, vazamentos e coisas assemelhadas a CPMI tem tomado as devidas providências, e com absoluta transparência. Jamais na clandestinidade. Nenhuma investigação aqui será feita na clandestinidade. As investigações serão feitas de uma maneira transparente e de uma maneira, a despeito das dificuldades, democrática como estamos promovendo os trabalhos da CPMI. Nós efetivamente temos de cumprir uma missão que espero venha a ser encerrada no mês de novembro de 2005.

E agora vou passar a palavra ao Relator, Deputado Osmar Serraglio, para que votemos os requerimentos.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Sr. Presidente, sem prejuízo de uma tabela que apresentamos para análise e que já recebemos algumas contestações, para que não fiquemos atrelados a ela, encareço dos Srs. Parlamentares que se valham da tabulação dos requerimentos pendentes, CPMI Correios, atualizada até as 21h13min.

Eu até solicitaria se é isso que os Parlamentares têm em mãos? Lamento, mas é que a cada meia hora sai uma tabulação diferente e querem inserir números... (Pausa.)

Enquanto procedem à cópia, quero dizer aos integrantes da CPMI que nós, com o auxílio do nosso Sub-Relator, Carlos Abicalil, fizemos uma tabulação pelo menos muito próxima e conduzindo para o nosso foco dos Correios do que entendemos se devesse proceder em relação às oitivas, quer do plenário, as mais imediatas, quer a das sub-relatorias. Eu gostaria que fosse anotado para reflexão.

Fizemos uma sub-relatoria dos assuntos relacionados ao Marcos Valério e, portanto, essas oitivas seriam realizadas a partir dos autores de requerimentos dessas convocações que irei anunciar e dos mais que quisessem, evidentemente, porque se trata de uma audiência pública, apenas restrita em relação àqueles que irão conduzi-la.

Então, na Subcomissão do Marcos Valério, nós ouviríamos...

O SR. ONYX LORENZONI (PFL – RS) – Subcomissão do Marcos Valério?

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Uma subcomissão. Para que não se ouça mais que não há um foco sobre as investigações que dizem respeito aos Correios e aos assuntos relativos aos Correios, estou apresentando o que sugerimos ao Plenário.

Lembrem-se de que refletimos da seguinte maneira: haverá as pessoas que serão ouvidas no plenário; haverá as pessoas que serão ouvidas em subcomissões, que serão conduzidas ou por um sub-relator ou pelo autor das convocações das pessoas; e aqueles que estamos remetendo à Polícia Federal, conforme essa tabulação que fizemos.

Portanto, a sugestão, agora, no primeiro momento,...

O SR. EDUARDO PAES (PSDB – RJ) – V. Exª pode falar o nome das pessoas?

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – É isso que farei.

Da sub-relatoria, em relação às empresas do Marcos Valério: Srª Margareth Queiroz, sócia da DNA, do Cristiano.

O SR. (Orador não identificado) (Fora do microfone. Inaudível.)

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Quem vai coordenar? Um sub-relator ou o autor da convocação de Margareth Queiroz?

A SRª JUÍZA DENISE FROSSARD (PPS – RJ) – Sr. Relator,...

O SR. SÉRGIO GUERRA (PSDB – PE) – Isso produz uma confusão grande.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Deputado Osmar, sugiro que esse procedimento... Senador Sérgio Guerra, sugiro que deixemos o Relator avançar, para, depois, discutirmos o procedimento, o modus operandi, ajustando-o por acordo.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – A idéia era prestigiar os autores que fizeram as solicitações, porque, evidentemente, eles estão mais preparados para o que querem aprofundar no questionamento.

A SRª JUÍZA DENISE FROSSARD (PPS – RJ) – Sr. Relator, a título, talvez, de abreviar um pouco a questão, farei uma sugestão. Entendi o que V. Exª quis dizer. Assim como eu, na reunião passada de Duda Mendonça, retirei o requerimento porque estava prejudicado, estou vendo inúmeros requerimentos que talvez os autores julguem que perderam a razão de ser.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Nós apresentamos uma lista, que está ali, daqueles que consideramos ou retirados pelos autores ou prejudicados. Já foi distribuída a lista.

A SRª JUÍZA DENISE FROSSARD (PPS – RJ) – Completando, isso é o que se chama, na nossa área, de saneamento do processo. Quer dizer, poderia haver o que não mais tem objeto, para que o trabalho fosse enxugado.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Cada caso será submetido à análise de quem foi o autor, se concordou ou não. Então, eu distribuí e imagino que isso tudo...

Na seqüência, quero esclarecer que o procedimento seria tal qual realizamos da outra vez, ou seja, esta Relatoria apresentou aqueles que consideramos prejudicados – está no rol distribuído; há um rol que foi distribuído. Se alguém entender que algum daqueles requerimentos elencados nesse rol não está prejudicado, comunique a Relatoria, que eu o retiro do rol dos prejudicados, para que não fiquemos discutindo aqueles que já estão ultrapassados. Não sei se V. Exª, Deputada Denise, recebeu essa lista, mas distribuímos um rol em cuja última página estão os prejudicados. (Pausa.)

Tem? Bom, qualquer ressalva, nós anotaremos e verificaremos.

A SRª JUÍZA DENISE FROSSARD (PPS – RJ) – Obrigada, Sr. Relator.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Por nada.

Num primeiro momento, até como aspecto de aprendizagem de como proceder às sub-relatorias, fizemos o seguinte em relação às subcomissões – refiro-me, especificamente, a duas Subcomissões –: Correios e empresas do Marcos Valério. Na dos Correios, ouviremos o Mauro Dutra, da Novadata; depois, da Skymaster, João Marcos Pozzeti, Hugo Cezar Gonçalves e Américo Pozzeti. Repito: Mauro Dutra, da Novadata; e, da Skymaster, João Marcos Pozzeti, Hugo Cezar Gonçalves e Américo Pozzeti; terceira, da Beta, Joannis Amessonhs, Michel Abud Júnior, Antônio Augusto Leite Filho e ainda o Brigadeiro Venâncio Grossi. Então, num primeiro momento, essa Sub-Relatoria decidiria sobre essas oitivas.

A segunda lista, das empresas e do Marcos Valério – que seria outra sub-comissão e outra relatoria: Margareth Queiroz, da DNA; Geiza Dias, da SMP&B; Marco Antônio Silva e Jafete Abraão, da Secom; Telma dos Reis Menezes da Silva, da MultiAction. Deixei para ser discutido que atitude a Comissão tomará em relação à oitiva da Presidente do Banco Rural, que tem de ser no plenário.

A SRª HELOÍSA HELENA (P-SOL – AL) – No plenário?

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Tudo bem! Eu só coloquei para discussão porque há o aspecto de presidente de instituição financeira. Mas não tenho ressalva nenhuma.

Na nossa seqüência, haverá o Ivan Guimarães, que não ouvimos ontem; o Maurício Madureira, Diretor de Operações dos Correios; e o Marcus.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Deputado.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Vou apresentar aquilo que entendo da Relatoria.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Mas era bom discutirmos a agenda depois para não confundirmos as coisas.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Pelo menos, que não se diga que não estamos apresentando uma agenda.

E o Marcus Vinícius, que está sendo anunciado hoje, genro do Deputado Roberto Jefferson.

O SR. (Orador não identificado)(Fora do microfone. Inaudível.)

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – De qualquer modo, é foco específico.

Anunciei a V. Exªs o que é mais imediato ao Plenário e às Sub-Relatorias.

Quanto aos requerimentos, fizemos esta sistematização, que não pretendo discutir, pois está posta para que a examinem. Mas, para retomar as coisas mais próximas nossas...

O SR. EDUARDO PAES (PSDB – RJ) – Até terça-feira, faz-se sugestão.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Exatamente. Então, até terça-feira, sugestões em relação à tabulação que fizemos. Mas temos coisas mais recentes, que gostaria de colocar em votação.

A SRª IDELI SALVATTI (PT – SC) – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem só um minuto, se for possível.

Sugiro o seguinte: com essa divisão das oitivas já aprovadas no Plenário da CPMI, com essa separação entre o que será feito no plenário e o que será feito em oitivas menores, com menos participantes, e aquilo que será feito pela Polícia Federal, na lógica apresentada por V. Exª, a lógica dos contratos dos Correios, ou seja, a investigação dos Correios em si – em que agora, inclusive, há novidades, como a apresentação feita pela Procuradoria-Geral da República do final da oitiva do Sr. Marinho e também o fato de a Controladoria-Geral da União já ter elementos públicos da análise dos contratos –, haverá bastante coisa para aprofundar e acelerar a investigação desse eixo, contratos dos Correios.

Outra questão que V. Exª colocou como outro foco da investigação são as empresas do Marcos Valério e as decorrências políticas, econômicas e financeiras da atuação das empresas do Marcos Valério.

Eu gostaria de propor, até para que não paire qualquer dúvida, que possamos sair com dois subgrupos de trabalho para tratar esses dois eixos. Está claro que são dois eixos.

Senador Sérgio Guerra, se V. Exª prestou atenção no que falei, me ouviu falar Marcos Valério, sua atuação, suas decorrências políticas e econômicas. Portanto, uma série de questões que já estamos investigando estariam acopladas nesse subgrupo, certo? Para que não paire qualquer dúvida de que estejamos querendo escamotear o que for.

Eu gostaria de propor, até para que não paire qualquer dúvida, que possamos reestruturar os nossos trabalhos a partir desses subgrupos: quem vai se dedicar mais à questão dos Correios, dos contratos, desses procedimentos e quem vai se dedicar à maneira e conseqüências das operações das empresas do Sr. Marcos Valério. Se pudermos sair daqui hoje com esta definição e, então, cada um dos Parlamentares poderá inclusive se prontificar no sentido: eu quero ficar mais nesta área. Eu estou propondo…

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Senadora Ideli Salvatti, a tese é correta. Vamos trabalhar administrativamente nisso e, na terça-feira, anunciaremos.

A SRª IDELI SALVATTI (PT – SC) – Está ótimo.

A SRª JUÍZA DENISE FROSSARD (PPS – RJ) – Sr. Presidente, eu queria um esclarecimento do Sr. Relator.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Concedo a palavra ao Deputada Juíza Denise Frossard.

A SRª JUÍZA DENISE FROSSARD (PPS – RJ) – Sr. Relator, tenho um requerimento aqui ligado aos Correios, que é o 752, que consiste em ouvir o Sr. Carlos Eduardo Fioravanti da Costa.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Já vai ser votado.

A SRª JUÍZA DENISE FROSSARD (PPS – RJ) – Mas não está em nenhuma dessas relações.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Está nesta que eu vou liquidar agora.

A SRª JUÍZA DENISE FROSSARD (PPS – RJ) – Obrigada.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Aliás, começa pelo seu.

A palavra está comigo. Então, vamos prosseguir.

Os Srs. Parlamentares estão de posse da relação atualizada até 21 e 13. Tudo bem. Então, vou-me ater aos requerimentos finais recentes.

A SRª IDELI SALVATTI (PT – SC) – (Fora do microfone. Inaudível.)

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Por assunto. Por assunto. Então, solicito que verifiquem nas convocações aquelas que podemos aprovar já. Comecemos pelo Requerimento nº 752. Nas convocações, o 752, da Deputada Juíza Denise Frossard.

O SR. POMPEO DE MATTOS (PDT – RS) – Relator, desculpe. Eu tenho uma lista de requerimentos pendentes, e ele não chega até o 752.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Esse foi o meu problema, que eu também fiz a tabulação toda com base naquela e, como há uma nova, vou seguir a nova para não ficarmos desatualizados. Então, é a atualizada até o 21.

A SRª IDELI SALVATTI (PT – SC) – Sr. Relator.

O SR. EDUARDO PAES (PSDB – RJ) – Relator, não está desatualizada, não. É porque está por assunto.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Está por assunto.

Então, verifiquem que, num primeiro momento, estão as convocações. Agora, estou nas convocações. Eu estou concordando com as convocações: Requerimento 752, da Deputada Juíza Denise Frossard, convocação do Sr. Carlos Eduardo Fioravanti da Costa, ex-diretor comercial dos Correios; o 786, da Senadora Ideli Salvatti, convocação do doleiro Haroldo Bicalho, que também – não sei por quê – está no 787; do doleiro Jader Kalid Antonio, da Senadora Ideli Salvatti; do doleiro Adalberto Youssef, do Deputado Carlos Abicalil – é o 788; o 793, de Rubens Adauto de Castro Dourado, cidadão que está preso e lobbista de empresas, do Deputado Carlos Sampaio.

Eu estou anunciando aqueles que eu pelo menos sondei e seriam assimiláveis imediatamente.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES (PFL – BA) – Deputado Osmar Serraglio, vamos devagar! Temos que votar tudo.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Tudo bem. Qualquer ressalva é só anunciar.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES (PFL – BA) – Agora, V. Exª, se sondou, não me consta que o PFL tenha sido sondado.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Tudo bem. Não concorda. Está retirado.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES (PFL – BA) – Não, não.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Eu quero aqueles…

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES (PFL – BA) – Não, não, não. Deputado Osmar Serraglio, concordo com a votação desses, como, por exemplo, apresentei a convocação do Toninho e não sei por que todos os doleiros vão ser convocados, menos o Toninho da Barcelona.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Eu esclareceria ao Plenário…

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES (PFL – BA) – Mas vamos discutir na hora certa.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – …qual é a idéia do Relator.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES (PFL – BA) – Vamos discutir na hora certa.

A SRª HELOÍSA HELENA (P-SOL – AL) – Vamos trazer um monte de doleiro para cá.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES (PFL – BA) – A única coisa a que me oponho é que V. Exª diz que fez consultas. Eu, por exemplo, não fui consultado.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Mas tem restrição?

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES (PFL – BA) – Não, de acordo.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Quanto ao Toninho, esta Relatoria não tem nenhuma restrição. Apenas estamos aguardando a evolução do entendimento dele com o Ministério Público…

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES (PFL – BA) – Não tem nada a ver isso. Mas na hora a gente discute. Vamos deixar para discutir na hora.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Mas já se percebe que não é consensual. Tudo bem.

A SRª JUÍZA DENISE FROSSARD (PPS – RJ) – Sr. Relator…

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Pois não.

A SRª JUÍZA DENISE FROSSARD (PPS – RJ) – Posso fazer apenas uma consideração a todos?

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Pois não.

A SRª JUÍZA DENISE FROSSARD (PPS – RJ) – Eu gostaria de me dirigir a V. Exª, mas a todos os pares também. Uma mera reflexão. Eu tenho muito receio – confesso – de ouvir condenados aqui e vou dizer o motivo – é uma experiência pessoal – apenas uma preocupação. Não é que não se ouça, não. Mas é que se mande as perguntas para que sejam ouvidos, ou pelo Ministério Público, ou pelo juiz. Por quê? Porque o criminoso, principalmente aquele que recebe uma condenação longa, ele não tem nada, absolutamente nada a perder. Não tem compromisso com nada. Para chegar aqui, em uma Comissão Parlamentar de Inquérito, cujo único viés é o viés da busca dos Parlamentares porque não temos ingerência alguma nos de fora. Eu acho, Sr. Presidente e Sr. Relator, meus caros colegas, acho perigoso, mas submeto à reflexão e deixo aqui a minha...

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) –  Eu faço o apelo para a gente discutir essa matéria só quando for votar o requerimento.

