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TRANSCRIÇÃO
LITERAL DAS NOTAS TAQUIGRÁFICAS DA OITIVA DO DEPOENTE
SR. MAURICIO MARINHO
REABERTURA DA TERCEIRA REUNIÃO DA COMISSÃO PARLAMENTAR MISTA DE INQUÉRITO DA 3ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 52ª LEGISLATURA, CRIADA ATRAVÉS DO REQUERIMENTO Nº3/2005 DO CONGRESSO NACIONAL COM A FINALIDADE DE INVESTIGAR AS CAUSAS E CONSEQÜÊNCIAS DE DENÚNCIAS E ATOS DELITUOSOS PRATICADOS POR AGENTES PÚBLICOS DOS CORREIOS, EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS REALIZADA NO DIA 22 DE JUNHO DE 2005 ÀS 09 HORAS. SEGUE ABAIXO TRANSCRIÇÃO LITERAL: O SR. PRESIDENTE
(Delcídio Amaral. PT – MS)
– Havendo número regimental, declaro reaberta a terceira reunião da Comissão
Parlamentar Mista de Inquérito, criada por meio do Requerimento nº 3, de 2005,
do Congresso Nacional, para investigar as causas e as conseqüências de
denúncias de atos delituosos praticados por agentes públicos nos Correios, na
Empresa Brasileiras de Correios e Telégrafos. A ata da reunião
anterior encontra-se sobre a mesa. Coloco-a em votação, propondo a dispensa de
sua leitura. Os que a aprovam
queiram permanecer sentados. (Pausa.) Aprovada. Esclareço que a
pauta desta reunião destina-se a dar continuidade à oitiva do Sr. Maurício
Marinho. O SR. JEFFERSON
PÉRES (PDT – AM) – Sr.
Presidente, peço a palavra para uma questão de ordem e não pela ordem. O SR. PRESIDENTE
(Delcídio Amaral. PT – MS)
– Concedo a palavra a V. Exª, para uma questão de ordem. O SR. JEFFERSON
PÉRES (PDT – AM) – Sr.
Presidente, os trabalhos desta Comissão são regidos pelo Regimento Comum do
Congresso, que veda expressamente – não se trata de interpretação; é explícito
o artigo cujo número me foge à memória – a reunião simultânea de reuniões de
Comissões Parlamentares de Inquérito e de Comissões permanentes de qualquer das
duas Casas. Às 10 horas, pelo
Regimento Comum do Senado, começa a reunião da Comissão de Constituição,
Justiça e Cidadania. Então, Sr. Presidente, das duas uma – e não há terceira
opção: ou esta reunião será interrompida às 10 horas, ou V. Exª deverá entrar
em contato com o Senador Antonio Carlos Magalhães, para que S. Exª adie a
reunião daquela Comissão por mais uma hora ou duas horas, a fim de que não haja
simultaneidade. Era essa a questão
de ordem. O SR. EDUARDO
PAES (PSDB – RJ) – Sr.
Presidente, peço a palavra para contraditar. O SR. PRESIDENTE
(Delcídio Amaral. PT – MS)
– Tem a palavra o Deputado Eduardo Paes. O SR. EDUARDO
PAES (PSDB – RJ) – Sr.
Presidente, nada me causa mais constrangimento e desconforto do que contraditar
o ilustre Senador Jefferson Péres. Mas, Senador, estamos aqui, desde ontem, ouvindo
uma testemunha, ouvindo o depoente, o Sr. Maurício Marinho. Aliás, há uma
discussão sobre se ele é testemunha ou indiciado; não se sabe bem o que ele é.
Mas me parece que esse dispositivo regimental funcionaria tão-somente caso
tivéssemos de deliberar. Se tivéssemos de fazer alguma deliberação, se
tivéssemos de tomar alguma decisão ou de aprovar ou votar um requerimento, aí
sim, enquadraríamos o dispositivo a que V. Exª faz referência. Portanto, parece-me
que, para a oitiva do Sr. Maurício Marinho, para que possamos argüi-lo e ouvir
o seu depoimento, não parece que haja qualquer empecilho ou impedimento
regimental. Portanto, a única
atenção que o Presidente deve ter, e V. Exª faz bem em lembrar, é a de que não
devemos, havendo essas reuniões, fazer qualquer tipo de deliberação. Essa é a minha
fala, Sr. Presidente. O SR. PRESIDENTE
(Delcídio Amaral. PT – MS)
– Concedo a palavra ao nobre Senador Ney Suassuna. O SR. NEY
SUASSUNA (PMDB – PB) – Sr.
Presidente, eu queria trazer a esta Comissão o seguinte assunto. O Sr. Molina,
que vamos ouvir aqui, procurou-me pedindo para que fosse antecipada uma
entrevista dele com o Deputado Roberto Jefferson. E eu o fiz, como atendo,
todos os dias, dezenas de pessoas que pedem favores similares. Um assessor meu ia
para a Câmara, e foram conversando os dois. Ele perguntou se ele queria
conhecer o Deputado, que parecia ser amigo dele antigo. Eles seguiram juntos. Hoje, eu me
surpreendo ao ler no jornal o seguinte: “Polícia Federal apreende documentos do
Tesoureiro do PTB...” E vai levando, vai levando. Diz-se aqui que também foram
à casa do Sr. Henrique Carvalho, assessor do Líder do PMDB, Ney Suassuna. O
mais interessante é que não foram. E avisam antes de ir? Que maluquice! Estou
perplexo com isso, porque, se fossem, não deveriam avisar; se colocam isso no
jornal sem terem ido, parece pirotecnia. Estou meio perplexo com isso. Aliás, tenho andado
meio perplexo com uma porção de coisas. Outro dia, em uma
revista, foi dito que fulano de tal era meu amigo. Também vai ser chamado aqui,
e vamos ter oportunidade de ouvi-lo. Eu não o conheço, como esse cidadão, que
foi entrevistado ontem. Vocês viram. Eu perguntei: “Me conhece? Tivemos algum
relacionamento?” Ele disse: “Nenhum”. “Alguma vez alguém lhe procurou?” Ele
disse: “Nenhum”. Ou o nome do PMDB é
muito doce ou é o meu que é muito doce, porque eu não vi tanta coisa. Como
disse V. Exª, talvez sejam os dois, Senador César Borges. Era essa a
colocação que eu queria fazer. Também queria dizer
da minha perplexidade, porque, se vão, não tinham de avisar, e, se colocaram no
jornal sem terem ido, é outra coisa esdrúxula. O SR. ONYX
LORENZONI (PFL – RS) – Peço
a palavra pela ordem, Sr. Presidente, só para encaminhar os trabalhos. O SR. PRESIDENTE
(Delcídio Amaral. PT – MS)
– Tem V. Exª a palavra. O SR. ONYX
LORENZONI (PFL – RS) – No
dia de ontem, fizemos um acordo depois de uma discussão, segundo o qual, logo
depois dos depoimentos que estão aprazados para a próxima semana,
deliberaríamos sobre o depoimento do Sr. Marcos Valério de Souza. Com os fatos
de ontem, principalmente os que foram posteriores à nossa decisão, a Srª Fernanda
Karina Ramos Somaggio, essa senhora que foi Secretária do Sr. Marcos Valério,
deu um depoimento importantíssimo ontem, a que todo o Brasil assistiu, e está
indo hoje refazer o seu depoimento na Polícia Federal, por conta de que havia
sofrido uma coação, segundo as palavras dela. Então, quero só chamar a atenção de V. Exª e
pedir também um pouquinho da atenção do nosso Relator. O Requerimento nº 175, entregue ontem à
noite, às 22 horas, à Secretaria da Comissão, solicita que, logo após o
depoimento do Sr. Marcos Valério de Souza – creio que de preferência deve ser
no mesmo dia –, ouçamos a Srª Fernanda Karina Ramos Somaggio, e, concluída a
oitiva dos dois, o Requerimento nº 176 propõe que a CPI faça uma acareação
entre o Sr. Marcos Valério e a Srª Karina Ramos Somaggio. Então, Sr. Presidente, chamo a atenção para