Senadora Heloísa, eu apresentei à Mesa um pedido de preferência para votação em separado desse requerimento do Toninho e também de outras convocações. Então, peço que deixemos a discussão para o momento da votação do requerimento.

A SRª HELOÍSA HELENA (P-SOL – AL) – Mesmo porque quero discutir isso. Então, está tudo muito bem. Eu não me inscrevo para isso. Eu não vou me pronunciar sobre isso e quero me pronunciar na hora.

Sr. Relator, é o seguinte: tem um requerimento meu que, de alguma forma, trata dos contratos de publicidade do Sr. Marcos Valério em relação ao Banco Popular e ele não está aqui. Então, só para que o senhor possa incluir.

Não está nessa lista, sumiu.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Vou prosseguir. Em relação...Essas foram as convocações, agora as cópias de documentos...

O SR. ALVARO DIAS (PSDB – PR) – Sr. Relator, apenas uma indagação. Essa proposta de convocação é naquele modelo de subcomissão que vai ouvir, não é? São muitos doleiros.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Depois iremos estabelecer como se procederá.

O SR. ALVARO DIAS (PSDB – PR) – Está certo.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Em relação à tabulação dos três caminhos possíveis.

Agora, nas cópias de documentos 785...

A SRª IDELI SALVATTI (PT – SC) – Sr. Presidente, só para eu entender. Em termos das convocações que o Relator Osmar Serraglio tem a apresentar seriam essas e, depois, temos polêmicas.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Essas as que não são aparentemente polêmicas.

A SRª IDELI SALVATTI (PT – SC) – Está. Agora, deixa eu...

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Vamos prosseguir.

A SRª IDELI SALVATTI (PT – SC) – Deixa eu entender. Agora, o senhor vai entrar em qual item?

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Agora eu vou entrar nas cópias.

A SRª IDELI SALVATTI (PT – SC) – Cópias de documentos?

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Cópias de documentos. Oitocentos e oito, Senador Alvaro Dias.

O SR. ONYX LORENZONI (PFL – RS) O senhor já disse 785, Sr. Relator.

O SR. RELATOR (PMDB – PR) – 785, Senadora Ideli Salvatti. Cópia do inquérito da operação Anaconda, da Polícia Federal. 808, Alvaro Dias, cópia do Tribunal Regional Federal.

A SRª IDELI SALVATTI   (PT – SC) – Sr. Presidente, o senhor vai me desculpar, mas não consigo acompanhar e nem localizar.

(O Sr. Presidente faz soar a campainha.)

O SR. ONYX LORENZONI (PFL – RS) – Sr. Relator, me desculpe a dificuldade, talvez seja uma dificuldade intelectual, mas não consigo acompanhar esse ritmo.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Vou mais lentamente.

O SR. ONYX LORENZONI (PFL – RS) – E a lista é uma lista que até que eu ache o número aqui é...

O SR. PRESIDENTE (Delcidio Amaral. PT – MS) –  Deputado Osmar, eu pediria a V. Ex.ª mais vitalidade, mais pujança na defesa dos requerimentos e peço aos demais, por favor, silêncio porque, senão, esta reunião vai se arrastar e temos hoje uma longa jornada pela frente ainda.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Vamos fazer o seguinte: em relação àqueles que eventualmente alguém discorde, levante a mão que excluo na hora. Estou tentando encaminhar aqueles em que já estamos em processo de apresentação daqueles que serão votados em bloco.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) –  Deputado Osmar, quero apenas frisar, Sr. Presidente, nobres Congressistas, que existem sobre a mesa requerimentos de preferência para votação. Perdoe-me.

São requerimentos não consensuais, mas que estão, segundo o art. 311 do Regimento Interno do Senado Federal, solicitada a preferência. Como é preferência, antes de votar o bloco, queremos votar as preferências. Depois, votaremos os blocos.

A SRª HELOÍSA HELENA (P-SOL – AL) – Pela ordem.

Relator Osmar, esse aglomerado de requerimentos para convocação estão incluídos os doleiros?

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Da convocação, sim. Menos o Toninho.

A SRª HELOÍSA HELENA (P-SOL – AL) – Mas eu acho...

Pelo amor de Deus, minha gente.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Estão nominados um a um, já elenquei. São os de Minas Gerais, por enquanto.

A SRª HELOÍSA HELENA (P-SOL – AL) – Deixa eu falar...

A SRª JUÍZA DENISE FROSSARD (PPS – RJ) – Relator, a questão dos doleiros, veja bem, o que faz o doleiro, Sr. Relator? Ele manda dólar para o exterior. Isso é caso de polícia! Isso é caso de polícia!

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio PMDB – PR) – Mas quando ele se envolve com políticos, é de interesse da investigação.

A SRª HELOÍSA HELENA (P-SOL – AL) – Eu sei, então vamos fazer o seguinte: eu até solicito a quem apresentou que tente achar, o mais rápido possível, por nossa senhora, pelo amor de Deus, ou por Karl Marx, não importa, um doleiro que diga que o PSDB recebeu. Porque é isso.

Não tem quem agüente isso aqui! Pelo amor de Deus, não tem quem agüente isso!

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio PMDB – PR) – Nós não estamos aprovando que eles venham à CPMI. Eles poderão ser ouvidos...

A SRª JUÍZA DENISE FROSSARD (PPS – RJ) – Enquanto não aparecer o nome ninguém sossega também.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio PMDB – PR) – Eu quero esclarecer o seguinte: a autoria desses requerimentos não é desta relatoria.

A SRª HELOÍSA HELENA (P–SOL – AL) – Um disse que o PT recebeu, outro tem que aparecer para dizer. Isso é um absurdo.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio PMDB – PR) – Eu estou respeitando a proposta...

A SRª HELOÍSA HELENA (P–SOL – AL) – Eu sei, eu sei.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio PMDB – PR) – ...e, portanto, os parlamentares que formularam terão oportunidade de, depois de aprovado, apresentar o que eles pretendem: se se ouve na polícia, se se ouve numa subcomissão...

O SR. EDUARDO PAES (PSDB – RJ) – Mas, Sr. Relator, é importante então que o senhor explique porque...

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio PMDB – PR) – É uma pena que eu não consiga prosseguir nem naqueles que são consensuais. Aí depois se diz que não avançamos na pauta. Esses que estou apresentando, ainda estou dizendo que, se houver qualquer óbice, que se levantem as mãos e se excluam. Agora, vamos avançar nessa lista da qual não expungimos nada. São 700 requerimentos pendentes.

O SR. EDUARDO PAES (PSDB – RJ) – Sr. Relator, só para ajudar. Dada a argumentação da Senadora Heloísa Helena e da Deputada Denise Frossard, V. Exª talvez possa explicar por que esses doleiros. E aí pode ser que concordemos.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio PMDB – PR) – Mas eu acho que quem está acompanhando a investigação sabe que eles são pessoas que foram referidas em relação a toda a apuração do envolvimento de partidos políticos com dinheiro, com remessa para o exterior.

A SRª HELOÍSA HELENA (P-SOL – AL) – Está ótimo. Então essa é uma excelente justificativa para garantir que o Sr. doleiro Toninho venha prestar depoimento aqui também.

O SR. ONYX LORENZONI (PFL — RS) – Não, Sr. Relator. Na minha opinião, Sr. Relator, só para esclarecer esse tema, é importante que esses doleiros sejam ouvidos de forma reservada, da mesma forma como foi ouvido, na segunda-feira, o outro doleiro. Nós não podemos ter dois pesos e duas medidas dentro desta CPMI.

Eu estranhei muito que o doleiro... 

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio PMDB – PR) – Esse vai ser o procedimento.     

O SR. ONYX LORENZONI (PFL — RS) – Só para concluir, Sr. Relator, eu estranhei muito que o doleiro que foi ouvido segunda-feira fosse um doleiro com especialização ideológica. Ele só negociou dólares com gente do PT e com Ministros do atual Governo.

Então eu fiquei muito desconfiado, realmente, daquele depoimento, e acho que temos que manter, como eu sempre digo, temos que cortar qualquer linha que bote dois pesos e duas medidas.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – O problema não é ideológico não, Deputado, é de prática partidária.

O SR. ONYX LORENZONI (PFL — RS) – Porque naquele depoimento de segunda, eu que não pude ir a São Paulo, ouvi na mídia nacional trechos integrais envolvendo inclusive o Ministro da Justiça deste País, acusado por um doleiro que está condenado a 25 anos de cadeia. Esse foi um erro muito grave pelo qual nós passamos.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Sr. Presidente, pela ordem.

Vamos restabelecer... A palavra está com o Relator, Sr. Presidente. Esse assunto já foi discutido.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputado Osmar Serraglio, eu solicito a V. Exª que dê continuidade, para que nós discutamos os requerimentos e encerremos esta reunião técnica.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio PMDB – PR) – Requerimento nº 808, Senador Alvaro Dias. Solicita cópia do Tribunal Regional Federal, 4ª região, do processo referente às investigações sobre o Toninho da Barcelona, responsável pelas subcontas Lisco, Miro, Baton, da Beacon Hill, em Nova Iorque.

O SR. SÉRGIO GUERRA (PSDB – PE) – Sr. Relator, quero saber  se tomamos alguma decisão sobre ouvir doleiros.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio PMDB – PR) – Estamos aprovando a convocação.

Requerimento nº 760, Deputado Eduardo Paz. Diligência fiscal. À Receita Federal, para a realização de diligência, para confirmar a autenticidade das notas fiscais de serviços fiscais prestados pela DNA em Minas Gerais, no mês de julho de 2005. Requerimento nº 760.

O SR. EDUARDO PAES (PSDB – RJ) – É só para dizer que o Paz, aí, é o Cristiano, sócio do Marcos Valério. Eu sou Paes.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio PMDB – PR) – Na seqüência, o nº 706, Deputado Eduardo Paes, solicita informações do Banco Merryl Lynch sobre a existência de conta em nome de Marcos Valério Fernandes de Souza.

Na seqüência, 718, Senador Romeu Tuma solicita que a Polícia Federal envie todos os dados relativos às viagens realizadas ao exterior nos últimos três anos pelo Senhores Marcos Valério e Emerson Palmieri.

747 – Aqui não há o nome do autor, informações das empresas Consultatum SC LTDA., Planefime Serviços de Assessoria, Planejamento, Administração e Participações SC. Assessores, preciso que me informem qual o autor do 740.

Informações próprias sobre o imóvel sito à Rua Inconfidentes 1.190, Minas Gerais, onde se situa a agência SMP&B Comunicações, portanto, relacionado a SMP&B Comunicações. 747.

748, ACM Neto, informações da Ata da reunião do Conselho Diretor da Telemar, que aprovou as negociações relativas à compra de ações da empresa Game Corp.

754, Sílvio Torres, informações ao Embaixador do Brasil em Portugal, Antonio Paes de Andrade, sobre sua atuação diante das declarações do ex-Ministro português António Mexia, no caso Marcos Valério e o Banco Espírito Santo, que já está praticamente, mas é um pouquinho mais esclarecido.

Senador César Borges, 755, informações do DAC, através do comando da Aeronáutica, dos planos de vôos da aeronave prefixo PTY e PRORE, e a identificação de seus proprietários, como também a relação de passageiros que nela viajaram no período de janeiro de 2003 a abril de 2005.

762, Gustavo Fruet, Coaf, sobre a unidade de inteligência financeira... Como aqui não está detalhado, por enquanto suspendo o 762 e 763, para não surpreendê-los.

807, César Borges, informações ao Banco do Brasil dos últimos cinco anos de todas as transações de créditos firmados com o Partido dos Trabalhadores e as empresas SMP&B, DNA e coligadas, fornecendo os dados de crédito e débito dessas operações, relação contratual do Banco do Brasil com as empresas de publicidade SMP&B e DNA, especificando os trabalhos prestados, mensurados, faturados e pagamentos efetuados e ainda se foi apurada alguma irregularidade no processo licitatório na execução do contrato bem como o motivo da rescisão desse contrato.

A SRª IDELI SALVATTI (PT – SC) – Sr. Relator, a relação do Banco do Brasil com as empresas do Marcos Valério é bem anterior aos últimos cinco anos, então deveríamos pedir o procedimento integral.

O SR. EDUARDO PAES (PSDB – RJ) – Não tem problema, não. Pode colocar dez anos. Pode trocar, Sr. Presidente.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Nove.

A SRª HELOÍSA HELENA (P-SOL – AL) – Vinte anos.

A SRª IDELI SALVATTI (PT – SC) – É o período que as empresas do Marcos Valério teve com o Banco do Brasil.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Últimos cinco anos.

A SRª IDELI SALVATTI (PT – SC) – Mas é que o contrato é anterior, então estou pedindo para...

O SR. EDUARDO PAES (PSDB – RJ) – Não, coloca de 1994 para frente, Sr. Relator.

A SRª IDELI SALVATTI (PT – SC) – Estou pedindo o período todo do contrato.

O SR. EDUARDO PAES (PSDB – RJ) – Sr. Relator, coloca de 1994 para frente, para não ter problema.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Adito o requerimento do eminente Senador César Borges, 807, sendo de 1994 até a presente data. O autor está concordando. Obrigado.

513-a, que está pendente há muito tempo. É uma licença do Senador Wirlande da Luz, que está justificando sua ausência na nossa reunião.

766, Onyx Lorenzoni e ACM Neto, requisição de diligência para complementação de informações no Centro de Processamento de dados do Banco Rural, em Belo Horizonte.

772, Pompeo de Mattos, cópias das fitas de vídeo da garagem do Senado, com as gravações – esse é o episódio Paulo Pimenta, mas tudo bem, não abafamos nada – do dia 10 de agosto de 2005.

Da mesma forma, o 773, Pompeo de Mattos, cópias da fita da reunião conjunta realizada no dia 10 de agosto de 2005, CPMI dos Correios e CPMI Compra de Votos.

775, Senadora Ideli e Deputado Maurício, requisição à Polícia Federal de cópias de listagem de pessoas físicas e jurídicas que comprovadamente realizaram evasão de divisa.

776...

O SR. HERÁCLITO FORTES (PFL – PI) – Em qual período, Sr. Relator?

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Indago da... Nos últimos cinco anos.

A SRª IDELI SALVATTI (PT – SC) – Sr. Presidente.

O SR. HERÁCLITO FORTES (PFL – PI) – É pouco, Senadora Ideli, peça mais.

A SRª IDELI SALVATTI (PT – SC) – Sr. Presidente, é que esse é o inquérito que deu continuidade nas investigações do Banestado. Então tem uma lista.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Que ano V. Exª anunciou no requerimento?

A SRª IDELI SALVATTI (PT – SC) – Eu não coloquei ano porque é um inquérito da Polícia Federal. Então a cópia é a investigação.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Ah, a uma investigação generalizada.

O SR. (Orador não identificado) – Sr. Presidente, Sr. Relator, para discutir.

Acho que restabelecer a CPMI do Banestado não é uma boa rota para nossos trabalhos. Se formos fazer isso vamos mergulhar numa ampla confusão.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Mas aqui é cópia da Polícia Federal.

O SR. HERÁCLITO FORTES (PFL – PI) – Sr. Relator, a CPMI do Banco do Estado, de que tão brilhantemente participou a Senadora Ideli, tem todos esse dados, esse pedido é uma prova de incompetência nossa, é desmoralização para todos nós aqui. A Senadora Ideli, inclusive, foi uma brilhante participante, acompanhou as investigações.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – V. Exª tem restrição a incluir no bloco?