esses dois requerimentos. Solicito que, na próxima semana – quando for colocado
em deliberação, para se montar a pauta da semana posterior, já que haverá a
oitiva dos diretores e a de Roberto Jefferson, marcada para quarta-feira, e já
que, na terça-feira, vamos deliberar –, esses requerimentos sejam apreciados em
conjunto, dada a gravidade do depoimento concedido ao Brasil pela Srª Fernanda
Karina Ramos Somaggio. Cada vez, fixo mais a convicção, nobre e
competente Relator Osmar Serraglio, de que o Sr. Marcos Valério de Souza tem
muito a esclarecer a esta CPI e ao nosso País. O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) –
Obrigado, Deputado Onyx. Esse é o compromisso que assumimos ontem, na reunião
da Comissão Parlamentar de Inquérito. Senador Jefferson Péres, V. Exª é um regimentalista
excepcional. O SR. JEFFERSON PÉRES (PDT – AM) – Regimento é lei,
Sr. Presidente. O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) –
Gostaria de lembrar, até em função do que o Deputado Eduardo Paes também
considerou, que o inciso III do art. 107 do Regimento estabelece: “as comissões
parlamentares de inquérito reunir-se-ão em horário diverso do estabelecido para
o funcionamento das Comissões Permanentes”. Ontem estávamos preocupados exatamente com isso e marcamos
esta reunião para as nove horas da manhã, para não coincidir com a reunião da
CCJ às dez horas. O tema é controverso, mas queria apelar a V. Exª, Senador
Jefferson Péres, para o fato de que, como ontem já houve uma sessão
deliberativa e como hoje daremos continuidade à oitiva do Sr. Maurício Marinho,
até por uma questão de bom senso, tenhamos as condições necessárias para fazer
com que a CPI funcione. Nós já temos agenda para amanhã e para a próxima
semana, na terça, quarta e quinta-feira. Então, os trabalhos da CPI estão-se acelerando, e é muito
importante essa oitiva. Peço a V. Exª a habitual compreensão e o bom senso que
sempre pautou sua postura aqui no Senado Federal. O SR. HÉLIO COSTA (PMDB – MG) – Peço
a palavra pela ordem, Sr. Presidente. O SR. JEFFERSON PÉRES (PDT – AM) – Sr. Presidente, V.
Exª me permite usar da palavra, não para contraditar, mas para fazer uma
sugestão? O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) –
Pois não. O SR. JEFFERSON PÉRES (PDT – AM) – Além da questão
formal de que é uma infração ao Regimento, existe outra de ordem prática, que é
o fato de membros desta Comissão também serem membros da CCJ, onde haverá a votação de projetos importantes. Pergunto a V. Exª:
seria muito difícil um contato telefônico com o Senador Antonio Carlos
Magalhães, para que S. Exª iniciasse a reunião da Comissão às 11 horas? Isso poderia ser
feito mesmo que a nossa reunião fosse prorrogada, pela interpretação que V. Exª
dá ao Regimento, mesmo que a nossa reunião coincidisse com aquela. Mas, pelo
menos, essa é uma questão de ordem prática, para que, por exemplo, outros
possam deslocar-se até lá a partir das 11 horas, talvez depois de interrogar o
Sr. Marinho. O SR. PRESIDENTE
(Delcídio Amaral. PT – MS)
– Eu me comprometo a fazê-lo, Senador Jefferson Péres. Vou ligar agora para o
Senador Antonio Carlos Magalhães para avaliar com S. Exª a possibilidade de dar
início à CCJ às 11 horas, até porque os trabalhos aqui vão se estender por
quatro horas, cinco horas, muito provavelmente. Senador Fernando
Bezerra, o Deputado Maurício Rands apenas quer fazer uso da palavra. Depois,
passarei a palavra a V. Exª. O SR. MAURÍCIO
RANDS (PT – PE) – Sr.
Presidente, na reunião de ontem, esta Comissão deliberou a convocação de uma
lista enorme a partir de todos os requerimentos que aqui foram apresentados.
Penso que o Relator, Deputado Osmar Serraglio, foi muito feliz ao traçar um
roteiro e uma seqüência lógica daqueles convocados, a partir do fato específico
daquilo que tem elemento de comprovação, o que justificou a CPI. Temos de
seguir, em meu modo de ver, essa lógica, essa seqüência. O Deputado Onyx
Lorenzoni levanta a possibilidade de que V. Exª já disse ontem, que vai trazer
à deliberação da Comissão na próxima semana. Apenas queria, dialogando com o
Deputado Onyx Lorenzoni, com V. Exª, com o Relator e com os demais membros,
ponderar que devemos ter muito equilíbrio, porque só a aprovação ontem, à unanimidade,
do requerimento de convocação que abrangia todas as linhas de investigação
cogitáveis nesta Comissão já deixou muito claro que todos estamos imbuídos da
nossa responsabilidade de fazer investigação e de chamar para depor todas as
pessoas que possam esclarecer o fato certo e determinado, que é a denúncia de
corrupção na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, e qualquer fato
subseqüente relacionado com a denúncia nessa empresa. Temos de ter muito
cuidado, para não acharmos que, às vezes, para satisfazer ou interesses
políticos ou disputa política, devemos convocar todos os contratantes dessas
empresas. Para que cada empresa que tem contrato com a empresa dos Correios
aqui venha a depor, é preciso um nexo de causalidade, é preciso uma seqüência
lógica. E me parece que essa seqüência lógica que está mencionada pelo Relator
respeita os fatos. Essa deliberação de alteração dessa seqüência, como V. Exª
já disse, vai ser feita amanhã. Insisto que nós,
inclusive o Congresso Nacional, requeremos, para investigar denúncias de
mensalão, denúncias de compra de votos de Parlamentares, duas CPIs, pelo menos,
já protocolizadas, com assinaturas suficientes. Parece-me que não
há nenhuma impropriedade no fato de que esta Comissão venha a ouvir pessoas que
estão envolvidas muito mais nas denúncias que cairiam no objeto certo e
determinado das demais Comissões, mas, para que essas pessoas venham, pulando
uma seqüência natural e lógica de um roteiro estabelecido pelo Relator, é
preciso que isso fique bem demonstrado. Então, vamos ter
muito cuidado. Já no início desta Comissão, o Presidente, o Relator e todos os
membros estão imbuídos, e assim demonstraram pelo seu voto, que querem
investigar a fundo. Mas vamos investigar respeitando a seqüência lógica dos
fatos. Não vamos investigar para fazer notícia, para fazer disputa política,
para atropelar essa ordem natural da investigação da CPI. O SR. () – Peço a palavra para contraditar, Sr.
Presidente. Quero apenas fazer um esclarecimento ao Plenário. Quero apenas
caracterizar... O SR. FERNANDO
BEZERRA (PTB – RN) – Sr.
Presidente, eu já havia pedido a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE
(Delcídio Amaral. PT – MS)
– Tem a palavra, pela ordem, o Senador Fernando Bezerra, que a havia pedido
antes. O SR. FERNANDO
BEZERRA (PTB – RN) – Sr.
Presidente, ontem levantei aqui uma questão relativa à ordem de inscrição.
Ontem reclamei e disse que a grande maioria dos Srs. Deputados e dos Srs.
Senadores não tinha conhecimento da regra para inscrição e que, na Secretaria
da CPMI, logo pela manhã, havia sido aberta a inscrição sem que a grande
maioria soubesse. Queria cobrar do
Sr. Presidente que estabelecesse agora as regras. Por exemplo, uma hora antes
do início da reunião, na sala de reuniões, estaria a lista de inscrições
disponível. Uma outra sugestão
que dei, Sr. Presidente, para que não ficássemos colocando assessores para
tomar conta de lugares, é que fosse feito um sorteio para que Deputados e
Senadores tivessem aqui um lugar determinado, com uma placa com seu nome em
frente à sua cadeira, porque há uma enorme curiosidade, em termos do desenrolar
desta CPMI, e inúmeros Parlamentares que dela não fazem parte, jornalistas e
assessores vêm à sala e, muitas vezes, ocupam os lugares dos titulares da
Comissão. Propus que as
quatro primeiras filas fossem ocupadas – exatamente porque são 32 lugares –
pelos titulares, e as duas últimas, pelos Suplentes. Peço isso a V. Exª, mas
não agora. Agora, sim, poderia ser atendido o meu pedido em relação às
inscrições. Mas que, na próxima reunião, já se estabelecesse uma regra para a
questão do assento, para não se ficar nessa atitude quase infantil de busca de
um assento para as luzes das televisões, em que as primeiras filas são
disputadas aqui, às vezes, até de uma maneira que nos envergonha. Então, Sr.
Presidente, quero apenas ressaltar essa questão e pedir providências à Mesa,
para que faça valer essas duas regras. O SR. PRESIDENTE
(Maguito Vilela. PMDB – GO)
– Respondendo à questão de ordem de V. Exª, penso que já podíamos disciplinar
isso agora, em cadeiras pares e ímpares: as pares ficariam com os Senadores, e
as ímpares, com os Deputados. O nosso assessor vai disciplinar a numeração das
cadeiras. É uma providência muito importante e boa. Não é preciso ninguém ficar
preocupado. Ficaria a última para os Suplentes, Senadores e Deputados, na mesma
ordem, pares e ímpares. O SR. ONYX
LORENZONI (PFL – RS) – Mas
por ordem de chegada, não é Presidente? O SR. PRESIDENTE
(Maguito Vilela. PMDB – GO)
– Exatamente. Mas todos terão lugar assegurado. O SR. FERNANDO BEZERRA
(PTB – RN) – Propus um
sorteio. As ímpares – ou as pares, tanto faz – ficariam para os Senadores, e aí
seriam... O SR. PRESIDENTE
(Maguito Vilela. PMDB – GO)
– Exatamente. O SR. FERNANDO
BEZERRA (PTB – RN) –
...numeradas as 32 cadeiras, com os nomes de cada um, para que soubéssemos onde
vamos sentar. O SR. PRESIDENTE
(Maguito Vilela. PMDB – GO)
– Exatamente. Isso será feito imediatamente. Qual é a outra
questão de ordem? (Pausa.) A Presidência
informa ao Senador Jefferson Péres que o Presidente Antonio Carlos Magalhães
atendeu ao pedido de V. Exª e passará a reunião daquela Comissão para as 11
horas. Senador Fernando
Bezerra, a segunda questão de ordem foi relativa à disponibilidade da lista. O SR. FERNANDO
BEZERRA (PTB – RN) – Uma
hora antes do início da sessão, na sala de reuniões. O SR. PRESIDENTE
(Maguito Vilela. PMDB – GO)
– Exatamente. Eu levarei ao conhecimento do Presidente. O SR. FERNANDO
BEZERRA (PTB – RN) – Vai
valer o relógio da parede aqui! O SR. PRESIDENTE
(Maguito Vilela. PMDB – GO)
– Todos concordam? O SR. () – Sem sorteio. O SR. PRESIDENTE
(Maguito Vilela. PMDB – GO)
– Exatamente. O SR. () – Sr. Presidente, Senador Maguito
Vilela, pondero que há uma norma regimental que diz que as inscrições devem ser
feitas na Mesa da sala de reunião. O SR. PRESIDENTE
(Maguito Vilela. PMDB – GO)
– O que S. Exª está pedindo é que sejam feitas uma hora antes. O SR. () – A minha indagação ao Senador
Fernando Bezerra é se a sua sugestão é para que sejam feitas aqui na Mesa. Não
é isso? Para não ficarmos procurando salas lá embaixo... O SR. PRESIDENTE
(Maguito Vilela. PMDB – GO)
– Vamos resolver esse problema. Concedo a palavra ao Deputado Onyx Lorenzoni. O SR. ONYX
LORENZONI (PFL – RS) – Sr.
Presidente, o Deputado Maurício Rands, um Parlamentar por quem tenho imenso
respeito, pela sua qualificação e pela seriedade com que conduz o seu mandato,
fez algumas referências à proposta que apresentei. Mas quero dizer que a
proposta feita pelos Requerimentos nºs 175 e 176, que tratam do depoimento de
Fernanda Karina Somaggio e de Marcos Valério, com uma posterior acareação – e
bato nessa tecla, pois penso que é indispensável a acareação dessas duas
testemunhas –, já está aprovada pelo roteiro do Relator. O nobre Relator já
previu a convocação tanto do Marcos Valério quanto da Fernanda Karina. A única coisa que defendi – e, inclusive,
peço apoio a essa atitude ao nobre Relator Osmar Serraglio – era que, logo após
concluído aquilo com que já concordamos aqui, na próxima semana, tomássemos a
decisão de trazer o Marcos Valério, cuja convocação já está aprovada por
unanimidade, e a Fernanda Karina e que, logo depois, promovêssemos a acareação,
que, tenho certeza, esclarecerá fatos importantíssimos sobre a CPI dos Correios
e as suas conexões correlatas. O SR. EDUARDO PAES (PSDB – RJ) – Sr. Presidente, peço a
palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Pela ordem,
tem a palavra o Deputado Eduardo Paes. O SR. EDUARDO PAES (PSDB – RJ) – Sr. Presidente, penso que
esse debate não se dará neste momento. Mas, ontem, quando a Srª Fernanda Karina
– acho que é esse o nome dela – deu a sua entrevista no “Jornal Nacional”, nós,
da Comissão, estávamos em reunião. Eu não tinha visto a entrevista dela. É uma
entrevista muito contundente, e, inclusive, ela faz referência a licitações nos
Correios. Ela disse que a festa, no dia da licitação, já estava pronta, à
noite, antes de se saber o resultado. Essa é a declaração dela. Ontem mesmo, Deputado Maurício, havia o
entendimento dos membros da Comissão, do Sr. Presidente e do Sr. Relator, no
sentido de que ouvíssemos os Diretores dos Correios, o Deputado Roberto
Jefferson e até o Sr. Marcos Valério. Em razão do depoimento de ontem, das
declarações dela e do depoimento que ela dará à Polícia Federal hoje, parece-me
que está coberto de razão o Deputado Onyx. Mas penso que essa é uma decisão
também para ser tomada, e podemos tomar essa decisão – e o Presidente e o
Relator, certamente, terão essa interpretação. Penso que fica aqui a percepção
de que ela tem informações importantes para passar a esta Comissão, as quais
poderão ajudar, e muito, nossos trabalhos. E a acareação é algo importante,
como sugere o Deputado Onyx Lorenzoni. Portanto, manifesto o apoio do PSDB ao
requerimento. O SR. JAMIL MURAD (PCdoB – SP) – Sr. Presidente, peço a
palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Tem a palavra
o Deputado Jamil Murad. O SR. JAMIL MURAD (PCdoB – SP) – Sr. Presidente, eu me sinto
prejudicado nos meus propósitos aqui. Tenho a missão de fazer esclarecimento
dessa corrupção nos Correios, mas, ontem, por intervenção de Colegas – que têm
todo o direito de fazê-lo –, evitou-se que fosse exposto aqui o que seria
reproduzido para o Brasil, ou seja o que o Sr. Maurício Marinho disse numa fita
gravada, num momento em que estava descontraído e não estava planejado para
mentir. Ele disse que agia nos Correios sob as ordens do Deputado Roberto
Jefferson, que lhe dá cobertura, fala com ele, não manda recado. Ele dizia: “Eu
não faço nada sem consultar o Deputado Roberto Jefferson. Tem vez que ele vem
do Rio de Janeiro só para acertar um negócio”. Então, Sr. Presidente, precisávamos ouvir
aquela fita, para a opinião pública brasileira retomar... O SR. () – Isso é matéria vencida, Sr. Presidente. Vamos avante! O SR. JAMIL MURAD (PCdoB – SP) – Sr. Presidente, o Sr.