O SR. HERÁCLITO FORTES (PFL – PI) – Não, eu não teria nem restrição.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Está suspenso por enquanto. Está fora da listagem.

776, Senadora Ideli, Deputado Maurício Rands, requisição ao Ministério Público Federal, cópia dos depoimentos prestados pelo Sr. Maurício Marinho à instituição, que é objeto da notícia no jornal O Globo;

777, Senadora Ideli e Maurício Rands.

O SR. (Orador não identificado) – Presidente.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – A cópia do depoimento do Sr. Maurício Marinho.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – V. Exª pode ler o requerimento, por favor?

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Ler o requerimento?

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Não, ler a ementa.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Requisição ao Ministério Público Federal, cópia dos depoimentos prestados pelo Sr. Maurício Marinho à Instituição.

A SRª HELOÍSA HELENA (P–SOL – AL) – Já foi aprovado na última reunião.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Então seria interessante.

A SRª HELOÍSA HELENA (P–SOL – AL) – Já foi aprovado na última reunião, sendo que quem estava subscrevendo era a Deputada Denise Frossard e eu também.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Isso, a minha sugestão é que houvesse um aditamento e que esclarecesse, até porque apresentei um requerimento agora que fica absolutamente prejudicado. Apenas esclarecendo, por meio de um aditamento, que é até a presente data. Porque isso irá evidentemente incorporar todos os depoimentos.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Acolho a ponderação, adito ao requerimento que se atualize até a presente data o que houver de oitiva do Sr. Maurício Marinho junto ao Ministério Público Federal.

777, Senadora Ideli Salvatti e Deputado Maurício Rands requisição ao Ministério Público do Estado de Minas Gerais cópias dos procedimentos investigatórios em relação à empresa SMP&B – é Ministério Público de Minas Gerais;

778, Senadora Ideli Salvatti e Deputado Maurício Rands, requisição ao supremo de cópia integral da Petição 3.372, Relator Gilmar Mendes. É cópia de processo.

O SR. HERÁCLITO FORTES (PFL – PI) – De que trata a petição, Sr. Relator?

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Trata daquela lista, daquela ação civil pública em que se investiga o episódio da SMP&B e aquela relação dos parlamentares que ocasionou todo aquele Episódio Paulo Pimenta. Essa aqui é só a cópia da petição, portanto que desencadeou a ação.

O SR. (Orador não identificado) – Sem problema.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Aliás ela circula já. 781, Deputado Pompeo de Mattos, que se requisite á Polícia Federal que informe – aqui é em relação ao nosso procedimento – antecipadamente o dia, a hora e o local de todas as tomadas de depoimentos que realizar em atendimentos a pedidos feitos pela CPMI, ou seja, estamos delegando à Polícia Federal oitivas que queremos saber antecipadamente quando se realizarão. Sete, oito, nove, requisição. Aqui já suspendo antecipadamente porque vai dar a mesma celeuma.

795, Senadora Ideli, do Senador Sibá, do Deputado Jorge Bittar, e do Deputado Carlos Abicalil, requisição ao Ministério da Justiça de cópia do relatório feito pelo Instituto Nacional de Criminalística acerca de transações feitas, entre 1997 e 2000, pelo Sr. Duda Mendonça com a offshore Agata Internacional.

Eu prossigo.

Requerimento nº 797. De 1997 a 2000. Adito.

A SRª HELOISA HELENA (P-SOL – AL) – Até agora, está ótimo.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Sim, senhor, até hoje.

A SRª IDELI SALVATTI (PT – SC) – Sr. Presidente, não há nenhum problema de ser até agora. A questão apenas de ser citada esta data é que o relatório do instituto refere-se a esse período. Então, pode até pedir que o instituto atualize, faça outro. Não tem problema.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) Faz outro relatório.

O SR. ONYX LORENZONI (PFL – RS) – Manda ele atualizar o relatório.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Adito o requerimento...

O SR. HENRIQUE FONTANA (PT – RS) – Até para não ficar nenhuma dúvida, para se pegar todo o período, o inicial e o final. Temos todo o histórico. Além do histórico, teremos o final.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Requerimento nº 796. Não está. Requerimento nº 797.

A SRª HELOISA HELENA (P-SOL – AL) – Deputado Osmar Serraglio, eu só queria, como se está tratando de offshore, eu só gostaria que V. Exª colocasse em votação um requerimento meu à Mesa, que trata da quebra de sigilo bancário das contas CC5.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Eu ainda não entrei nisso ainda.

A SRª HELOISA HELENA (P-SOL – AL) – É só para incluir. Como se está tratando disso, então, é para garantir que seja incluída a quebra de sigilo bancário das contas CC5, que envolve o Sr. Duda Mendonça, Marcos Valério, PT ou quem quer mais que seja, e que está aguardando deliberação da Mesa, porque é muito importante isso.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Elas serão nominais e eu estou anunciando aquelas que serão votadas em bloco.

A SRª HELOISA HELENA (P-SOL – AL) – Não vão votar, não vai dar tempo.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Eu só esclareço que pulei o 796 porque não tive... São requerimentos apresentados à undécima hora, não se tem condições sequer de ler, e eu não tive oportunidade de ver quem é Nilton Antonio Monteiro. Não estou dizendo que sou contra, apenas como não sei, estou pulando.

797, Senador Romeu Tuma, requisição de cópia do livro de visitas feitas ao Antonio Oliveira Claramunt, que é o Toninho da Barcelona, desde a sua prisão no sistema carcerário do Estado de São Paulo, especificando dados dos visitantes, respectivas datas e horários, com o objetivo de complementar informações relativas às apurações objeto desta CPMI.

801, a última requisição, do Deputado Agnaldo Faria de Sá, solicita ao DAC que informe as viagens realizadas ao Japão pelo Sr. Fábio Luiz Lula da Silva, e suas respectivas datas.

Os sigilos, não estou anunciando e vamos à frente.

O SR. HENRIQUE FONTANA (PT – RS) – Eu gostaria só pedir um esclarecimento ao Deputado Arnaldo Faria de Sá. Qual é o objetivo do Requerimento nº 801.

O SR. ARNALDO FARIA DE SÁ (PTB – SP) –  Eu tenho a informação, quero a confirmação.

O SR. HENRIQUE FONTANA (PT – RS) – Qual é a informação?

O SR. ARNALDO FARIA DE SÁ (PTB – SP) – A informação de que o filho do Presidente Lula foi ao Japão quatro vezes, e eu quero saber se é verdade ou mentira.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA)  – Talvez o Deputado queria saber também quem pagou a viagem...

O SR. POMPEO DE MATTOS (PDT – RS) – E de mais a mais, é preciso esclarecer, Deputado Fontana, que o filho do Presidente investiu R$50 mil em uma empresa e dali dois anos teve um rendimento de R$5,5 milhões. É muito dinheiro de uma vez só.

O SR. (Orador não identificado) – Sr. Presidente, eu queria informar que eu sei gritar, eu sei usar a palavra sem ter sido concedida, mas eu não faço. Eu peço que os outros também não façam, que aguardem. Como tem um orador, que ouvíssemos o orador.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Sr. Presidente, em relação àqueles que essa relatoria apresenta mas que, de imediato, podem ser aprovados, acredito que em bloco, são esses. Os sigilos, não abordei porque serão decididos em votações nominais.

O SR. HERÁCLITO FORTES (PFL – PI) – O requerimento do Deputado Arnaldo Faria foi aprovado?

O SR.  ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Não, foi sugerido...

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Indago. Se alguém pretende a retirada, eu retiro. Só estou apresentando aqueles que não têm restrição.

A SRª IDELI SALVATTI (PT - SC) – Eu quero solicitar que, da mesma forma como outros requerimentos foram colocados para apreciação posterior, com esse requerimento, também seja feito dessa forma.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Pois não...

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Sr. Relator, eu gostaria...

(Tumulto no plenário da Comissão.)

(O Sr. Presidente faz soar a campainha.)

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Sr. Presidente, quero esclarecer que não estamos estabelecendo discussão de projetos.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Eu entendi. Sr. Relator, não é isso...

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Eu só quero o anúncio de que há ou não há concordância.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Tudo bem, relator. Diante da recusa da Senadora Ideli Salvatti de inclusão desse requerimento no bloco, eu gostaria de solicitar que fosse ele colocado para votação em separado, com as preferências que já estão encaminhadas à Mesa...

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Pois não. Já está incluído nessa relação.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) –  ...cumprindo o art. 311 do Senado Federal.

O SR. HENRIQUE FONTANA (PT – RS) – Eu também quero fazer uma requisição para que seja colocado para votação em separado o Requerimento nº 796, como um dos primeiros requerimentos a serem votados em separado. Requeiro a preferência também.

O SR. JOSÉ EDUARDO CARDOZO (PT – SP) – Sr. Presidente, pela ordem.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB - PR) – Sr. Presidente, a relatoria concluiu aqueles em bloco. Estão excluídos o 801... Estão incluídos para posterior discussão em separado o 796 e esse 801, que retiramos.

O SR. JOSÉ EDUARDO CARDOZO (PT – SP) – Pela ordem, Sr. Presidente.

O SR. (Orador não identificado) – Sr. Relator, Sr. Presidente, coisa rápida.

Existem, nobre relator, com relação aos doleiros, quatro requerimentos: o meu, o de V. Exª, o da Senadora Ideli Salvatti e o do Senador Romeu Tuma. Eu acho que há um consenso. Por que não incluir o do Toninho da Barcelona junto com todos os outros? Colocaria junto...

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Havendo uma discordância, eu não prossigo. E há discordância.

Com a palavra o Deputado José Eduardo Cardozo.

O SR. JOSÉ EDUARDO CARDOZO (PT – SP) – É mais uma ponderação, não a V. Exª, mas ao Presidente...

(O Sr. Presidente faz soar a campainha.)

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Eu pediria, por favor, silêncio, para que encaminhemos a votação. Não são possíveis essas conversas paralelas, prejudicando o andamento dos trabalhos.

Para dar velocidade a essas votações, encerrado o Deputado José Eduardo Cardozo, o Deputado Osmar Serraglio resume aqueles que são comuns e que são consenso, depois, votamos aquilo que é separado e vamos acabar com esta reunião, porque, daqui a pouco, vamos ter de ouvir o Sr. Henrique Pizzolato.

O SR. JOSÉ EDUARDO CARDOZO (PT – SP) – Sr. Presidente, apenas uma ponderação rápida. Têm acontecido aqui reiteradamente: os Srs. Parlamentares interrompem o Presidente, interrompem o relator, não se pede mais a palavra, cada um se acha no direito de falar na hora em que quiser. Isso é rigorosamente incorreto, Sr. Presidente, porque é impossível compreender intervenções e ordenar os trabalhos.

Então, requeiro a V. Exª que fique claro aos Srs. Parlamentares que, quando quiserem fazer uso da palavra, dirijam-se ao Presidente, pedindo pela ordem a intervenção. Uma vez dado o comando do Presidente, aí se fala. Da forma em que está, é impossível continuar os trabalhos, Sr. Presidente, porque todos pegam o microfone, falam ao mesmo tempo e não pedem a palavra ao Presidente que é o responsável por deferir o pronunciamento de cada um dos Srs. Parlamentares.

O SR. HERÁCLITO FORTES (PFL – PI) – Parabéns, Deputado José Eduardo Cardozo. Mais uma vez, está provado que, se o PT tivesse...

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT - MS) – O Deputado Osmar Serraglio agora relatará aqueles requerimentos que são consenso.

Com a palavra o Deputado Osmar Serraglio.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Indago se pretendem que eu renove a enumeração.

O SR. ARNALDO FARIA DE SÁ (PTB – SP) – Sr. Relator.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Sr. Presidente, questão de ordem, art...

O SR. ARNALDO FARIA DE SÁ (PTB – SP) – Sr. Relator.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Sr. Presidente, tenho uma questão de ordem.

O SR. ARNALDO FARIA DE SÁ (PTB – SP) – Eu quero uma informação do Sr. Relator.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Sr. Presidente, questão de ordem, art. 311 do Regimento do Senado Federal.

Sr. Presidente, Senador Delcídio Amaral, eu queria apresentar uma questão de ordem.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Questão de ordem, Deputado Antonio Carlos Magalhães Neto.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Sr. Presidente, art. 311 do Regimento Interno do Senado Federal:

“Conceder-se-á preferência, mediante deliberação do Plenário:

I - de proposição sobre outra ou sobre as demais na Ordem do Dia.

Parágrafo único: A preferência deverá ser requerida:

I – antes de anunciada a proposição sobre a qual deva ser concedida, na hipótese do inciso I".

O que eu quero dizer a V. Exª? Temos alguns requerimentos de preferência sobre a mesa que solicitam a votação em separado de alguns requerimentos que não foram incluídos dentro do bloco pelo relator. Da minha parte, não há nenhuma objeção a que votemos o bloco. Porém, para cumprir o que dispõe o Regimento Interno do Senado Federal, eu gostaria de solicitar a V. Exª que colocasse os requerimentos de preferência como prioritários para votação. Depois, então, votaríamos o bloco.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Votaremos, então, os requerimentos de preferência e depois o bloco.

A SRª HELOISA HELENA  (P-SOL – AL) – Pela ordem, Sr Presidente...

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Eu não vou mais dar a palavra. Vamos dar seqüência à votação. Peço ao Relator que cite cada requerimento para que foi pedido direito de preferência para que votemos. Depois votaremos o bloco.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Sr Presidente, o requerimento de preferência dos Deputados ACM Neto e Onyx Lorenzoni. Pretendem a preferência para o Requerimento 751, que corresponde à convocação do Sr. Paulo Okamoto, Presidente da Sebrae.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral) – Eu não vou permitir mais nenhum tipo de encaminhamento.

O SR. ARNALDO FARIA DE SÁ (PTB – SP) – Tem mais preferência. Não é só essa.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Vamos votar o Requerimento nº 751.

Vamos começar a votação.

Como vota o Senador Heráclito Fortes?

O SR. HERÁCLITO FORTES  (PFL – PI) – Sim.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Como vota o Senador César Borges?

O SR. CÉSAR BORGES (PFL – BA) – Sim.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Como vota o Senador Demóstenes Torres? (Pausa.)

Como vota o Senador Sérgio Guerra? (Pausa.)

Como vota o Senador Alvaro Dias? (Pausa.)

Como vota a Senadora Ideli Salvatti?

A SRª IDELI SALVATTI  (PT – SC) – Não, Sr Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Como vota o Senador Aelton Freitas?

O SR. AELTON FREITAS (PL – MG) - Não, Sr Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Como vota o Senador Sibá Machado?

O SR. SIBÁ MACHADO (PT – AC) – Não, Sr Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Como vota o Senador Luiz Otávio?

O SR. LUIZ OTÁVIO (PMDB – PA) – Não, Sr Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – BA) – Como vota o Senador  Valdir Raupp?

O SR. VALDIR RAUPP (PMDB – RO) – Não.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral) – Como vota o Senador  Maguito Vilela? (Pausa.)

Como vota do Senador Ney Suassuna? (Pausa.)

O SR. NEY SUASSUANA (PMDB – PB) – Não.

Como vota o Senador Jefferson Peres? (Pausa.)

Como vota o Senador Fernando Bezerra?

O SR. FERNANDO BEZERRA (PTB – RN) – Não.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – RN) – Como vota o Senador Senadora Heloísa Helena?

A SRª HELOISA HELENA (P-SOL – AL) – Sim, Excelência.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Como vota o Senador Senador Efraim Morais? (Pausa.)