Maurício Marinho se colocou aqui como acusador, livrou a cara do Deputado
Roberto Jefferson e acusou o PT. É a mesma tática, a mesma técnica usada pelo
Deputado Roberto Jefferson. Quero esclarecer a verdade. Se só ficarmos submissos
à técnica do Roberto Jefferson, não vamos esclarecer... O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputado Jamil
Murad, as posições de V. Exª são muito claras, pertinentes. O Relator pediu a
palavra. Vou passar a palavra ao Relator, para darmos início aos trabalhos.
Temos muita coisa ainda a fazer hoje. O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Sr.
Presidente, ontem, em virtude do horário em que iniciamos os trabalhos, em
virtude de todos os debates que se estabeleceram no início da reunião, foi
entendido como oportuno que não se passasse o vídeo. Como são 15 minutos, estou
solicitando a V. Exª que permita que isso seja feito, para que o apresentemos
agora, enquanto os nossos Parlamentares chegam. Que passemos o vídeo, que já
está pronto e disponível, para que todos tenham uma noção mais clara dos fatos
que estamos investigando. O SR. CÉSAR BORGES (PFL – BA) – Sr. Presidente, peço a
palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Senador César
Borges... O SR. CÉSAR BORGES (PFL – BA) – Foram muitas horas de
discussão no dia de ontem, e não vamos retornar a isso. Se for passar quinze
minutos, que se passe a fita inteira! Então, vamos retornar à questão, porque a
edição... O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Senador César
Borges, eu gostaria só de ponderar que esse é um pedido do Relator. O Relator é
uma pessoa de fundamental importância nessas averiguações. S. Exª me garantiu
aqui que é uma fita de 15 minutos. Peço a paciência de V. Exªs, para darmos
continuidade à oitiva do Sr. Marinho. O SR. NÉLIO DIAS (PP – RN) – Sr. Presidente, peço a palavra
pela ordem. O SR. CÉSAR BORGES (PFL – BA) – Sr. Presidente, todos já têm a
degravação da fita, sabem das declarações; muitos assistiram detalhadamente à
fita. Mas assistir a uma edição feita pelo Relator... É uma questão muito
pessoal do Relator, e respeito a posição dele... O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Senador César
Borges, vou encerrar... O SR. CÉSAR BORGES (PFL – BA) – Mas isso foi fornecido ontem.
Estamos andando para trás, Sr. Presidente! O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Não podemos
mais continuar a postergar, por meio de debates, esta reunião de hoje. Solicito
a apresentação da fita, os 15 minutos, e aí trago para depor o Sr. Marinho. O SR. NÉLIO DIAS (PP – RN) – Sr. Presidente, peço a palavra
pela ordem. O SR. SÉRGIO GUERRA (PSDB – PE) – Sr. Presidente... O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – O Relator está
sugerindo, e solicito a vinda do Sr. Marinho para assistir aos 15 minutos de
apresentação. O SR. NÉLIO DIAS (PP – RN) – Sr. Presidente, peço a palavra
pela ordem. O SR. SÉRGIO GUERRA (PSDB – PE) – Sr. Presidente... O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Pela ordem, tem
a palavra o Deputado Nélio Dias. O SR. SÉRGIO GUERRA (PSDB – PE) – E, depois, o Senador Sérgio
Guerra, Sr. Presidente. O SR. NÉLIO DIAS (PP – RN) – Sr. Presidente, eu queria
perguntar se esta é a continuação da reunião de ontem. O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – É a continuação
da reunião de ontem. O SR. NÉLIO DIAS (PP – RN) – Então, estamos passando a
decidir uma nova reunião. A continuação seria o depoente estar aí e a gente já
estar interrogando-o. O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputado Nélio
Dias, essa é uma prerrogativa do Relator e do Presidente. O Relator me
solicitou isso, e vou atendê-lo. O SR. NÉLIO DIAS (PP – RN) – Tudo bem, mas vai abrir nova
discussão depois da... O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Não, é a
seqüência natural, Deputado Nélio Dias, que já foi estabelecida ontem, que foi
interrompida com as perguntas do Deputado Antonio Carlos Magalhães Neto. Quero só registrar, aproveitando a
oportunidade, que o Deputado Nélio Dias votou também pelo “sim”, ontem, na
proposta relativa aos requerimentos. O SR. SÉRGIO GUERRA (PSDB – PE) – Sr. Presidente, qualquer que
seja o encaminhamento que o Senador Delcídio Amaral venha a dar a essa questão
– e parece que está dando –, terá seguramente a nossa concordância. Mas
pondero, Sr. Presidente, que o Relator já fez a sua inquirição ao depoente, e
não foi uma inquirição breve, foi bastante longa. Todos nós discutimos ontem, à
exaustão, a síntese da chamada degravação do depoente, da famosa gravação que
produziu todo esse tumulto. Há um consenso de que, se é para ouvir
gravação, devemos ouvir a gravação inteira. Então, ouvir essa gravação me
parece cabível, mas por que não fazer isso depois? Por que não continuamos a
ouvir a palavra de quem está depondo, que não devia ser interrompida? Não devia
ser interrompida. Eu, pessoalmente, era a favor de que ela continuasse ontem.
Vamos ouvir a palavra do depoente, continuar com o debate do que ele afirmou e,
se houver necessidade, ouvir 15 minutos ou a fita inteira, como me parece mais
plausível, até porque o ponto de vista do Relator é relevante, mas é igual ao
nosso, na medida em que tanto S. Exª como qualquer um de nós pode ter sobre
essa fita uma determinada opinião. Então, eu queria ponderar isso ao Presidente
e ao Relator. Quero dizer que reconheço e acredito firmemente nos propósitos do
Relator dessa matéria. S. Exª passa essa convicção, é uma pessoa qualificada, e
acho que estamos num bom caminho. Mas não é um bom precedente voltarmos agora a
uma discussão que já foi encerrada ontem. De toda maneira, se for essa a sua
decisão, será francamente acatada, mas considero equivocada. O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Senador Sérgio
Guerra, entendo as ponderações de V. Exª, mas, por solicitação do Relator da
Comissão, eu gostaria de apresentar o vídeo, os 15 minutos. Até em função dos
comentários do Relator, algumas coisas vão ficar muito claras, contradições vão
ficar muito claras com relação ao depoimento do Sr. Marinho na reunião de
ontem. O SR. () – Sr. Presidente, se V. Exª me
permite, eu queria solicitar ao Relator apenas que, ao final desta semana, S.