Como vota o Senador José Jorge? (Pausa.)

Como vota o Senador Romeu Tuma? (Pausa.)

Como vota o Senador Arthur Virgílio? (Pausa.)

Como vota o Senador Almeida Lima? (Pausa.)

Como vota o Senador Garibaldi Alves? (Pausa.)

Como vota o Senador Leomar Quintanilha?

O SR. LEOMAR QUINTANILHA  (PMDB – TO) – Não.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Sr Presidente, V. Exª está fazendo a contagem por Partido?

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Estou fazendo por Partido.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Só para que não haja suplente superando o número de titular.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Como sempre o fiz.

Como vota o Senador Juvêncio da Fonseca? (Pausa.)

Passemos aos Deputados.

Como vota o Deputado Carlos Abicalil?

O SR. CARLOS ABICALIL (PT – MT) – Não, Sr Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Como vota o Deputado Jorge Bittar?

O SR. JORGE BITTAR (PT – RJ) – Não, Sr Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Como vota o Deputado Maurício Rands?

O SR. MAURÍCIO RANDS (PT – PE) – Não.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Como vota o Deputado Asdrúbal Bents?

O SR. ASDRUBAL BENTS (PMDB – PA) – Não.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Como vota o Deputado Osmar Serraglio?

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Não, Sr Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Como vota o Deputado Fernando Diniz? (Pausa.)

Como vota o Deputado Antonio Carlos Magalhães Neto?

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Sr. Presidente, contra a “operação abafa”, contra a armação do Governo e sim pelo requerimento.

O SR. JORGE BITTAR (PT – RJ) – Está em votação. Não é para fazer demagogia.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Como vota o Deputado Onyx Lorenzoni?

O SR. ONYX LORENZONI (PFL – RS) – Sim, Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Como vota o Deputado Eduardo Paes? (Pausa.)

Como vota o Deputado Gustavo Fruet? (Pausa.)

Como vota o Deputado Nélio Dias?

O SR. NÉLIO DIAS (PP – RN) – Não, Sr Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Como vota o Deputado Nelson Meurer (Pausa.)

Como vota o Deputado Arnaldo Faria de Sá?

O SR. ARNALDO FARIA DE SÁ (PTB – SP) – Sim, Sr Presidente. Pela transparência.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Como vota o Deputado Wellington Fagundes?

O SR. WELLINGTON FAGUNDES (PL – PB) – Não, Sr Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Como vota a Deputada Juíza Denise Frossard? (Pausa.)

Como vota o Deputado Pompeo de Mattos?

O SR. POMPEO DE MATTOS  (PDT – RS) – Sim, Sr Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Como vota a Deputada Rose de Freitas? (Pausa.)

Como vota o Deputado Aníbal Gomes? (Pausa.)

Como vota o Deputado César Schirmer? (Pausa.)

Como vota o Deputado Sílvio Torres?

O SR. SILVIO TORRES (PSDB – SP) – Sim.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Como vota o Deputado Geraldo Thadeu?

O SR. GERALDO THADEU  (PPS – MG) – Sim, Sr Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Encerrada a votação, vamos fazer a contagem.

Votaram Sim, 12; Não, 16. Foi rejeitado o requerimento.

O SR. JORGE BITTAR (PT – RJ) – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem.

A SRª HELOÍSA HELENA (P-SOL – AL) – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem.  É sobre o andamento dos trabalhos.

O SR. JORGE BITTAR (PT – RJ) – Nada a opor à decisão do Sr. Presidente de dar agilidade e objetividade a esta reunião. Quero dizer que considero absolutamente estranho que votemos requerimentos sem discussão. Não me sinto em condições de votar um requerimento, em qualquer lugar, sem ter direito à discussão. Não me parece sensato. 

A SRª HELOÍSA HELENA (P-SOL – AL) – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem.  É sobre o andamento dos trabalhos.

O SR. JORGE BITTAR (PT – RJ) – Como vamos votar sem discutir? Não vai haver esclarecimento?

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Requerimento não é discutido, só é votado. Só serão encaminhados pelos autores, única e exclusivamente.

A SRª HELOÍSA HELENA (P-SOL – AL) – Não foi dada a palavra aos autores.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Como autor, quero pedir encaminhamento.

A SRª HELOÍSA HELENA (P-SOL – AL) – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem.  É sobre o andamento dos trabalhos. Isso não existe. Não se pode discutir um requerimento e, de repente, ficar a grita, a histeria entre dois Deputados, um acusando o outro de moleque. É melhor que haja o encaminhamento de quem vota favoravelmente e de quem não vota, para evitar essa situação. Daqui a pouco, teremos que trazer o depoente. Havia um requerimento de minha autoria no qual solicito ao Relator a quebra de sigilo das CC-5, para evitar a molecagem dos abafadores. É importante que o requerimento seja votado. O apelo que faço é nesse sentido. 

 O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Será feito, única e exclusivamente, encaminhamento pelo autor do requerimento.

O SR. MAURÍCIO RANDS (PT – PE) – Sr. Presidente, se vai haver encaminhamento pelo  autor, pelo princípio constitucional do contraditório, deve haver um encaminhamento contrário. Quero dizer que concordo com V. Exª que, para o bom andamento dos trabalhos, abdiquemos de encaminhamento, seja favorável ou contrário, para que possamos acelerar. 

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Como autor não abro mão. É regimental.

O SR. MAURÍCIO RANDS (PT – PE) – Quero dizer que estou de acordo com a sugestão de V. Exª. No entanto, se estiver, pelo autor, pelo princípio constitucional do contraditório, tem que haver um encaminhamento contrário.

A SRª HELOÍSA HELENA (P-SOL – AL) – Mas é regimental.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) –  Por uma questão prática, inviabilizará qualquer votação. Todos os parlamentares vão querer fazer encaminhamento. 

A SRª HELOÍSA HELENA (P-SOL – AL) – Claro que sim. É regimental.

O SR. MAURÍCIO RANDS (PT – PE) – Então, Sr. Presidente, nem do autor nem do contraditório. Pelo princípio do contraditório...

A SRª HELOÍSA HELENA (P-SOL – AL) – Claro que sim! É regimental.

O SR. MAURÍCIO RANDS (PT – PE) Data venia, Sr. Presidente, dessa forma o princípio do contraditório estará violado. O Regimento diz que se há um encaminhamento favorável, o do autor, tem que haver encaminhamento contrário. Estamos indo contra o Regimento da Casa.

O SR. ARNALDO FARIA DE SÁ (PTB – SP) – É um e um.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Recebi, da assessoria, o art. 343. Para ser justo com o Regimento, cada requerimento será um e um. O autor e alguém que se apresente, somente um parlamentar, para fazer o contraponto.

Então, com a palavra o Deputado Osmar Serraglio.

O SR. MAURÍCIO RANDS (PT – PE) – Sr. Presidente, mas por quanto tempo?

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) –   Três minutos para cada. Vou cortar a palavra de quem ultrapassar os três minutos.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – O próximo é o requerimento de preferência dos Deputados Onyx Lorenzoni e ACM Neto. Trata-se de um requerimento de preferência em relação aos Requerimentos nºs 753... É o que está aqui.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Eu gostaria de fazer uma sugestão para esclarecer o Relator.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Por favor, a palavra está com o Deputado Osmar Serraglio. É um absurdo isso, parece uma escola primária.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Na hora de os Deputados do Governo interromperem, pode. Na hora de o Sr. Bittar dar escândalo, pode. Ora, quero esclarecer.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Com a palavra o Deputado Osmar Serraglio.

O SR. MAURÍCIO RANDS (PT – PE) – Não houve escândalo. Vamos parar e ouvir o Relator.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Com a palavra o Deputado Osmar Serraglio.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Requerimento dos Deputados ACM Neto e Onyx Lorenzoni. Solicitam preferência ao Requerimento nº 810, que corresponde à convocação do Toninho Barcelona.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Como autor, Sr. Presidente.

O SR. MAURÍCIO RANDS (PT – PE) – Para contraditar, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Para contraditar, Deputados Maurício Rands e para falar é só um de cada e Deputado ACM Neto.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Os autores são ACM Neto e Onyx Lorenzoni.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Com a palavra o Deputado ACM Neto por 3 minutos.

A SRª HELOÍSA HELENA (P-SOL – AL) – É só preferência. Vão discutir até o requerimento de preferência?

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Todos são preferência.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Com a palavra o Deputado ACM Neto.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Agradeço a V. Exª.

Sr. Presidente, nós fomos nesta semana a São Paulo. Digo nós, porque me incluo na comitiva que teve a missão de ouvir o Sr. Toninho da Barcelona e ficou muito claro que ele apresentou alguns indícios que merecem ser analisados pelas investigações desta Comissão Parlamentar de Inquérito.

Fez referências claras a uma série de autoridades, nem todas, na minha opinião, fundamentadas, nem todas críveis, porém, algumas muito sérias. Fez referências claras a operações envolvendo compra e venda irregular de moeda estrangeira com partidos políticos. Fez referências claras à possibilidade de contribuir com esta Comissão para que tenhamos condições de entender melhor esse processo de remessa ilegal de recursos para o exterior, que foi utilizado por partidos políticos, por mandatários da vontade popular e por diversas pessoas neste País.

Sr. Presidente, perguntei ao Sr. Toninho da Barcelona e perguntei ao advogado dele se haveria algum condicionamento explícito do desejo dele de contribuir com esta Comissão, revelando o que sabe, à concessão da delação premiada por parte do Poder Judiciário e ele nos respondeu que não, que a única condição que havia era que garantíssemos a segurança da sua integridade pessoal e dos seus familiares. Isso foi garantido pela Comissão no próprio dia, na reunião que fizemos na Secretaria de Segurança Pública em São Paulo. Foi o único condicionado apresentado pelo Sr. Toninho da Barcelona e pelos seus advogados. Ele quer sim apresentar aqui informações, ele quer nos ajudar a elucidar uma série de dúvidas que recaem sobre essa investigação da CPMI. Quero fazer um apelo maior: a única forma de darmos efetivamente segurança de vida a esse presidiário é se nós o colocarmos aqui, nesta CPMI. Se amanhã ou depois ele for assassinado, a culpa será dos Parlamentares que votarem contra a vinda dele a esta Comissão. Não é possível, Sr. Presidente, que aprovemos por acordo e pela concordância do Governo a oitiva de alguns doleiros e não aprovemos deste, que até agora é o que mostra ter maiores informações para a CPMI. Será muito feio, será vergonhoso, será deprimente e lamentável se hoje sairmos com o título de uma parte da Comissão votando a favor da operação abafa. A base do Governo começa a dar demonstrações perigosas de que quer comprometer a investigação, de que tem muito que esconder. Naquele dia, Senadores e Deputados da base do Governo disseram que era imprescindível a realização de audiência pública. Por que em 24 horas mudaram de opinião? Eu ouvi a Senadora Ideli Salvatti dizendo que ele deveria ser ouvido em audiência pública. Não queriam nem que nós fôssemos a São Paulo, queriam que fosse votado um requerimento para realização de audiência pública entre terça e quarta-feira. Por que mudaram de opinião? Vamos ouvir, vamos apurar e vamos investigar.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Com a palavra Deputado Maurício Rands, por 3 minutos. Depois, votaremos o requerimento.

O SR. MAURÍCIO RANDS (PT – PE) – Sr. Presidente, esta Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, como disse V. Exª, tem uma tarefa, um compromisso, inarredável com a investigação e a comprovação das irregularidades, para que sejam feitas as punições. É também uma Casa política e, portanto, é submetida às tensões, mas hoje já é quase um consenso da opinião pública, na sociedade brasileira, Sr. Presidente, que muitas vezes infelizmente, setores da Oposição tenham utilizado essa obrigação de combater a corrupção e de investigar para querer fazer disputa política e, numa demonstração de que nós, da base do Governo, estamos aqui para investigar, nós aquiescemos com a ida de quatorze membros da comissão à São Paulo. O que aconteceu lá?

O prisioneiro, Sr. Toninho da Barcelona, revelou que tinha preocupações com a sua incolumidade física. Nós todos da comissão nos comprometemos a envidar esforços perante as autoridades para que ele tenha garantida a sua incolumidade. Agora a sua incolumidade não se dá trazendo-o novamente para o depoimento. Por que nós achamos que pelo menos neste momento ainda não é hora de novo depoimento?

Porque a comissão foi lá por quatorze de seus membros e ele, Sr. Presidente, limitou-se a fazer menções. Eu na minha indagação inquiri por mais provas e ele disse que apenas tinha registros vagos. Não trouxe qualquer elemento.

A repercussão para a comissão, Sr. Presidente, foi um dos piores momentos da comissão, porque deu uma tribuna a alguém que a própria Justiça já tinha negado a delação premiada por ter avaliado que ele não disse a verdade.

Nós já fomos ouvir o que tinha a dizer o Sr. Toninho da Barcelona. Ele nada acrescentou. Limitou-se a fazer menções vagas de autoridades dentro da sua estratégia. A CPMI tem uma estratégia que é focar, concentrar no seu objeto de investigação.

Então, Sr. Presidente, nós não podemos fazer com que esta comissão coloque o seu Plenário para permitir a transformação em um Tribunal de Exceção, em que réus condenados, na sua estratégia de defesa, às vezes, querem usar a comissão para fazer tribunal de exceção, porque, no clima de denuncismo que vive o País, muitas vezes a só menção de um nome representa que aquele depoente, no caso, esse acusado, cumprindo pena de 25 anos de prisão, muitas vezes a mera menção de um depoente representa, Sr. Presidente, a acusação, instrução, condenação e execução de uma das piores penas, que é a execração pública.

Nós vimos muita irresponsabilidade e nenhuma comprovação, vou concluir, no depoimento do Sr. Toninho da Barcelona. Portanto, trazê-lo ao Plenário representa desviar o foco da comissão. Nós já o ouvimos, o que ele acrescentou foi muito pouco porque não teve nenhuma demonstração.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Concluindo Deputado Rands.

O SR. MAURÍCIO RANDS (PT – PE) – Se em outro momento, eu concluo, for necessária a sua convocação, nós a faremos.

Portanto, votamos contra o requerimento de preferência de nova convocação do Sr. Toninho da Barcelona.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Passemos à votação.

O SR. (Orador não identificado) – Sr. Presidente...

A SRª JUÍZA DENISE FROSSARD (PPS – RJ) – Eu não votei ainda, Sr. PresIdente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Não, nós vamos votar.

Vamos começar pelos Deputados Federais.

Carlos Abicalil.

O SR. CARLOS ABICALIL (PT – MT) – Não, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Jorge Bittar.

O SR. JORGE BITTAR (PT – RJ) – Não, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Maurício Rands.

O SR. MAURÍCIO RANDS (PT – PE) – Não.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Asdrúbal Bents.

O SR. ASDRUBAL BENTS (PMDB – PA) – Não.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Osmar Serraglio.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Não, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Fernando Diniz.

ACM Neto.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Sim, presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Onyx Lorenzoni.

O SR. ONYX LORENZONI (PFL – RS) – Sim, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Eduardo Paes. Gustavo Fruet. Nélio Dias.

O SR. NÉLIO DIAS (PP – RN) – Não.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Nelson Meurer.

O SR. NELSON MEURER (PP – PR) – Não, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Arnaldo Faria de Sá.

O SR. ARNALDO FARIA DE SÁ (PTB – SP) – Sim, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Wellington Fagundes. (Pausa.)

Juíza Denise Frossard.

A SRª JUÍZA DENISE FROSSARD (PPS – RJ) - Sr. Presidente, com relação ao requerimento em votação, o meu partido gostaria de ouvi-lo, mas eu acho que a preferência é absolutamente inaceitável e sou a favor de ouvi-lo lá, que fique bem claro.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Portanto, V. Exª vota...

A SRª JUÍZA DENISE FROSSARD (PPS – RJ) – Não.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Pompeo de Mattos.

O SR. POMPEO DE MATTOS (PDT – RS) – Eu voto Sim, Sr. Presidente, apesar da perda de tempo lá em São Paulo.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputada Rose de Freitas. (Pausa.)

Deputado Aníbal Gomes. (Pausa.)

Deputado Cezar Schirmer. (Pausa.)

Deputado Sílvio Torres.

O SR. SÍLVO TORRES (PSDB – SP) – Sim.

O SR. WELLINGTON FAGUNDES (PL – MT) – Sr. Presidente, posso votar? V. Exª me chamou, mas eu estava ausente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputado Wellington.

O SR. WELLINGTON FAGUNDES (PL – MT) – Não.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Fechamos a lista de Deputados.

Senador Heráclito Fortes.

O SR. HERÁCLITO FORTES (PFL – PI) – Sim.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Senador César Borges.

O SR. CÉSAR BORGES (PFL – BA) – Sim.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Senador Demóstenes Torres.

O SR. DEMÓSTENES TORRES (PSDB – GO) – Sim.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Senador Sérgio Guerra.

O SR. SÉRGIO GUERRA (PSDB – PE) – Presidente, sim à preferência. Nessa matéria, qualquer medida só será votada por nós do PSDB se houver elementos novos e documentos que a Mesa, o Sr. Presidente e o Relator considerem pertinentes e úteis.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Então, como vota V. Exª?

O SR. SÉRGIO GUERRA (PSDB – PE) – Voto “sim” à preferência.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) À preferência.

Senador Alvaro Dias.

O SR. ALVARO DIAS (PSDB – PR) – Sr. Presidente, como sou favorável à decisão sobre delação premiada, voto “não”. É preciso aguardar a decisão do Procurador-Geral da República.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Senadora Ideli Salvatti.

A SR. IDELI SALVATTI (PT – SC) – Não.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Senador Aelton Freitas.

O SR. AELTON FREITAS (PL – MG) – Não.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Senador Sibá Machado.

O SR. SIBÁ MACHADO (PT – AC) – Não, Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Senador Luiz Otávio.

O SR. LUIZ OTÁVIO (PMDB – PA) – Não, Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Senador Valdir Raupp.

O SR. VALDIR RAUPP (PMDB – RO) – Não.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Senador Ney Suassuna.

O SR. NEY SUASSUNA (PMDB – PB) – Não.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Senador Jefferson Peres. (Pausa.)

Senador Fernando Bezerra.

O SR. FERNANDO BEZERRA (PTB – RN) – Não.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Senadora Heloísa Helena.

A SRª HELOÍSA HELENA (P-SOL – AL) – Tudo bem, Presidente. Voto sim. Que absurdo!

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) –Vota “sim”.

Senador Garibaldi Alves Filho. (Pausa.)

Senador Leomar Quintanilha.

O SR. LEOMAR QUINTANILHA (PMDB – TO) – Não.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Senador Gerson Camata; Senador Juvêncio da Fonseca. (Pausa.)

Encerrada a votação, vamos contar os votos.

Houve 11 votos SIM e 17 votos NÃO.

Por isso, o requerimento foi rejeitado.

O SR. JOSÉ EDUARDO CARDOZO (PT – SP) – Pela ordem, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Concedo a palavra ao Senador José Eduardo Cardozo pela ordem.

O SR. JOSÉ EDUARDO CARDOZO (PT – SP) – Sr. Presidente, farei uma ponderação, a partir da fala do Deputado Antonio Carlos Magalhães Neto, nos seguinte termos: julgo que realmente, em face da prudência, a decisão desta Comissão Parlamentar de Inquérito foi correta. Sr. Presidente, ela não afasta que o Ministério Público vá ouvir e reunir todos os ingredientes. Será necessário verificarmos, como disse o Senador Sérgio Guerra, se vamos ouvi-lo ou não depois disso. Porém, Sr. Presidente, ao irmos a São Paulo, esta CPMI ficou co-responsável pela segurança do depoente. Quero deixar isso bem claro porque, a partir do momento em que fomos ouvi-lo, passamos a ter responsabilidade sobre a vida do depoente. Pessoalmente, fiquei muito impressionado com a fala do depoente relativa à acusação que teria sido feita a ele sobre a rebelião na penitenciária na qual parece visivelmente não ter nenhuma responsabilidade.

Por esta razão, Sr. Presidente, independentemente de podermos e devermos acompanhar a evolução dos fatos, acho que esta CPMI deveria oficiar à Procuradoria-Geral da República pedindo atenção máxima à segurança do depoente e de sua família porque realmente, a partir do momento em que fomos a São Paulo, somos co-responsáveis pela vida de uma pessoa que, independentemente de ter seu objetivo nefasto ou positivo, é um ser humano que merece ter a proteção total das autoridades policiais, do Ministério Público e do Parlamento brasileiro, em face da nossa intervenção.

O SR. (Orador não identificado) – Sr. Presidente, pela ordem.

O SR. POMPEO DE MATTOS (PDT – RS) – Sr. Presidente, tenho uma questão relevante sobre o assunto.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Eu acho que está colocada essa questão do Deputado José Eduardo Cardozo. Nós tomaremos as providências devidas, até porque é uma ponderação muito clara e lógica, e daremos continuidade aos nossos trabalhos pelo avançado da hora. É importante porque é uma garantia constitucional, é assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral.

O SR. POMPEO DE MATTOS (PDT – RS) – Sr. Presidente, quero ponderar num segundo...

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Estamos já muito avançados na hora e acho que ficou clara a decisão aqui. Gostaria que V. Exªs tivessem a sensatez de nos permitir continuar a votação.

A SRª HELOÍSA HELENA (P-SOL – AL) – Sr. Presidente, pela ordem.

O SR. POMPEO DE MATTOS (PDT – RS) – Só quero que V. Exª me dê um minuto, não mais do que isso, para dizer...

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Não, Deputado Pompeo de Mattos. Estamos em plena votação, já ficou muito clara essa questão e acho que não perdemos tempo.

O SR. POMPEO DE MATTOS (PDT – RS) – Só falam o ACM Neto e o PT aqui, Sr. Presidente, o PDT quer falar também. O ACM falou 30 vezes e V.Exª, no grito, dá a palavra para ele. Será que tenho que gritar? Eu não quero.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Mas o Deputado ACM Neto me acusou de só dar a palavra para a situação!

O SR. POMPEO DE MATTOS (PDT – RS) – Mas V. Exª está vendo aqui. Só quero num minuto fazer uma ponderação, Sr. Presidente, permita-me. Pode marcar um minuto e cortar a palavra depois desse minuto.

O SR. (Orador não identificado) – Quero protestar. Estamos em processo de votação...

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Concedo a palavra ao Deputado Osmar Serraglio.

O SR. POMPEO DE MATTOS (PDT – RS) – Reserve-me, então, um minuto depois. Eu vou aguardar. Muito obrigado.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Sr. Presidente, o próximo é o requerimento de preferência, dos Deputados ACM Neto e Onyx Lorenzoni, para o Requerimento nº 809, convocação do Sr. Presidente do Banco Central Henrique Meirelles.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Sr. Presidente, como autor...

A SRª HELOÍSA HELENA (P-SOL – AC) – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem sobre os andamentos dos trabalhos. O que está sendo votado – sei que os parlamentares sabem, mas, às vezes, quem nos assiste e a imprensa não sabem –, derrotando ou aprovando, é requerimento de preferência para votar.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Não é a matéria.

A SRª HELOÍSA HELENA (P-SOL – AC) – Não é a matéria. Então, quando a matéria chegar, espero poder votar e encaminhar inclusive para o Sr. Toninho poder vir prestar depoimento à CPMI, ou qualquer um outro.

Só se está votando aqui, dizendo não ou sim, à preferência de votação para que o requerimento que chama...

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Isso está bastante claro, absolutamente entendido por todos os Parlamentares, e o Relator foi muito objetivo quando assim o colocou.

Concedo a palavra ao Deputado Osmar Serraglio.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – V. Exª já me anunciou. Quero falar como autor para encaminhar.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Para encaminhar, concedo a palavra ao Deputado ACM Neto. Gostaria de saber quem vai fazer o contradito à convocação do Sr. Henrique Meirelles. Ninguém vai fazer o contradito?

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Eu faço, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Ah! Perfeitamente, fiquei até preocupado agora.

Deputado ACM Neto, V. Exª dispõe de 3 minutos.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Sr. Presidente, peço silêncio. Peço que restabeleça o meu tempo.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Restabelecendo o tempo: três minutos.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Sr. Presidente, Srªs e Srs. Deputados, não tenho nenhuma dúvida de que no encerramento desta reunião de hoje a população brasileira, a sociedade brasileira, a população do nosso País vai ter aquele sentimento bem íntimo no coração de que a base do Governo ganhou mas não levou. Não levou mesmo! Porque tenho absoluta certeza de que, pela coerência dos os veículos de comunicação que estão cobrindo os trabalhos desta CPMI há mais de dois meses, amanhã todos reportarão que hoje estamos presenciando o início da “operação abafa”, o início da tentativa dessa base do Governo de evitar as investigações, de coibir as medidas necessárias, de mitigar as ações que esta CPMI precisa adotar.

Quero esclarecer, até porque ficou uma dúvida, que apresentei um requerimento de convocação do Sr. Henrique Meirelles antes da oitiva do Sr. Toninho da Barcelona. No dia em que o publicitário Duda Mendonça veio a esta CPMI e fez a revelação de operações de remessa ilegal de recursos para o exterior; no dia em que o publicitário Duda Mendonça informou a esta Comissão que utilizou o Banco de Boston para encaminhar recursos para o estrangeiro; no dia em que constatamos que o Banco Central, como órgão fiscalizador, não cumpriu com o seu papel, com o seu dever de não apenas identificar todas essas operações absurdas que foram realizadas, mas também tomar providências para que elas fossem evitadas; foi nesse dia que requeri a convocação do Presidente do Banco Central, Sr. Henrique Meirelles. Ele não virá aqui como investigado, mas na condição de Presidente de uma das mais importantes instituições do nosso País para prestar esclarecimentos da ação dessa instituição enquanto um dos principais órgãos do Governo Federal. Por que eles não identificaram todas as movimentações financeiras, internas e externas, que foram feitas? Por que foram complacentes com o Banco Rural, que cometeu uma série de irregulares e que foi conivente com as peripécias do Sr. Marcos Valério, com todos os dirigentes do PT? Por isso quero o Sr. Henrique Meirelles. Mas é evidente que também ele precisa prestar esclarecimentos das operações que fez com o MTB Bank, de remessa ilegal de recursos, o Sr. Henrique Meirelles que foi transformado em Ministro, porque o Presidente Lula, quero dizer, é o advogado dos corruptos deste Governo.

Não me chame de moleque, Deputado Bittar, porque quero investigar o Presidente da República. Ninguém mais no Brasil duvida de que o Presidente tem sim responsabilidade para com a corrupção que foi construída neste Governo.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Concluindo, Deputado.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Então, Sr. Presidente, o Presidente do Banco Central precisa vir aqui. Pode nos derrotar, mas vamos ganhar. Amanhã todos vão saber que a Oposição quer investigar e que o Governo quer abafar.

Muito obrigado.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Com a palavra o Deputado Maurício Rands, por três minutos. Depois faremos a votação.

O SR. MAURÍCIO RANDS (PT – PE) – Sr. Presidente, há dois problemas nesta discussão. O primeiro é um problema político. Setores da Oposição aqui representados querem forçar a barra, sem nenhuma materialidade jurídica, sem apoio da sociedade, sem apoio no Congresso Nacional, querem atingir o Presidente da República, querem derrubar o Presidente da República. Isso não vai acontecer porque faltam esses três requisitos: materialidade jurídica, apoio no Congresso e apoio na sociedade para qualquer tentativa golpista dessa ordem.

O segundo problema é de ordem técnico-investigativa. Quem tudo quer nada tem. Quem quer abafar é quem quer colocar todas as linhas de investigação ao mesmo tempo, sem hierarquização de preferências, e aí evitar que esta CPMI chegue a um resultado.

Não estamos dizendo não nem sim à convocação do Presidente do Banco Central, mas temos responsabilidades com este País e com a hierarquia da ordem das investigações aqui feitas. Se surgirem quaisquer indícios para a oitiva do Sr. Henrique Meirelles, seremos favoráveis à sua convocação. Agora, forçar a barra com uma disputa política, eleitoreira, não é nada mais do que uma palavra de um doleiro, condenado a 25 anos de reclusão de regime fechado. Portanto, numa situação que tem uma estratégia de defesa, que chegou lá dando depoimento a 14 membros desta Comissão, que se deslocaram para São Paulo, limitou-se a fazer menções de que teria feito operações com moeda estrangeira. Quando se sabe que não é só o fato de uma operação de moeda estrangeira que permite a conclusão por um ilícito. Aliás, esse mesmo doleiro, depois, fora do depoimento, desdisse a menção que tinha feito ao Presidente do Banco Central.

Então, Sr. Presidente, temos que ter responsabilidade dupla. Em primeiro lugar, com este País, com as instituições, com a economia deste País, até porque acusações que estão sendo feitas estão sendo respondidas no Supremo Tribunal Federal pela autoridade em questão. Então, mais responsabilidade e seriedade na condução da relação da CPMI com as instituições da República. Em segundo lugar, mais responsabilidade com a coerência investigativa, para que tenhamos preferência e não tiremos esta CPMI do foco. É muito sério. Estou surpreso, Sr. Presidente, com a proposta que acabo de ouvir neste requerimento. Com responsabilidade com o País e com a investigação para que realmente puna culpados e apresente provas ao País, a bancada do Governo vota com coragem sim, Sr. Presidente.

Votamos contra esse requerimento.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Senador Heráclito Fortes.

O SR. HERÁCLITO FORTES (PFL – PI) – Sim.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Senador César Borges.

O SR. CÉSAR BORGES (PFL – BA) – Sim.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Senador Demóstenes Torres.

O SR. DEMÓSTENES TORRES (PFL – GO) – Sim.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Senador Sérgio Guerra. (Pausa.)

Senador Alvaro Dias.

O SR. ALVARO DIAS (PSDB – PR) – Sim.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Senadora Ideli Salvatti; Senador Aelton Freitas. (Pausa.)

Senador Sibá Machado.

O SR. SIBÁ MACHADO (PT – AC) – Não, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Senador Luiz Otávio.

O SR. LUIZ OTÁVIO (PMDB – PA) – Não.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Senador Valdir Raupp.

O SR. VALDIR RAUPP (PMDB – RO) – Não, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Senador Ney Suassuna.

O SR. NEY SUASSUNA (PMDB – PB) – Não.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Senador Jefferson Péres. (Pausa.)

Senador Fernando Bezerra.

O SR. FERNANDO BEZERRA (PTB – RN) – Não.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Senadora Heloísa Helena.