Exª pudesse fazer um quadro comparativo da íntegra da fita, portanto, 1 hora e
54 minutos, com a íntegra do depoimento do Sr. Maurício Marinho. Já que V. Exª
decidiu, vamos acatar e assistir à fita. É importante que todas as contradições
sejam expostas e que sejam oferecidas a conhecimento público. Peço que o Relator,
por favor, faça esse trabalho e que possa disponibilizá-lo na semana que vem
para os membros da CPI. O SR. PRESIDENTE
(Delcídio Amaral. PT – MS)
– Muito bem, Deputado Antonio Carlos Magalhães Neto. Faremos a exposição
de quinze minutos, depois retomamos a oitiva começando pelo Deputado Onyx
Lorenzoni. (Audiência da fita.) O SR. JEFFERSON
PÉRES (PDT – AM) – Sr.
Presidente, é inútil assistir. Só tem imagem; não estamos ouvindo. O SR. PRESIDENTE
(Delcídio Amaral. PT – MS)
– Peço que suspendam a transmissão. Eu não sabia da qualidade do som.
Começaremos agora a série de perguntas pelo Deputado Onyx. O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB - PR) – Sr.
Presidente, peço um esclarecimento. Recebemos essa edição feita pela técnica do
Senado ontem à tarde. Evidentemente, eu sequer tive acesso, quero esclarecer, a
essa parte que eles excluíram e montaram a parte que iria ser transmitida.
Penitencio-me. Evidentemente, questionei ainda ontem. Disseram-me que seria
audível. De qualquer modo,
solicitarei, como Relator, que providenciem, ainda que seja para outra
oportunidade, algo que seja possível de ser apresentado aos ilustres
Parlamentares da Comissão. O SR. PRESIDENTE
(Delcídio Amaral. PT – MS)
– Passo a palavra ao Deputado Onyx. Penso que a questão dos lugares já ficou
bem estabelecida, Senador Fernando Bezerra. E nós vamos fazer, para não ter
aquela correria nas inscrições, por sugestão do Deputado Henrique Fontana, que
é muito sensata, alternar Governo e Oposição, Oposição e Governo, porque aí
fica uma coisa bem lógica e bem sensata e sempre por ordem de chegada. O SR. () – Sr. Presidente, a lista de hoje será
respeitada? O SR. PRESIDENTE
(Delcídio Amaral. PT – MS)
– Será cumprida. A lista de hoje, não... Para as próximas reuniões. O SR. () – Pela ordem, Sr. Presidente. O Relator
deve ter a transcrição da fita, porque tem muitas contradições. Queria que
entregassem uma cópia para nós, porque o que ele falou aqui, o Sr. Maurício
Marinho, é muito diferente do que ele fez e foi filmado, foi flagrado. O SR. PRESIDENTE
(Delcídio Amaral. PT – MS)
– Nós enviaremos, Deputado, a degravação dessa fita para todos os Parlamentares
da Comissão. Com a palavra o
Deputado Onyx. O SR. SÉRGIO
GUERRA (PSDB – PE) –
A única ordem plausível é ouvir o depoimento, conforme V. Exª instruiu. Já
estamos aqui, pelo menos tive a informação do Senador Alvaro Dias, há quarenta
minutos... O SR. ALVARO
DIAS (PSDB – PR) – Uma
hora. O SR. SÉRGIO
GUERRA (PSDB – PE) –
... há uma hora nessa discussão. Vamos ouvir o depoimento que já começou e não
foi concluído. O SR. ALVARO
DIAS (PSDB – PR) – Sr.
Presidente, aproveito para fazer um apelo na defesa de V. Exª. É muito difícil
presidir uma Comissão desta forma. O Presidente não pode adivinhar qual é a
questão de ordem solicitada. Na realidade, não são questões de ordem; são
pronunciamentos que, inclusive, passam para trás os inscritos. Perdemos um
tempo precioso aqui, Sr. Presidente. Estamos começando os trabalhos desta CPMI.
Não vamos nos desmoralizar com discussões inúteis. Estamos, há quarenta
minutos, discutindo inutilmente. Ou assumimos uma postura de responsabilidade,
ou vamos nos desmoralizar. V. Exª democraticamente ouve a todos, concede a
palavra a todos, mas temos de ter autocensura, não podemos fazer um papel
ridículo nesta Comissão Parlamentar de Inquérito. O SR. PRESIDENTE
(Delcídio Amaral. PT – MS)
– Muito bem, Senador Alvaro Dias. Com a palavra o
Deputado Onyx Lorenzoni. O SR. ONYX
LORENZONI (PFL – RS) – Sr.
Presidente, de maneira objetiva, gostaria de conduzir o meu questionamento ao
depoente, fazendo a pergunta, trinta segundos para a pergunta, até menos, e a
resposta imediata do depoente. Não pretendo ouvir discurso, quero ouvir
respostas. O depoente está aqui para responder, não está aqui para discursar. Queria lhe fazer
uma pergunta, a primeira delas: O senhor, se visse na tela, ali, agora, um
servidor público pegar R$3.000,00 e colocar no bolso, o senhor diria que aquilo
é um comportamento correto ou incorreto? Lícito ou ilícito? O SR. MAURÍCIO
MARINHO – Sr. Deputado,
decorrente do que aconteceu e que já foi explicado ontem, e está na gravação,
não vejo nenhuma incorreção. Aquilo, para mim, não é um ato corrupto, não
existe empresa. O SR. ONYX
LORENZONI (PFL – RS) – Bom,
obrigado. Já estou satisfeito. Penso que, de maneira clara, o senhor estabelece
que esse tipo de comportamento para o senhor é correto. Correto? Eu acho que é
incorreto. E assim como temos problemas de corrupção na área política, também
temos problemas graves de corrupção na área técnica, porque o que diferencia as
pessoas não é se ela tem uma atuação técnica ou uma atuação política, o que
diferencia as pessoas é se elas são corruptas ou não são corruptas, se elas são
éticas ou não são éticas, se elas têm padrões morais sérios ou se elas não têm
padrões morais. O senhor confirma
que todos os contratos de âmbito nacional passaram pelo departamento que o
senhor chefiava? O SR. MAURÍCIO
MARINHO – Não. O SR. ONYX
LORENZONI (PFL – RS) –
Quais os órgãos envolvidos diretamente no processo licitatório dentro dos
Correios? O SR. MAURÍCIO
MARINHO – Em primeiro
lugar, o órgão demandante, uma das sete áreas já ditas ontem, onde se inicia o
processo; em segundo lugar, o termo de referência feito pelo departamento de
contratação; em terceiro lugar, o comitê de análise de compras estratégicas dos
Correios; em quarto lugar, a diretoria demandante e o presidente, que autoriza
a abertura do processo licitatório; em quinto lugar, a execução, que chamamos,
é a pregoeira e a CPL; em sexto lugar, a homologação do contrato pela diretoria