A SRª HELOÍSA HELENA (P-SOL – AL) – Sim ao requerimento, embora pudéssemos estar todos nós votando já o mérito de todos os requerimentos.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Senador Efraim Morais; Senador José Jorge; Senador Romeu Tuma; Senador Arthur Virgílio; Senador Almeida Lima; Senador Garibaldi Alves Filho. (Pausa.)

Senador Leomar Quintanilha.

O SR. LEOMAR QUINTANILHA (PMDB – TO) – Não.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Senador Juvêncio da Fonseca. (Pausa.)

Fechamos a lista de Senadores.

Deputado Carlos Abicalil.

O SR. CARLOS ABICALIL (PT – MT) – Não, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputado Jorge Bittar.

O SR. JORGE BITTAR (PT – RJ) – Não.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputado Maurício Rands.

O SR. MAURÍCIO RANDS (PT – PE) – Não.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputado Asdrubal Bentes.

O SR. ASDRUBAL BENTES (PMDB – PA) – Não.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputado Osmar Serraglio.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Não.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputado Fernando Diniz. (Pausa.)

Deputado ACM.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Sim.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputado Onyx Lorenzoni.

O SR. ONYX LORENZONI (PFL – RS) – Sim, contra a tropa de choque.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputado Eduardo Paes.

O SR. EDUARDO PAES (PSDB – RJ) – Sim.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputado Gustavo Fruet. (Pausa.)

Deputado Nélio Dias.

O SR. NÉLIO DIAS (PP – RN) – Não.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputado Nelson Meurer.

O SR. NELSON MEURER (PP – PR) – Não, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputado Arnaldo Faria de Sá. (Pausa.)

Deputado Wellington Fagundes.

O SR. WELLINGTON FARUNDES (PL – MT) – Não.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputada Juíza Denise Frossard.

A SRª JUÍZA DENISE FROSSARD (PPS – RJ) – Sim, Sr. Presidente, ratificando as palavras da Senadora Heloísa Helena.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputado Pompeo de Mattos.

O SR. POMPEO DE MATTOS (PDT – RS) – Sim, apesar da disputa hipócrita que pode levar a CPMI para um caminho muito ruim. Disputa hipócrita!

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputada Rose de Freitas; Deputado Aníbal Gomes; Deputado Cezar Schirmer. (Pausa.)

Deputado Silvio Torres.

O SR. SILVIO TORRES (PSDB – SP) – Sim.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputado Luiz Antonio Fleury. (Pausa.)

Fechamos a lista de Deputados. Terminada a votação: onze votos SIM e 16 votos NÃO. Rejeitado o requerimento de preferência.

O SR. HERÁCLITO FORTES (PFL – PI) – É o tucano mais forte no Governo Lula, Sr. Presidente. Parabéns.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Com a palavra o Deputado Osmar Serraglio.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Sr. Presidente, o próximo requerimento de preferência dos Deputados Onyx Lorenzoni e ACM Neto, relacionados aos Requerimentos nºs 753, 552, 553, e 803, que correspondem às quebras de sigilo. O Requerimento nº 753, do Sr. Paulo Okamoto; os nºs 552 e 553, Duda Mendonça e Zilmar...

O SR. (Orador não identificado) – E as empresas.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – E o nº 803...

O SR. (Orador não identificado) – Rastreamento de contas nas Bahamas, de autoria do César Borges.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Rastreamento das contas Bahamas do Duda Mendonça. Sr. Presidente, preferência para os Requerimentos nºs 753, 552, 553 e 803.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputado Onix e o...

O SR. ONYX LORENZONI (PFL – RS) – Alguém é contra isso? Acho que não.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputado Onix está com a palavra, depois, passo a palavra para o Deputado Abicalil.

O SR. ONIX LORENZONI (PFL – RS) – Sr. Presidente, o primeiro requerimento trata da preferência para a quebra do sigilo bancário, fiscal e telefônico do Sr. Paulo Okamoto. Como demonstra aqui o material, Sr. Presidente, o Sr. Paulo Okamoto é amigo do Presidente Lula desde 1976. Foi seu tesoureiro de campanha e foi indicado pelo PT como o responsável por quitar o pagamento de um empréstimo irregular, ilegal, porque usou recursos do Fundo Partidário de R$29 mil.

Os documentos do Banco do Brasil contradizem o que diz o Sr. Paulo Okamoto. O Sr. Paulo Okamoto diz, depois de uma viagem a Garanhuns – aliás, ele não viajava fazia um ano com o Presidente –, foi convidado para ir a Garanhuns e, na volta dessa viagem, ele começou a assumir a quitação da dívida do Presidente Lula. E ele disse que foi ele quem pagou. Retirou dinheiro do banco em várias parcelas e fez os pagamentos. Só que os documentos do Banco do Brasil dizem que quem fez o pagamento, porque lá está a xérox da carteira de identidade do Presidente Lula. Por essa razão, com o número da carteira de identidade do Presidente, porque quem levou para depositar tinha a xérox da carteira do Presidente.

Então, é muito importante se verificar em que dias ele fez os saques e se há compatibilidade com os dias dos depósitos. É importante ter a declaração de renda dele. Por quê? Porque se ele fez uma doação e ele assume publicamente que fez, ele teria de ter indicado na sua declaração de renda e teria de ter o Presidente da República indicado na sua declaração de renda, porque senão o Presidente do Sebrae cometeu crime fiscal e induziu o Presidente da República a também cometer crime fiscal.

Sr. Presidente, é fundamental a quebra desse sigilo fiscal e bancário para que a verdade apareça. É muito ruim para o Presidente do Sebrae, que está para orientar as micro e as pequenas empresas no Brasil, ter como exemplo nacional cometer crime fiscal, ao não declarar o empréstimo que fez à figura mais importante da República, que é o Presidente. E ao Presidente interessa também o esclarecimento, porque o Presidente pode tudo, Presidente Delcídio. Presidente pode fazer campanha todo dia, pode fazer bravata. A única coisa que um Presidente não pode fazer e eu concluo com isso.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Por favor, Deputado Onix, conclua.

O SR. ONIX LORENZONI (PFL – RS) – E eu quero lembrar o exemplo de Watergate. A única coisa que o Presidente está proibido de fazer é mentir. E, em nome da verdade, apelo para que nós quebremos os sigilos fiscal e bancário do Sr. Paulo Okamoto, porque isso vai fazer a verdade aflorar.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Muito obrigado, Deputado Onix.

Concedo a palavra ao Deputado Abicalil, por três minutos.

O SR. CARLOS ABICALIL (PT – MT) – Sr. Presidente, de fato, o que estamos votando hoje, por iniciativa da Oposição, são Requerimentos de Preferência, sem se discutir o mérito e sequer se voltar aos núcleos de investigação desta CPMI, que são Correios e suas derivações, contratos, etc, Marcos Valério e as suas relações.

A defesa do Deputado Onix Lorenzoni em relação à preferência de três requerimentos me levaria, se ela fosse honestamente feita, a concordar com dois deles: relativo às contas nas Bahamas – segundo ele, de um requerimento do Sr. César Borges –, e relativo à quebra de sigilo do Sr. Duda Mendonça.

Entretanto, a manobra feita aqui leva a outra investigação, e talvez não por acaso tenha se lembrado da espionagem partidária feita nos Estados Unidos. As informações que esta CPMI detêm são resultantes da quebra de sigilo voluntária do Partido dos Trabalhadores, o único Partido que abriu, até o presente momento, todas as suas contas, se referem a compromissos partidários do ex-Presidente de Honra do meu Partido, o PT, Luiz Inácio Lula da Silva, em missão oficial, acompanhado de sua esposa, ainda antes de ser Presidente da República, em visita à China e a três países da Europa. Isso resultou num compromisso interno do Partido dos Trabalhadores de equalização de suas contas. E o Deputado Onyx sabe inclusive as datas de pagamento, sabe em que conta foi depositado e sabe quem depositou exatamente pela transparência do PT, exatamente pela proposição clara de quando se realizaram os depósitos, em que meios e em que agências.

Agora, quer transformar esse fato no envolvimento do Presidente da República. Isso eles buscam invariavelmente. E é tarefa de certos setores da Oposição, interessados não na investigação, interessados não em colocar um eixo que seja esclarecedor e em votar requerimentos que tenham, no mérito, responsabilidade com aquilo para o que a CPMI foi convocada nesse momento.

É claro, Sr. Presidente, que se trata de uma disputa política, talvez até para evitar que votemos, no mérito, o que mais interessa a nossa CPMI. Não temos nenhum temor de, com essas votações de hoje, estarmos deixando claro à população brasileira, às lideranças políticas do País que aqui não é lugar só do espetáculo, e sim o lugar da responsabilidade com a investigação; aqui não é o lugar do achincalhe, e sim o lugar da responsabilidade com a seriedade institucional que uma Comissão, com os poderes que tem, precisa exercer, prestando contas à sociedade brasileira.

Por isso, encaminho o “não”, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Em votação.

O SR. DEMÓSTENES TORRES (PFL – GO) – Uma pergunta à Mesa, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputado Abicalil.

O SR. CARLOS ABICALIL (PT – MT) – Não, Sr. Presidente.

O SR. DEMÓSTENES TORRES (PFL – GO) – Sr. Presidente, parece-me que o PT concorda com a quebra do sigilo do Duda, da Zilmar e das empresas.

O SR. CARLOS ABICALIL (PT – MT) Votamos aqui a preferência, Senador Demóstenes.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Senador Demóstenes, estamos votando a preferência.

O SR. DEMÓSTENES TORRES (PFL – GO) – Tudo bem. Estou perguntado o seguinte...

O SR. CARLOS ABICALIL (PT – MT)É lamentável o encaminhamento que a Oposição fez.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Acredito até que se alguns requerimentos tivessem sido encaminhados no Bloco, teríamos aprovado. Mas, infelizmente, vamos nos ater ao Regimento. Estamos votando a preferência.

O SR. DEMÓSTENES TORRES (PFL – GO) – Só estou perguntando isso. Dá para separar...

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Não. Agora, infelizmente, não há condição.

Em votação.

Deputado Abicalil.

O SR. CARLOS ABICALIL (PT – MT) – Não, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputado Bittar.

O SR. JORGE BITTAR (PT – RJ) – Não, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputado Maurício Rands.

O SR. MAURÍCIO RANDS(PT – PE) – Não.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputado Asdrubal Bentes.

O SR. ASDRUBAL BENTES (PMDB – PA) – Não.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputado Osmar Serraglio.

O SR. OSMAR SERRAGLIO (PMDB – PR) – Não.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputado Fernando Diniz. (Pausa.)

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputado ACM Neto.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Sim, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputado Onyx Lorenzoni.

O SR. ONYX LORENZONI (PFL – RS) – Sim, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputado Eduardo Paes.

O SR. EDUARDO PAES (PSDB – RJ) – Sim, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputado Gustavo Fruet. (Pausa.)

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputado Nélio Dias.

O SR. NÉLIO DIAS (PP – RN) – Não.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputado Nelson Meurer.

O SR. NELSON MEURER (PP – PR) – Não, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputado Arnaldo Faria de Sá; Deputado Wellington Fagundes. (Pausa.)

Deputada Juíza Denise Frossard.

A SRª JUÍZA DENISE FROSSARD (PPS – RJ) – Sim, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputado Pompeo de Mattos.

O SR. POMPEO DE MATTOS (PDT – RS) – Apesar de tudo, sim, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputada Rose de Freitas; Deputado Aníbal Gomes; Deputado Cezar Schirmer. (Pausa.)

Deputado Sílvio Torres.

O SR. SILVIO TORRES (PSDB – SP) – Sim.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputado Luiz Antonio Fleury; Deputado Medeiros. (Pausa.)

O SR. WELLINGTON FAGUNDES (PL – MT) – Sr. Presidente, já estou presente e voto não.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – O Deputado Wellington vota não.

Senador Heráclito Fortes.

O SR. HERÁCLITO FORTES (PFL – PI) – Sim.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Senador César Borges.

O SR. CÉSAR BORGES (PFL – BA) – Sim, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Senador Demóstenes Torres.

O SR. DEMÓSTENES TORRES (PFL – GO) – Sim.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Senador Sérgio Guerra.

O SR. SÉRGIO GUERRA (PSDB – PE) – Sim.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Senador Alvaro Dias.

O SR. ALVARO DIAS (PSDB – PR) – Sim.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Senadora Ideli Salvatti.

A SRª IDELI SALVATTI (PT – SC) – Não, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Senador Aelton Freitas.

O SR. AELTON FREITAS (PL – MG) – Não.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Senador Sibá Machado.

O SR. SIBÁ MACHADO (PT – AC) – Não.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Senado Luiz Otávio. (Pausa.)

Senador Valdir Raupp.

O SR. VALDIR RAUPP (PMDB – RO) – Não.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Senador Ney Suassuna.

O SR. NEY SUASSUNA (PMDB – PB) – Não.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Senador Jefferson Péres. (Pausa.)

Senador Fernando Bezerra.

O SR. FERNANDO BEZERRA (PTB – RN) – Não.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Senadora Heloísa Helena.

A SRª HELOÍSA HELENA (P-SOL – AL) – Sem infelizmente poder discutir o mérito, estou votando sim ao requerimento.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Senador Garibaldi Alves Filho; Senador Leomar Quintanilha; Senador Gerson Camata; Senador Juvêncio da Fonseca. (Pausa.)

Fechou a votação. Vou proceder à contagem.

Doze votos sim, e quinze votos não. Portanto, a preferência também... O requerimento foi rejeitado.

O SR. HERÁCLITO FORTES (PFL – PI) – Perdeu para o Meirelles em número de votos, viu? Quero só para fazer este registro aqui.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Sr. Presidente.

O SR. HERÁCLITO FORTES (PFL – PI) – Os tucanos gostam... Os petistas gostam mais do Meirelles do que do...

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Com a palavra o Deputado Osmar Serraglio.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Requerimento de preferência dos Deputados Onyx Lorenzoni e Antonio Carlos Magalhães Neto para a oitiva do senhor Luiz Gushiken, no dia 24 de agosto. Aqui esta quarta ou quinta, enfim, no dia 24 de agosto. É isso, Sr. Presidente. Preferência de um requerimento que solicita a oitiva do ex-Ministro Luiz Gushiken, no dia 24 de agosto.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Com a palavra, por três minutos, o Deputado Antonio Carlos Magalhães Neto.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Sr. Presidente...

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – E o Deputado Henrique Fontana. Três minutos.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Sr. Presidente, gostaria de justificar a apresentação deste requerimento. Vejamos: na última reunião administrativa, por consenso, com o apoio da unanimidade deste Plenário, aprovamos a convocação do Sr. Luiz Gushiken. Porém, sem definir a data da sua vinda. Marcamos para esta semana o Sr. Ivan Guimarães e o Sr. Henrique Pizzolato. Por problemas técnicos, não foi possível confirmar a vinda do Sr. Ivan Guimarães e, acredito eu, será marcada para a próxima semana a sua oitiva. Como V. Exª acaba de informar, terça-feira. Então, até terça-feira teremos ouvido o Sr. Pizzolato e o Sr. Ivan Guimarães, que tratarão, basicamente, de dois assuntos: Diretoria de Marketing do Banco do Brasil, contratos de publicidade feitos pelo Banco do Brasil e pelo Banco Popular, relações com a DNA – empresa do Sr. Marcos Valério – e fundos de pensão. Porque o Sr. Pizzolato foi Presidente do Conselho de Administração da Previ. V. Exª, hoje, apresentou aqui um organograma que nos indica três caminhos de investigação. Um caminho é propriamente a Empresa de Correios e Telégrafos; um segundo caminho é o Sr. Marcos Valério com as operações internas e externas, com seus contratos, com os saques feitos nas suas contas, com as suas relações com partidos políticos; e o terceiro caminho seria fundos de pensão.

Veja, Sr. Presidente, que nos três caminhos que V. Exª traçou, nós temos aí contrato de publicidade e temos aí fundos de pensão. Nos três caminhos. Então, é lógico, é razoável, é plenamente justificável que aprovemos aqui a data do agendamento do Sr. Gushiken, porque ele era o Ministro-Chefe da Secretaria de Comunicação, portanto, o responsável final por todos os contratos de publicidade do Governo Federal, assim como também sabemos que teve uma influência muito expressiva na definição de quem seriam os dirigentes dos principais fundos de pensão do País. Então, não estamos com práticas diversionistas, não estamos propondo algo que esteja fora do círculo apresentado por V. Exª; não estamos querendo sair do tema; nós queremos enfrentar contratos de publicidade e fundos de pensão. Nada mais justo do que trazer aqui o único homem deste país que, até a presente data, teve força decisiva nesses dois vetores: fundos de pensão e contratos de publicidade. Não há disputa política, não há divergência partidária; há uma proposta nossa para que a base do Governo, assim como aceitou, na vez passada, a convocação do Sr. Luiz Gushiken, aprove essa preferência para que nós possamos dar seguimento ao encaminhamento lógico das investigações desta nossa Comissão.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Obrigado, Deputado ACM Neto. Com a palavra o Deputado Henrique Fontana por três minutos. Depois faremos a votação de preferência.

O SR. HENRIQUE FONTANA (PT – RS) – Sr. Presidente, vamos começar concordando com o Deputado ACM Neto. Nós temos que ter uma linha investigativa; realmente, temos que ter foco e temos que ter responsabilidade na investigação. Mas eu fico me perguntando, Sr. Presidente, por que a preferência da próxima oitiva desta Comissão deve ser novamente dirigida para um ministro de Estado, um ministro do Governo Lula, Ministro até a outra semana e que hoje exerce a Coordenação da Área de Comunicação. Todos os contratos de publicidade dos Correios ou outros que se queira estão sob investigação; nós solicitamos todos eles e estamos analisando para saber se houve qualquer ilícito.

Hoje, nós que estamos na CPMI dos Correios, fomos confrontados com uma notícia fortíssima de que o Sr. Maurício Marinho, que até outro dia dizia que não havia esquema de corrupção nos Correios, que até outro dia dizia que havia recebido R$3.000 por conta de um adiantamento de uma suposta consultoria, o Sr. Maurício Marinho, segundo informações que circulam pela imprensa, deu um depoimento ao Ministério Público dizendo claramente que havia um foco de corrupção importante nos Correios, que nós estamos investigando; que o genro do Deputado Roberto Jefferson, Marcus Vinícius, era um dos operadores desse foco de corrupção; que o Deputado Roberto Jefferson, que fez denúncias bombásticas para fugir da sua responsabilidade quanto à denúncia dos Correios, diz o Sr. Maurício Marinho que ele tem forte envolvimento com esse foco de corrupção nos Correios. Eu pergunto por que a nossa preferência, Presidente, não é ouvir novamente o Sr. Maurício Marinho. Para pegar de novo o fio dos Correios, o fio da meada da corrupção nos Correios e descer a detalhes que, insisto, envolvam quem envolverem, tudo o que queremos é a punição; pode ser do PT, do PFL, do PSDB, do presente e do passado.

Agora, esse chamado foco de investigação que o Deputado ACM Neto mal consegue disfarçar, o chamado foco da responsabilização do Presidente Lula, que é o grande desejo incontido dele, esse não passa numa análise desta. Olhe os requerimentos de preferência que foram feitos hoje! Ninguém se preocupou em voltar a ouvir o Sr. Maurício Marinho ou ouvir o genro do deputado Roberto Jefferson, cujo requerimento já está provado há semanas. É por isso que somos contra esta preferência.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Vamos para a votação.

O SR. FERNANDO BEZERRA (PTB – RN) – Pela ordem, Sr. Presidente. Uma palavra curta. Vai começar agora uma sessão deliberativa do Congresso Nacional...

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Senador Fernando Bezerra, eu só gostaria...

 O SR. FERNANDO BEZERRA (PTB – RN) – Eu pediria que, após a votação, V. Exª suspendesse a reunião.

 O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. .PT – MS) – Senador Fernando Bezerra, por uma questão prática, temos mais dois requerimentos de preferências para votar. Então, votaremos o bloco de requerimentos, e eu vou encerrar por causa da sessão do Congresso.

 A SRª HELOÍSA HELENA (P-SOL – AL) – Mas se vai votar o requerimento de preferência, como vamos votar...

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Agora, não pode. Já estão apresentando cinco requerimentos de preferência adicionais.  Não é possível! V. Exª querem...

O SR. (Orador não identificado) – Não os coloque em votação, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – ...não tornar práticas as reuniões administrativas. Eu vou votar. Eu votarei... Por que mais dois? O que é esse outro?

A SRª HELOÍSA HELENA (P-SOL – AL) – Pela ordem, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – A Senadora Heloísa Helena retirou, a meu pedido, o requerimento de preferência de autoria dela. Se começarmos a abrir... Eu vou submeter à votação só mais um requerimento de preferência, além desse que estamos votando.

O SR. ONYX LORENZONI (PFL – RS) – Sr. Presidente, só para colaborar com a Mesa...

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Depois votaremos o bloco.

O SR. ONYX LORENZONI (PFL – RS) – Sr. Presidente, para ajudar os trabalhos...

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Vou encerrar a reunião e às duas horas nós retornaremos para ouvir o depoimento do Dr. Pizzolato, que já está aqui presente.

O SR. ONYX LORENZONI (PFL – RS) – Sr. Presidente, a própria Situação pediu que separasse a quebra do sigilo do Duda e o das empresas. Está aí o requerimento.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Não. Nós vamos...

O SR. ONYX LORENZONI (PFL – RS) – O pedido é de todos. Isso vai ajudar a CPMI, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Nós vamos cumprir exatamente o Regimento.

O SR. ONYX LORENZONI (PFL – RS) – Mas está aí o requerimento. V. Exª tem que cumprir o Regimento.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Vamos começar a votação.

Como vota o Deputado Carlos Abicalil?

O SR. CARLOS ABICALIL (PT – MT) – Não, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Como vota o Deputado Jorge Bittar?

O SR. JORGE BITTAR (PT – RJ) – Não, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Como vota o Deputado Maurício Rands?

O SR. MAURÍCIO RANDS (PT – PE) – Não.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Como vota o Deputado Asdrubal Bentes?

O SR. ASDRUBAL BENTES (PMDB – PA) – Não.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Como vota o Deputado Osmar Serraglio?

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Não.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Como vota o Deputado Fernando Diniz? (Pausa.)

Como vota o Deputado Antônio Carlos Magalhães Neto?

O SR. ANTÔNIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Sim.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Como vota o Deputado Onyx Lorenzoni?

O SR. ONYX LORENZONI (PFL – RS) – Sim.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Como vota o Deputado Eduardo Paes? (Pausa.)

Como vota o Deputado Gustavo Fruet?

O SR. GUSTAVO FRUET (PFL – PR) – Sim.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Como vota o Deputado Nélio Dias?

O SR. NÉLIO DIAS (PP – RN) – Não.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Como vota o Deputado Nelson Meuren?

O SR. NELSON MEUREN (PP – PR) – Não, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Como vota o Deputado Arnaldo Faria de Sá? (Pausa.)

Como vota o Deputado Welinton Fagundes?

O SR. WELINTON FAGUNDES (PL – MT) – Não, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Como vota a Deputada Juíza Denise Frossard?

A SRª JUÍZA DENISE FROSSARD (PPS – RJ) – Sim, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Como vota o Deputado Pompeo de Mattos?

O SR. POMPEO DE MATTOS (PDT – RS) – Sim, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Passamos aos suplentes.

Como vota a Deputada Rose de Freitas? (Pausa.)

Como vota o Deputado Aníbal Gomes? (Pausa.)

Deputado Cezar Schirmer? (Pausa.)

Deputado Sílvio Torres?

O SR. SÍLVIO TORRES (PSDB – SP) – Sim.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Como vota o Deputado Luiz Antônio Fleury?(Pausa.)

Passemos aos Senadores.

Como vota o Senador Heráclito Fortes? (Pausa.)

Como vota o Senador César Borges?

O SR. CÉSAR BORGES (PFL – BA) – Sim.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Como vota o Senador Demóstenes Torres? (Pausa.)

Como vota o Senador Sérgio Guerra?

O SR. SÉRGIO GUERRA (PSDB – PE) – Sim.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Como vota o Senador Alvaro Dias?

O SR. ALVARO DIAS (PSDB – PR) – Sim.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Como vota a Senadora Ideli Salvatti?

A SRª IDELI SLVATTI (PT – SC) – Não.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Como vota o Senador Aelton Freitas?

O SR. AELTON FREITAS (PL – MG) – Não.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Como vota o Senador Sibá Machado?

O SR. SIBÁ MACHADO (PT – AC) – Não.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Como vota o Senador Luiz Otávio?

O SR. LUIZ OTÁVIO (PMDB – PA) – Não.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Como vota o Senador Valdir Raupp?

O SR. VALDIR RAUPP (PMDB – RR) – Não.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Como vota o Senador Ney Suassuna?

O SR. NEY SUASSUNA (PMDB – PB) – Não.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Como vota o Senador Jefferson Péres?

O SR. JEFFERSON PÉRES (PDT – AM) – Sim.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Como vota o Senador Fernando Bezerra?

O SR. FERNANDO BEZERRA (PTB – RN) – Não.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Como vota a Senadora Heloísa Helena?

A SRª. HELOÍSA HELENA (P-SOL – AL) – Sim, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Como vota o Senador Efraim Morais? (Pausa.)

Como vota o Senador José Jorge? (Pausa.)

Como vota o Senador Romeu Tuma? (Pausa.)

Como vota o Senador Arthur Virgílio? (Pausa.)

Como vota o Senador Almeida Lima? (Pausa.)

Como vota o Senador Garibaldi Alves Filho? (Pausa.)

Como vota o Senador Leomar Quintanilha?

O SR. LEOMAR QUINTANILHA (PMDB –TO) – Não.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Como vota o Senador Gerson Camata? (Pausa.)

Encerrada a votação, vou proceder à contagem. (Pausa.)

Votos SIM, 11; e NÃO, 16.

Portanto, o requerimento de preferência foi rejeitado.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Sr. Presidente, o próximo requerimento de preferência de votação, do Deputado Carlos Abicalil...

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Vamos votar o último requerimento de preferência agora, e depois o bloco, e eu vou suspender a reunião por causa da sessão do Congresso.

Deputado Osmar Serraglio.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Requerimento de preferência do Deputado Carlos Abicalil e da Senadora Ideli Salvatti.

Preferência para os Requerimentos nºs 812, que é a solicitação de cópia dos depoimentos do Maurício Marinho junto ao Ministério Público.

A SRª HELOÍSA HELENA (P-SOL – AL) – Mas já foi votado!

A SRª JUÍZA DENISE FROSSARD (PPS – RJ) – Já foi votado.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Nós não votamos nada ainda!

A SRª HELOÍSA HELENA (P-SOL – AL) – Na última reunião administrativa foi votado requerimento inclusive da autoria da Deputada Denise.

O SR. (Orador não identificado) – Inclua no bloco, Relator. Inclua no bloco.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Ouvida novamente do Maurício Marinho...

A SRª JUÍZA DENISE FROSSARD (PPS – RJ) – Foi requerimento meu, Sr. Relator. Inclusive já saiu o ofício.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR)...e 824, que elenca o número de requerimentos que estão constantes na pauta, na tabela, e que serão remetidos à CPMI de compra de votos.

Sr. Presidente, este é o requerimento.

O SR. POMPEO DE MATTOS (PDT – RS) Sr. Presidente, já que chegou neste requerimento e não foi votado, o último ali, o meu, Sr. Presidente, que estou esperando desde manhã, e é o último. Sr. Presidente, o último requerimento, e eu acredito que é muito simples.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) É decisão da Mesa. Nós só votaremos o requerimento que o Relator Osmar Serraglio acabou de relatar aqui.

O SR. POMPEO DE MATTOS (PDT – RS) Sr. Presidente, então eu quero pedir pela ordem. Pedi antes e V. Exª disse que me concederia no final da reunião. Um minuto só.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) Deputado Pompeu, um minuto. Por favor. E eu quero deixar claro que o senhor está sendo priorizado aqui na CPMI, porque eu não dei palavra, não deixei que ninguém falasse. Para deixar claro.

O SR. POMPEO DE MATTOS (PDT – RS)Não precisa dizer, Sr. Presidente. O Brasil sabe quem fala nesta CPMI, quem grita, quem faz alarme, quem faz alarde.

O que eu quero dizer, Sr. Presidente, é chamar atenção de todos nós, porque esta questão de votar requerimento de preferência, nós vamos ficar aqui um mês votando em requerimentos de faz-de-conta. Eu quero pedir um apelo ao Relator para que S. Exª já elabore os requerimentos para que possamos disputar legitimamente. Não tem que votar para ser votado. Isso aqui é estilo PT, que reúne para decidir a reunião que vão fazer, e o PT já sabe que isso é uma coisa que não dá mais para fazer. Nós não temos que votar para saber se vamos votar! Vamos votar direto o requerimento que precisa ser votado...

O SR. JORGE BITTAR (PT – RJ)Não foi PT que propôs preferência não.

O SR. POMPEO DE MATTOS (PDT – RS)É isso que eu quero. Nós não podemos entrar, Sr. Presidente, naquele esquema. Fomos ontem em São Paulo, fizemos tudo correndo, de qualquer jeito, para ouvir lá um presidiário com cartas marcadas, para apontar este, aquele, aquele outro, sem apontar culpado nenhum.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) Conclua, Deputado.

O SR. POMPEO DE MATTOS (PDT – RS)Concluindo, Sr. Presidente. Nós, do PDT, Sr. Presidente, estamos aqui em uma CPMI, participando de uma CPMI que não é contra o PT. Não estamos fazendo CPMI contra o PT. Quero deixar claro. Estamos fazendo CPMI contra a corrupção. Se ela está no PT, vai ser ali; se ela estiver no PFL, vai ser ali; se ela estiver no PSDB, vai ser ali. O doleiro...

O SR. (Orador não identificado)(Fora do microfone. Inaudível.)

O SR. POMPEO DE MATTOS (PDT – RS) – Se tiver no PDT, vai ser ali.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) Conclua, Deputado.

O SR. POMPEO DE MATTOS (PDT – RS)Concluindo, Sr. Presidente. Nós queremos...

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) Eu vou cortar a palavra, Deputado. A sessão do Congresso está sendo iniciada.

O SR. POMPEO DE MATTOS (PDT – RS)Nós queremos somente a verdade. Para isso, é preciso organizar esta votação. Senão, nós vamos perder tempo aqui, Sr. Presidente, como perdemos... Votamos tudo e não resolvemos nada.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Eu quero que o Relator especifique o terceiro. O deputado Abicalil pediu preferência de três itens, sendo que o terceiro item comporta uma série de outros requerimentos. Os dois primeiros, eu não me oporia inclusive que fossem incluídos no bloco. Poderiam ser incluídos no bloco para serem votados por acordo. Agora, há um terceiro que me parece que são vários outros requerimentos. Sr. Relator, eu gostaria de um esclarecimento.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR)São os seguintes requerimentos, Sr. Presidente. 50...