colegiada, que é solidária; em sétimo lugar, a assinatura do contrato e a
chancela pelo departamento jurídico; em oitavo lugar, retorna ao Decam para
gestão administrativa do contrato. O SR. ONYX
LORENZONI (PFL – RS) –
Quais os limites de competência para autorização, homologação e assinatura de
contrato? O SR. MAURÍCIO
MARINHO – Até R$80 mil,
isso é documento básico da organização. Cabe ao chefe da divisão que requisita
o material e assinatura do chefe do departamento requisitante. Entre R$80 mil e
R$650 mil, a assinatura é sempre de duas pessoas: o chefe do departamento e o
diretor da área correspondente à demanda. O SR. ONYX
LORENZONI (PFL – RS) – Era
essa faixa que o senhor e o seu setor operava? O SR. MAURÍCIO
MARINHO – Justo. Todos os
departamentos. O SR. ONYX
LORENZONI (PFL – RS) –
Compras, aquisições entre R$80 e R$650 mil? O SR. MAURÍCIO
MARINHO – Justo. Acima de
R$650 mil é de exclusividade do diretor da área demandante e do Sr. Presidente
da ECT. Isso para os processos de licitações normais. Os casos de
inexigibilidade e comissões especiais de licitação são exclusivos da diretoria
colegiada. O SR. ONYX
LORENZONI (PFL – RS) –
Quais os principais objetos de licitação pertinentes a cada área? O SR. MAURÍCIO
MARINHO – Bom, são sete
áreas na organização. Na presidência, o foco maior é a parte relativa à
publicidade, à propaganda, a patrocínios, à participação de eventos internos e
externos, que, como disse ontem, é vinculado à presidência, ao departamento de marketing
e à Secretaria de Comunicação aqui do Governo Federal, a Secom. O SR. ONYX
LORENZONI (PFL – RS) – O
senhor mostrou, ontem, que é muito bem informado, apesar de negar uma série de
fatos. Mas quando o senhor descrevia todo e qualquer fato, o senhor ia às
minúcias, aos detalhes. Quanto do orçamento
da ECT, quanto é o volume que está afeto à Presidência para contratações dessa
ordem? V. Sª tem um número? O SR. MAURÍCIO
MARINHO – Não tenho esses
números. Tenho só da minha área, que é da área de administração, material de
consumo. Por exemplo, ano passado, foi em torno de R$80 milhões para ser
aplicado em material de consumo em todo o Brasil. Quanto às demais áreas, não
tenho conhecimento do número, do valor total do orçamento, que é verba de
custeio e de investimento. O SR. ONYX
LORENZONI (PFL – RS) –
Quanto à área de propaganda e publicidade que está afeta à Presidência, isso
sempre foi assim nos Correios ou foi uma modificação da atual gestão ou sempre
estiveram na alçada da Presidência esses contratos? O SR. MAURÍCIO
MARINHO – Não, antigamente
nos Correios...Eu estou falando pelo tempo de serviço que tenho. O SR. ONYX
LORENZONI (PFL – RS) –
Exatamente. O SR. MAURÍCIO
MARINHO – Antigamente, a
Diretoria de Administração concentrava todos os contratos... O SR. ONYX
LORENZONI (PFL – RS) –
A sua concentrava todos? O SR. MAURÍCIO
MARINHO – A Diretoria de
Administração. Eu sou chefe de departamento. O SR. ONYX
LORENZONI (PFL – RS) – A
quem V. Sª estava subordinado, ao Sr. Antonio Osório? O SR. MAURÍCIO
MARINHO – Sim, antigamente.
Creio que antes de 2002 ou 2001, alguma coisa assim, isso era totalmente
coordenado pela Diretoria de Administração. O SR. ONYX
LORENZONI (PFL – RS) –
Até 2002? O SR. MAURÍCIO
MARINHO – Mais ou menos.
Não tenho certeza da data para precisá-la. O SR. ONYX
LORENZONI (PFL – RS) –
Depois que mudou a gestão com certeza modificou-se? O SR. MAURÍCIO
MARINHO – Modificou-se. O SR. ONYX
LORENZONI (PFL – RS) –
Com a nova gestão, esse procedimento ficou afeto à Presidência da ECT? O SR. MAURÍCIO
MARINHO – À Presidência da
ECT, essa parte relativa à publicidade e propaganda. A parte de transportes,
aquisição de equipamentos e veículos ficou afeta à área de operações. Conforme
disse ontem, tecnologia, rádio, software, desenvolvimento, obras de
engenharia e manutenção são áreas afetas especificamente à área de tecnologia,
à coordenação da área de tecnologia. A parte de pessoal, treinamento,
desenvolvimento, tíquete-refeição e saúde, à Diretoria de Recursos Humanos. À
Diretoria Financeira, especificamente os dados contábeis, aplicações
financeiras, recebimentos e pagamentos. Não me lembro de
outra diretoria. A Diretoria Comercial trabalha especificamente focada na rede
de atendimento, agências próprias, agências franqueadas, contrato do Banco
Postal, Correio Híbrido Postal, Central de Atendimento a Clientes e outros
contratos que envolvem a clientela dos Correios. O SR. ONYX
LORENZONI (PFL – RS) –
A parte de operações é que cuidava dos transportes? Quer dizer, esse contrato
de Skymaster está nessa diretoria? O SR. MAURÍCIO
MARINHO – Sim. Para todo
contrato de transporte existe uma divisão de contratação dentro da Diretoria de
Operações. Ela não passa pela área de administração. A área de administração
ficou especificamente com material de consumo e móveis administrativos. Os
demais foram separados. O SR. ONYX
LORENZONI (PFL – RS) –
Todos os processos de licitação estão centralizados na Dirad? O SR. MAURÍCIO
MARINHO – Não, eles passam
pela Comissão Permanente de Licitação e pela Pregoeira. Quando se trata da
Comissão Especial de Licitação, é definida por portaria do Presidente da ECT. O SR. ONYX
LORENZONI (PFL – RS) –
As inexigibilidades, os processos emergenciais e as comissões especiais de
licitação são de exclusividade da Dirad? O
SR. MAURÍCIO MARINHO – Não.
São específicos de cada área e dependem do objeto. Se o objeto é publicidade e
propaganda, é com a Presidência; se é transportes, é com a área de operações;
se é tecnologia, é com a Diretoria de Tecnologia. Mas tudo isso é decido pela
Diretoria Colegiada. Não cabe especificamente ao diretor. A Diretoria Colegiada
é solidária. O
SR. ONYX LORENZONI (PFL –
RS) – Mas isso não tinha que passar pela Dirad? Não era tomada a
decisão, iniciado o processo? Esse processo não tinha que transitar pela sua...
para fazer a instrução, para orientação? O
SR. MAURÍCIO MARINHO – Não.