Eu esclareço ao Plenário. Há um requerimento solicitando a transferência da matéria que é da CPMI da compra de votos para lá.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA)Mas tem que ser visto um a um.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR)São esses os requerimentos.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA)50, pois não, Deputado.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR)50, 51...

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA)Só um minuto, Sr. Deputado. 51...

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR)Só quero, como Relator, dizer que, realmente, eu lamento. Passamos a manhã inteira com um bloco enorme. Poderíamos avançar. Amanhã não se diga que a relatoria não pretende dar rumo...

O SR. POMPEO DE MATTOS (PDT – RS)É isso que tenho dito. Não decidimos nada a manhã inteira. Que isso!

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Só na nominata nós vamos demorar, com certeza, meia hora. Mas, vamos lá:

Cinquenta, convocação do Sr. Benedito Domingos; 51, convocação do Sr. Lídio Duarte; 52, convocação do Sr. Henrique Brandão; 53, do Sr. Rodrigo Botelho Campos; 54, do Sr. Roberto Carvalho; 55, José Marcos Castilho; 56, Luis Rondão Teixeira de Magalhães; 58, Deputado Federal Carlos William; 64, José Genoino; 85, aliás, 115...

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Sr. Relator, pela ordem.

Até o 58, não há objeção de nossa parte. No 64, há.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Mas é o voto que haverá depois. Estou apenas anunciando os que constam do requerimento.

...115, Raquel Teixeira; 116, Carlos Alberto Leréia; 117, Paulo Sérgio Abreu e Silva; 118, o Governador Marconi Perillo; 120, Vanderlei Valim; 123, Marcelo Sereno; 124...

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Já foi aprovado o Marcelo Sereno. Já foi aprovado o requerimento de convocação dele.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Tudo bem.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Já foi aprovado.

O SR. (Orador não identificado) – Mande lá para o Mensalão, Sr. Presidente. Vamos votar de novo.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Foi aprovado o requerimento de convocação do Sr. Marcelo Sereno na reunião passada.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Esta é uma discussão que tem que ser estabelecida quando se for votar o projeto. Agora é um problema de preferência.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Claro.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Mas tem que se excluir. O que já foi votado não pode ser votado de novo, Sr. Relator.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Tudo bem, discutiremos na ocasião.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputado ACM Neto, se já foi votado, não poderá ser votado novamente.

O SR. (Orador não identificado) – Mas não estamos votando o mérito aqui.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – ...123...124, Silvana Japiassu; 194, José Eduardo Andrade Vieira e Emerson Palmieri; 214, Fábio Teixeira Pinto; 215, Durval da Silva Monteiro; 116,... Voltou para o 115?

O SR. (Orador não identificado) – Está excluindo.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Sim, mas agora volta para o 200?... Ah, 218, Edivor Bueno Fogagnollo – eu pulei o 216, que é Maria Cristina, esposa de Valdemar Costa Neto –; 237, Michel Temer; 277, Daniel Dantas; 299, Sérgio Pimentel; 388, José Adalberto Vieira da Silva.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Qual é? Repita, por favor, Relator.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – É o 388.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Número 388.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Número 389, José Nobre Guimarães; 391 é o mesmo nome anterior, José Adalberto Vieira da Silva; 393, novamente José Adalberto Vieira da Silva; 394, José Nobre Guimarães; 396, José Mentor; 414, Deputada Estadual de Goiás, Neide Aparecida; 453, Robert Lobato e Luiz Henrique Soares; 489, João Cláudio de Carvalho Genu; 510, José Mentor; 611, Dimas Toledo; 644, oitiva de Manoel Severino dos Santos e José Carlos Batista; 682, Márcio Araújo de Lacerda; 698, Cristiano de Melo Paz, que já foi pedido, e Ramon Hollerbach Cardoso... (Pausa.)

Sr. Presidente, enquanto eu prossigo, solicito da Senadora Ideli Salvatti um esclarecimento, porque, aqui, o 303 não está nos pendentes. Eu prossigo. Retira?

O SR. (Orador não identificado)(Fora do microfone. Inaudível.) Retira.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Da mesma forma, o 446. É bom?

A SRª IDELI SALVATTI (PT – SC) – (Fora do microfone. Inaudível.)

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Igualmente, o 570.

Eu gostaria que checassem, porque estou com uma planilha que, eventualmente, pode estar tabulada sobre outro nome.

O 703 também está fora.

O 509, também. Estes dois últimos, fora de seqüência, não constam da lista dos pendentes.

Sr. Presidente, volto a esclarecer que estamos votando preferência para a votação de três requerimentos. Um diz respeito a uma nova cópia do depoimento de Maurício Marinho; a ouvida do Maurício Marinho novamente, e esse rol de requerimentos que seriam remetidos à CPMI dos Correios.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Eu gostaria de sugerir, Sr. Presidente, que colocássemos no bloco os dois primeiros, porque não há objeção...

A SRª IDELI SALVATTI (PT – SC) – Exatamente, votaríamos no bloco e só ficaríamos com a preferência da remessa do que vai para a outra CPMI...

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – A sessão do Congresso vai começar e eu não vou mais...  Simplesmente, se alguém mais tem intenção de defender essa proposta e fazer o contraponto, são três minutos, e vamos votar.

Vou proceder à votação.

O SR. ARNALDO FARIA DE SÁ (PTB – SP) – Eu quero encaminhar, Sr. Presidente.

O SR. CARLOS ABICALIL (PT – MT) – Apenas para informar ao Relator os números que ele não identificou nos pendentes.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Pois não, Deputado Carlos Abicalil, por favor.

O SR. CARLOS ABICALIL (PT – MT) – Ele solicitou que nós conferíssemos...

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – O 303.

O SR. CARLOS ABICALIL (PT – MT) – O nº 303 refere-se à quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico do Sr. Alexandre Vasconcelos de Castro.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Então, eu já entendi o raciocínio do requerimento. Penitencio-me porque as quebras de sigilo estão na tabela, na seqüência. Então, volto a anunciar: 303, quebra de sigilo de Alexandre Vasconcelos de Castro; 446, quebra de sigilo do Sr. José Adalberto Vieira da Silva...

O SR. CARLOS ABICALIL (PT – MT) – Ok, está resolvido Deputado.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – O Deputado Carlos Abicalil considera-se satisfeito com as explicações do Relator...

O SR. ARNALDO FARIA DE SÁ (PTB – SP) – Sr. Presidente, eu quero encaminhar.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – V. Exª dispõe de três minutos, Deputado Arnaldo Faria de Sá.

O SR. ARNALDO FARIA DE SÁ (PTB – SP. Para encaminhar.) – Sr. Presidente, Srªs. e Srs. Parlamentares, lamento que a nossa reunião até hoje, neste momento, administrativa, não tenha chegado a nenhuma conclusão, até porque nós entendemos que para aqueles requerimentos em que a base do Governo claramente votou contra, fica demonstrado que há uma tentativa desesperada de impedir o avanço dos trabalhos desta Comissão Parlamentar Mista de Inquérito; alguns requerimentos de somenos importância, de dados complementares para o nosso trabalho, e o desespero em defender a pessoa do Senhor Presidente da República. Ninguém quer atingir Sua Excelência. Ao contrário, se o Presidente da República não está mais achincalhado hoje é porque sempre tomamos o cuidado de preservá-lo. Mas, a pretexto de defender desesperadamente Sua Excelência, qualquer requerimento que sinalize no sentido de que possa de leve tocar no Presidente da República, vem a Situação toda contra esse requerimento. É um negócio impressionante, não dá para entender, um requerimento de dados, de informação, dados complementares, e não se quer, de maneira alguma, atingir Sua Excelência.

Portanto, e pelo motivo exposto, Sr. Presidente, votarei contra. Há pessoas que deveriam ser ouvidas por esta Comissão, que estão sendo transferidas para outra Comissão, no sentido de desviar, retirar o foco desta CPMI. Tenho certeza que não é uma posição da Mesa ou do Sr. Relator – e pediria até que algumas vezes o Sr. Relator se abstivesse de votar. É melhor não votar, Sr. Relator, do que votar acompanhando a posição do Governo. O Relator tem que ter uma posição imparcial, e em algumas ocasiões V. Exª tem sido levado a votar com o Governo. O Relator não pode ter essa posição.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Sr. Presidente, V. Exª me permite 30 segundos apenas, por ter sido mencionado?

São duas as questões. Tenho convicção pessoal de que este não é o momento de convocarmos o Presidente Henrique Meirelles, e não se trata de problema partidário. Como também entendo que a oitiva do Toninho da Barcelona é uma precipitação, pois está havendo uma investigação que pode ser produtiva. Aí sim, não tenho nada contra o comparecimento dele, mas não agora. É nesse sentido.

E quanto ao Paulo Okamotto, por enquanto, entendo que se trata de uma questão muito pequena para ficarmos discutindo Presidência da República, prestação de contas de um empréstimo que consta de um balanço de um partido. Se for assim, insere-se no balanço de um partido e compromete-se um presidente. Essa é uma reflexão pessoal minha.

O SR. ONYX LORENZONI (PFL – RS) – É o princípio da verdade.

O SR. ARNALDO FARIA DE SÁ (PTB – SP) – Vai descontar do meu tempo, não é, Sr. Presidente?

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Concluindo, Deputado Arnaldo Faria de Sá.

Nós estamos com sessão do Congresso marcada, que vai começar a funcionar. Nós precisamos votar.

O SR. ARNALDO FARIA DE SÁ (PTB – SP) – Na verdade, eu acho que o Relator deve se manter imparcial. O Relator não deve se manifestar; pode até encaminhar a votação.

No caso do Toninho da Barcelona, V. Exª, Sr. Relator, acabou de dizer agora que se trata de precipitação. Então por que V. Exª foi a São Paulo? Para quê?

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Fui porque, como Relator, tenho que acompanhar os atos. Fui compulsoriamente, mas me manifestei várias vezes que aquilo não devia ocorrer.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputado Arnaldo Faria de Sá, por favor, concluindo.

O SR. (Orador não identificado) – Sr. Presidente, vamos votar.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Vamos votar.

O SR. ARNALDO FARIA DE SÁ (PTB – SP) – Sr. Presidente, vou encaminhar contra, justamente em relação à situação anterior e quero deixar este registro de que, em algumas posições, o Relator tem que se manter imparcial, não pode ter uma posição de governo.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Perfeitamente.

Deputado Carlos Abicalil, apenas o encaminhamento, pura e simplesmente.

O SR. CARLOS ABICALIL (PT – MT) – Apenas para encaminhar o voto “sim”, tendo em vista que se trata de matéria alheia a nossa CPMI.

Muito obrigado, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Começamos a votação.

Senador Heráclito Fortes; Senador César Borges; Senador Demóstenes Torres. (Pausa.)

Senador Sérgio Guerra.

O SR. SÉRGIO GUERRA (PSDB – PE) – Não.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Senador Alvaro Dias.

O SR. ALVARO DIAS (PSDB – PR) – Sr. Presidente, há dois ou três requerimentos dos quais discordo, então voto “não”.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Senadora Ideli Salvatti.

A SRª IDELI SALVATTI (PT – SC) – Sim.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Senador Aelton Freitas. (Pausa.)

Senador Sibá Machado.

O SR. SIBÁ MACHADO (PT – AC) – Sim, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Senador Luiz Otávio. (Pausa.)

Senador Valdir Raupp.

O SR. VALDIR RAUPP (PMDB – RO) – Sim.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Senador Ney Suassuna.

O SR. NEY SUASSUNA (PMDB – PB) – Sim.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Senador Jefferson Peres; Senador Fernando Bezerra; Senadora Heloísa Helena. Suplentes: Senador Efraim Morais; Senador José Jorge; Senador Romeu Tuma; Senador Arthur Virgílio; Senador Almeida Lima; Senador Roberto Saturnino; Senadora Fátima Cleide; Senadora Ana Júlia Carepa; Senador Flávio Arns; Senador Garibaldi Alves Filho. (Pausa.)

Senador Leomar Quintanilha.

O SR. LEOMAR QUINTANILHA (PMDB – TO) – Sim, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Senador Gerson Camata; Senador Juvêncio da Fonseca. (Pausa.)

Senador Sérgio Zambiasi.

O SR. SÉRGIO ZAMBIASI (PTB – RS) – Sim, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Senador Geraldo Mesquita Júnior.

Passemos aos Deputados.

Deputado Carlos Abicalil.

O SR. CARLOS ABICALIL (PT – MT) – Sim, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputado Jorge Bittar.

O SR. JORGE BITTAR (PT – RJ) – Sim.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputado Maurício Rands.

O SR. MAURÍCIO RANDS (PT – PE) – Sim.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputado Asdrubal Bentes.

O SR. ASDRUBAL BENTES (PMDB – PA) – Sim.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputado Osmar Serraglio.

O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Excepcionalmente, abstenho-me.

O SR. ARNALDO FARIA DE SÁ (PTB – SP) – Parabéns, Relator.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputado Fernando Diniz. (Pausa.)

Deputado ACM Neto.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Não, Sr. Presidente, com a mesma ressalva do Senador Álvaro Dias, porque concordaria com alguns, mas há dois ou três aos quais sou contra.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputado Onyx Lorenzoni.

O SR. ONYX LORENZONI (PFL – RS) – Não.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputado Eduardo Paes.

O SR. EDUARDO PAES (PSDB – RJ) – Não.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputado Gustavo Fruet.

O SR. GUSTAVO FRUET (PSDB – PR) – Com a ressalva, também “não”. E pelo procedimento das investigações.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputado Nélio Dias.

O SR. NÉLIO DIAS (PP – RN) – Sim.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputado Nelson Meurer.

O SR. NELSON MEURER (PP – PR) – Sim, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputado Arnaldo Faria de Sá.

O SR. ARNALDO FARIA DE SÁ (PTB – SP) – Não, para não fechar a Comissão.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputado Welinton Fagundes.

O SR. WELINTON FAGUNDES (PL – MT) – Sim.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputada Juíza Denise Frossard. (Pausa.)

Deputado Pompeo de Mattos.

O SR. POMPEO DE MATTOS (PDT – RS) – Sr. Presidente, existe restrição a alguns que estão no meio, então voto “não”.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputado Aníbal Gomes.

O SR. ANÍBAL GOMES (PMDB – CE) – Sim.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputado Cezar Schirmer; Deputado Geraldo Thadeu. (Pausa.)

O SR. DEMÓSTENES TORRES (PFL – GO) – Está em tempo de votar, Sr. Presidente?

Meu voto é “não”.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Senador Demóstenes Torres, “não”.

Está encerrada a votação, com o prestigiamento do Senador Demóstenes.

Votos Sim, 14; votos Não, 8; e uma abstenção.

Agora, vamos votar em bloco.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Sr. Presidente, um momento! Nós aprovamos a preferência.

O SR. ARNALDO FARIA DE SÁ (PTB – SP) – Não é o bloco não! Não é o bloco!

O SR. POMPEO DE MATTOS (PDT – RS) – Tem que ser um por um, Sr. Presidente.

O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) Sr. Presidente, aprovamos a preferência para esse grupo. Então, antes de qualquer outro, vamos ter que votar. Agora, queremos que a votação seja feita um por um; somos contra o bloco.

O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Vamos votar..