Inexigibilidade e comissão especial, pela documentação e norma interna da ECT,
cabem a cada diretoria de área. Isso não passa pela Dirad. O
SR. ONYX LORENZONI (PFL –
RS) – A Dirad somente participava no momento da decisão colegiada? O
SR. MAURÍCIO MARINHO –
Colegiada. O
SR. ONYX LORENZONI
(PFL – RS) – Ela era ouvida para a decisão colegiada? O SR. MAURÍCIO MARINHO – Todos os diretores. A diretoria é
solidária. O SR. ONYX LORENZONI (PFL – RS) – E ela poderia colocar algum
empecilho ou ela poderia ser um facilitador do trânsito em algum desses
processos licitatórios? Ela teria peso para embargar ou peso para ajudar a que
transitasse? O SR. MAURÍCIO MARINHO – Todo e qualquer diretor nesse mesmo nível
teria este poder, retirar um processo... O SR. ONYX LORENZONI (PFL – RS) – A princípio, estaria na
possibilidade do diretor da Dirad poder acelerar ou retardar um processo? O SR. MAURÍCIO MARINHO – A qualquer diretor. O SR. ONYX LORENZONI (PFL – RS) – A princípio. O SR. MAURÍCIO MARINHO – É. Em princípio, todos eles têm o mesmo
poder. O SR. ONYX LORENZONI (PFL – RS) – OK. Qual ou quais os meios
utilizados pela ECT para dar transparência aos processos licitatórios? O SR. MAURÍCIO MARINHO – Bom, através da publicidade no Diário
Oficial da União, nos jornais de principal circulação e todos os processos,
mesmo em andamento, estão disponíveis na Internet, nas três funcionalidades, na
página dos Correios. O SR. ONYX LORENZONI (PFL – RS) – Quais as soluções adotadas na
gestão dos senhores que poderiam prejudicar ou prejudicaram determinados
fornecedores? O SR. MAURÍCIO MARINHO – A partir do mês de setembro, houve a
divisão do Departamento de Contratação, o estudo, separando materiais de compras
e contratações – foi uma primeira medida –, a criação de uma divisão de gestão
de contratos, separando materiais de serviços, e a criação da divisão de gestão
de fornecedores. A partir dessa divisão, realmente, nós sentimos que havia um
certo desconforto porque a divisão de gestão... ela tinha por obrigação
trabalhar através daquilo que eu chamei ontem e falei do Prodfor, que é a
pré-qualificação de fornecedores, o desenvolvimento de novos fornecedores,
indicador de desempenho, avaliação de fornecimentos. Então, em cima disso, a
gente percebe que ficaria mais difícil a participação simplesmente de um
representante, ou de uma empresa ou de um fornecedor que teria mais de uma
pessoa, ou representando dentro de um processo licitatório. Correto? Então, a
pré-qualificação visava muito isso. O SR. ONYX LORENZONI (PFL – RS) – Na fita, o senhor afirma que
todos os processos passavam pelo senhor. A frase é, e o Relator pode me ajudar,
“a parte legal dos contratos” era com o senhor. O senhor falou a verdade na
fita ou o senhor falou a verdade agora? O SR. MAURÍCIO MARINHO – Estou falando a verdade aqui, como eu
assumi o compromisso ontem. Na fita, falei coisas que não são verdades. Muitas
das coisas que eu falei são verdades, muitas das coisas não são verdades, mas o
que eu assumi o compromisso, aqui eu estou falando a verdade, tá? Na fita... O SR. ONYX LORENZONI (PFL – RS) – Então, o senhor reafirma que
está falando a verdade agora? O SR. MAURÍCIO MARINHO – Agora. O SR. ONYX LORENZONI (PFL – RS) – O senhor aceitaria ser
submetido a um detector de mentiras? O SR. MAURÍCIO MARINHO – Aceitaria. O SR. ONYX LORENZONI (PFL – RS) – O senhor teve algum contato,
recomendação, sugestão do Sr. Sílvio Pereira, para dar algum atendimento
especial ou viabilizar a aceleração de algum processo que fosse do interesse do
Sr. Sílvio Pereira? O SR. MAURÍCIO MARINHO – Em nenhum momento. O SR. ONYX LORENZONI (PFL – RS) – O senhor é um homem muito bem
informado, como nós já vimos, ao longo
do dia de ontem. Inclusive detalhes do tipo de um envelope, a forma como o
envelope chegou, o tempo que o envelope ficou, contendo uma fita... O SR. MAURÍCIO MARINHO – Sim, senhor. O SR. ONYX LORENZONI (PFL – RS) – Na ECT, havia conversas em
relação à ligação de Mauro Dutra, da Novadata, à relação de amizade com o
Presidente Lula? O senhor tinha conhecimento? isso era comentado dentro da
empresa pelos funcionários, no que diz respeito a resultados de licitações, a
concorrências que foram vencidas por essa empresa? Em algum momento, o senhor
testemunhou, ouviu isso a respeito dessa ligação de Mauro Dutra com Lula e as
ações da Novadata dentro da empresa? O SR. MAURÍCIO MARINHO – Dentro da empresa, em nenhum momento. O SR. ONYX LORENZONI (PFL – RS) – Quais eram as empresas que
detinham a conta de publicidade dos Correios? O SR. MAURÍCIO
MARINHO – Eu não tenho
conhecimento da... São três empresas. O SR. ONYX
LORENZONI (PFL – RS) – De
qual o senhor se lembra? O SR. MAURÍCIO
MARINHO – Da que saiu no
jornal ontem ou anteontem, que é a SMP&B, algo assim. Eu não conheço. A
licitação foi coordenada pela própria Presidência. Eu não tenho acesso. O SR. ONYX
LORENZONI (PFL – RS) – E
essa licitação foi feita em que ano? O senhor lembra? O SR. MAURÍCIO
MARINHO – Foi feita, se não
me falha a memória, em agosto ou setembro do ano passado. O SR. ONYX
LORENZONI (PFL – RS) –
Agosto ou setembro do ano passado. Em 2004? O SR. MAURÍCIO
MARINHO – Em 2004. O SR. ONYX
LORENZONI (PFL – RS) – O
senhor lembra o valor? O SR. MAURÍCIO
MARINHO – Não, senhor. O SR. ONYX
LORENZONI (PFL – RS) – Não
lembra. Houve termos aditivos de agosto do ano passado para cá? O SR. MAURÍCIO
MARINHO – Não. A gestão
administrada desses contratos não pertence a nós. Não temos conhecimento. O SR. ONYX
LORENZONI (PFL – RS) – E
uma das empresas... Foram quantas empresas? O SR. MAURÍCIO
MARINHO – A informação que
temos é que seriam três empresas vencedoras. O SR. ONYX
LORENZONI (PFL – RS) – E
qual é a que o senhor conhece? O SR. MAURÍCIO
MARINHO – A que ouvi pela
imprensa é a SMP&B, algo assim. Não conheço nenhuma das três. O SR. ONYX
LORENZONI (PFL – RS) – O
senhor conhece o Sr. Marcos Valério? O SR. MAURÍCIO
MARINHO – Não. O SR. ONYX
LORENZONI (PFL – RS) – A
empresa Skymaster tem como um de seus clientes a ECT. O contrato foi assinado
na sua gestão? O SR. MAURÍCIO
MARINHO – Não. O SR. ONYX
LORENZONI (PFL – RS) – Ele
transitou pela sua diretoria? O SR. MAURÍCIO
MARINHO – Ele não tramita
pela Diretoria de Administração. Existe uma Divisão de Gestão de Contrato na
própria Diretoria de Operações. A instrução e a gestão do contrato são
específicas da Diretoria de Operações. Não temos nenhum conhecimento de
contrato de transporte. Não passa pela Diretoria de Administração. O SR. ONYX
LORENZONI (PFL – RS) – A
definição final só passou pelo colegiado da diretoria? O SR. MAURÍCIO
MARINHO – Aí, certeza
absoluta. O SR. ONYX
LORENZONI (PFL – RS) – Como
funciona o contrato da Skymaster? O SR. MAURÍCIO
MARINHO – Não tenho
conhecimento. É só a Diretoria de Operações que faz toda a gestão operacional e
administrativa. O SR. ONYX
LORENZONI (PFL – RS) –
Havia exclusividade dessa empresa ou era partilhado esse contrato? O SR. MAURÍCIO
MARINHO – Não tenho
conhecimento. O SR. ONYX
LORENZONI (PFL – RS) – Na
gravação, o senhor afirma que as seis diretorias dos Correios foram indicadas
pelo PT, pelo PTB e pelo PMDB. Quem fez as nomeações? Quem viabilizou as
nomeações? Não me refiro a quem estava lá, a quem foi indicado ou a quem
indicou. Quem fez as nomeações? O SR. MAURÍCIO
MARINHO – As nomeações são
feitas por meio do Ministério e publicadas no Diário Oficial, como o
diretor da empresa. Agora, o acerto, quem vai ocupar qual diretoria, isso é
definido aqui no Planalto mesmo. Não sei qual é o órgão. A informação que temos
é que é via Casa Civil. O SR. ONYX
LORENZONI (PFL – RS) – A
informação que o senhor tem... O SR. MAURÍCIO
MARINHO – Dentro da
empresa. O SR. ONYX
LORENZONI (PFL – RS) – ...
é que a definição vem através... O SR. MAURÍCIO
MARINHO – Da Casa Civil.
Qual é o diretor que vai ocupar que pasta. O SR. ONYX
LORENZONI (PFL – RS) –
Então, não é o Ministro. O Ministro faz a indicação, a confirmação da nomeação.
Segundo o que o senhor sabe, dentro da ECT, vinha de onde, por favor? O SR. MAURÍCIO
MARINHO – Da Casa Civil. O SR. FERNANDO
BEZERRA (PTB – RN) – Sr.
Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. ONYX
LORENZONI (PFL – RS) – Logo
no início da degravação, o senhor declara que o PT não queria perder a
diretoria de tecnologia. O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Pela ordem,
Senador Fernando Bezerra. Por favor, Deputado Onyx Lorenzoni O SR. FERNANDO
BEZERRA (PTB – RN) – Sr.
Presidente, o Regimento da Casa estabelece prazo, e já se passaram quinze
minutos de inquirição. Há 25 pessoas. Ou V. Exª estabelece um prazo ou... O SR. PRESIDENTE
(Delcídio Amaral. PT – MS)
– Eu gostaria... O SR. ONYX
LORENZONI (PFL – RS) –
Estou encaminhando para o final, Sr. Presidente. O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Ontem,
democraticamente e de maneira transparente, insisti e pedi o bom senso dos
Parlamentares para que limitemos o tempo das perguntas a fim de que todos
falem. Primeiramente, quero apelar para o bom senso de todos. Eu gostaria de
que, daqui para frente, trabalhássemos com limite de tempo, senão ficará
absolutamente impossível trabalhar nesta CPI. Portanto, vou estabelecer... Concluindo, Deputado Onyx, apelo, portanto,
ao bom senso de todos. Peço, Deputado Onyx Lorenzoni, que V. Exª conclua seus
questionamentos, visto que já está inquirindo há mais de vinte minutos, para
que demos oportunidade aos outros. Estabelecerei cinco minutos. Ou melhor,
estabelecerei, de comum acordo, dez minutos. Quando se passarem nove minutos,
tocará a campainha e conclui-se. O SR. SIBÁ MACHADO (PT – AC) – Marcado no relógio, Sr.
Presidente. O SR. () – Sr. Presidente, pelo menos quinze minutos. É o apelo que faço a V.
Exª, para ficar menos desigual em relação aos que se inscreveram antes. O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Estabelecerei
dez minutos, e, aos nove minutos, toca-se a campainha. O SR. SIBÁ MACHADO (PT – AC) – Perfeito, com um de tolerância. O
SR. PRESIDENTE (Delcídio
Amaral. PT – MS) – Deputado Onyx, eu só pediria para encaminhar para a
conclusão, para ouvirmos os demais. O SR. ONYX LORENZONI (PFL – RS) – São quatro perguntas, Sr.
Presidente. O SR. DEMÓSTENES TORRES (PFL – GO) – Meia hora, meia hora. O SR. ONYX LORENZONI (PFL – RS) – O senhor falou que o PT não
queria perder a Diretoria de Tecnologia. Por quê? O
SR. MAURÍCIO MARINHO –
Essa foi uma troca de informação com um dos interlocutores, que me trazia
informações nas reuniões que antecederam a gravação. Está gravado na fita
também, porque aguardávamos a indicação de mais um diretor na ECT pelo PTB. E a
informação corrente dentro da empresa é que a diretoria seria a de tecnologia. Voz corrente dentro da organização é que não
havia interesse, logicamente, em que o PT perdesse a Diretoria de Tecnologia. O
próprio interlocutor, em uma das conversas, levou-me a informação de que não
seria mais o Sr. Ezequiel o diretor de tecnologia. Seria oferecida a ele outra
diretoria. No mesmo dia, levei esse assunto ao meu
diretor, Antônio Osório, dizendo a ele o que essa pessoa, esse interlocutor, de
prenome Goldman, havia me falado. O SR. ONYX LORENZONI (PFL – RS) – O Sr. Robinson Koury atuava na
Diretoria de Recursos Humanos, onde havia uma licitação de R$60 milhões para
fornecimento de medicamentos. Isso já foi comentado aqui. O SR. MAURÍCIO MARINHO – Certo. O SR. ONYX LORENZONI (PFL – RS) – Na gravação, afirma-se que ele,
Robinson, é que vai fechar a participação, que o acerto é dele. Dessa participação
do Robinson, vai uma parte para o partido que o senhor, na fita, dizia que
defendia, que era o PTB? O SR. MAURÍCIO MARINHO – Sim, senhor. O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputado Onyx,
eu gostaria de solicitar a V. Exª, mais uma vez, que concluísse, porque V. Exª
está há mais de vinte minutos perguntando. O SR. ONYX LORENZONI (PFL – RS) – Sr. Presidente, estou indo para
o final. Farei mais duas perguntas de trinta segundos. Em outro trecho da gravação, o senhor afirma
que as últimas eleições teriam deixado um rombo no PTB, pois o PT não teria
cumprido o acordo firmado. O senhor confirma essa declaração? O SR. MAURÍCIO MARINHO – Confirmo essa declaração. O SR. ONYX LORENZONI (PFL – RS) – Consta que o Sr. Eduardo
Medeiros, Diretor de Tecnologia dos Correios, pediu ao Departamento Jurídico e
à Auditoria dos Correios que fossem agilizadas certas etapas de uma licitação
do Banco Postal. O processo foi parar na Controladoria-Geral da União. Como o
senhor afirmou que todas as diretorias trabalhavam em conjunto e a
formalização, a parte legal ficava toda a seu cargo, pergunto: por que houve
pressa na elaboração desse edital específico, e quem é que seria beneficiado? O SR. MAURÍCIO MARINHO – A área de tecnologia. O SR. ONYX LORENZONI (PFL – RS) – Mas o senhor participou dessa
formulação? O SR. MAURÍCIO MARINHO – Não, senhor. Isso é da área de
tecnologia. As especificações são da tecnologia. O processo não chegou sequer a
ir para a rua. O SR. ONYX LORENZONI (PFL – RS) – Então, mais uma vez, quando o
senhor falou na fita, o senhor mentiu? O SR. MAURÍCIO MARINHO – Não, não menti. Estou dizendo que o
processo estava na mão da área de tecnologia. Ele não chegou a ir para a rua.
Ele não foi publicado... O SR. ONYX LORENZONI (PFL – RS) – O senhor teve conhecimento ou
relação com Waldomiro Diniz? O SR. MAURÍCIO MARINHO – Com quem? O SR. ONYX LORENZONI (PFL – RS) – Waldomiro Diniz. O SR. MAURÍCIO MARINHO – Não, senhor. Em nenhum momento. O SR. ONYX LORENZONI |