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O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Com as bênçãos de Deus,
havendo número regimental, declaro aberta a 21ª Reunião da Comissão Parlamentar
Mista de Inquérito, criada pelo Requerimento nº 03, de 2005, do Congresso
Nacional, para investigar as causas e conseqüências de denúncias e atos
delituosos praticados por agentes públicos nos Correios – Empresa Brasileira de
Correios e Telégrafos.
As Atas das reuniões
anteriores encontram-se sobre a mesa. Coloco-as em votação, propondo a dispensa
da leitura.
Os que aprovam queiram
permanecer como estão. (Pausa.)
Aprovado.
Esclareço que a pauta desta
reunião destina-se à oitiva da Srª Simone Reis Lobo Vasconcelos e, depois, do
Sr. David Rodrigues Alves.
Convido para tomar assento à
mesa a Srª Simone Vasconcelos para seus esclarecimentos.
O SR. ALBERTO FRAGA (PFL – DF) – Sr. Presidente, pela ordem.
O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Pela ordem, o Deputado
Fraga.
O SR. ALBERTO FRAGA (PFL – DF) – Sr. Presidente, serei muito breve.
O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Eu não gostaria de
conceder a palavra pela ordem por causa do adiantado da hora.
O SR. ALBERTO FRAGA (PFL – DF) – Serei breve, Sr. Presidente.
Há uma questão que incomoda
a todos, pelo menos a quase todos os membros desta Comissão. Nós tivemos a
declaração da Srª Simone, ontem, na Polícia Federal. No entanto, muitos membros
desta Comissão ficaram ansiosos para ver a relação, a lista que tinha sido
entregue pela Srª Simone à Polícia Federal, e não conseguimos. Para surpresa de
todos nós, essa lista já estava na Internet. E eu quero saber de V. Exª qual é
o critério, qual é a metodologia que vamos empregar para que os Parlamentares
pelo menos possam ter acesso a alguns documentos; se procuramos o Relator; se
procuramos V. Exª. O que não é possível é os Deputados não receberem uma
informação e a imprensa já estar com essa informação bem à frente dos
Parlamentares. Isso é lamentável para nós, que estamos aqui querendo trabalhar.
O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputado Fraga, nós
recebemos formalmente a relação. Essa relação não passa necessariamente só a
uma instituição chamada CPMI dos Correios nesse processo todo. Temos procurado,
a Mesa Diretora, o Relator, ser o mais rigorosos possível com relação a isso, a
despeito de não podermos controlar a tudo e a todos. E as providências tomadas
inclusive com relação a acesso aos documentos nos levaram a uma definição, com
o apoio de Parlamentares como o Deputado Abicalil, o Deputado José Eduardo
Cardoso, o Deputado Carlos Sampaio, o Deputado Gustavo Fruet, exatamente no
sentido de dividir as atividades para que a assessoria da CPMI tenha as
condições necessárias para prestar um bom trabalho aos Parlamentares.
Existem dificuldades?
Existem. Fruto de um momento tenso que o País vive. Mas nós, com o passar do
tempo, não tenho dúvida nenhuma, vamos nos organizar adequadamente para não
frustrar os Parlamentares e não decepcioná-los, prestando as informações a
tempo e a hora, como necessário, para que os depoimentos sejam bem aproveitados
por S. Exªs.
O SR. POMPEO DE MATTOS (PDT – RS) – Sr. Presidente, peço a palavra muito
rapidamente pela ordem.
O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Com a palavra o Deputado
Pompeo de Mattos pela ordem. E o tempo corre, e o tempo voa!
O SR. POMPEO DE MATTOS (PDT – RS) – Sr. Presidente, quero ponderar a V.
Exª exatamente nesse sentido. Nós formulamos, há pelo menos duas semanas, uma
reclamação à Mesa. Para não ser incompreendido, quero refazê-la de forma muito
clara, Sr. Presidente. É exatamente sobre a questão de acesso a documentos. E
vou citar um caso concreto para que não fique na imaginação. Ontem, nós
estávamos tratando de uma ligação específica, cujos documentos estão na CPMI, e
temos alguns dados que estamos cruzando, e localizamos os documentos e a
tabulação na CPMI...
O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputado Pompeo de
Mattos, por favor, conclua por causa do tempo, porque temos duas oitivas no dia
de hoje.
O SR. POMPEO DE MATTOS (PDT – RS) – Sr. Presidente, isso é importante para
V. Exª e para esta CPMI, para o nosso entendimento.
Sobre os documentos que
estão no computador, eu preciso de uma cópia da tabulação, não é nada de
sigilo, mas se trata de documentos tabulados. Qual é a informação da assessoria
da CPMI? Ela diz: “Não, os Deputados não podem ter acesso. Só podem ter acesso
o Relator e o Deputado Carlos Sampaio. Se eles não autorizarem, os outros
Deputados e Senadores não podem ter acesso.” Palavras do assessor da CPMI. Ato
contínuo, ele levantou o telefone e tentou ligar para o Deputado Osmar
Serraglio. Não conseguiu contato. Tentou contato com V. Exª – eram sete e pouco
da noite –, não conseguiu. Naquele momento, tentaram contato com o Deputado
Carlos Sampaio e disse-lhe que ele estava na televisão; ele questionava o
Deputado José Dirceu lá na Comissão de Ética.
Bom, sai dali sem a
tabulação, fui lá na Comissão de Ética, e, quando cheguei – o Deputado Carlos
Sampaio não está aqui, mas pode confirmar – ele saiu assim que acabou o seu
questionamento. Resultado: não ficamos com o documento, não temos o documento,
e todos os Deputados vivem esse drama.
Concluo, dizendo que não vou
pedir para ninguém, não vou pedir autorização...
O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Conclua, Deputado
Pompeo de Mattos.
O SR. POMPEO DE MATTOS (PDT – RS) – a ninguém para ter acesso a documento.
Aqui na tem um Deputado que autorize outro Deputado para ser Deputado. Quem
tinha que me dar autorização já me deu: o povo gaúcho. Portanto, Sr.
Presidente, se eu chegar no computador – vou dizer a V. Exª, e é forte...
O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputado Pompeo de
Mattos, conclua, por favor, até em respeito aos demais parlamentares.
O SR. POMPEO DE MATTOS (PDT – RS) – Mas em respeito à verdade, Sr.
Presidente. Se eu chegar no computador e estiverem tabulados os documentos e eu
não tiver acesso aos documentos, outro Deputado não terá; eu desligo o
computador. Ou todos teremos acesso, ou ninguém terá. É preciso colocar ordem
na Casa. Essa é a afirmação e não falo mais a respeito desse assunto.
O SR. ARNALDO FARIA DE SÁ – Ele tem razão.
O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Muito obrigado,
Deputado Pompeo de Mattos.
O SR. ONYX LORENZONI (PFL – RS) – Sr. Presidente, eu quero...
O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputado Onyx
Lorenzoni, novamente entramos num debate que pode ser tratado nas reuniões
administrativas e continuamos cansando a todos. Nós cansamos os depoentes, nós
cansamos o advogado, os parlamentares, a imprensa e o País.
O SR. ONYX LORENZONI (PFL – RS) – Sr. Presidente, rapidamente, só quero
trazer ao conhecimento de V. Exª que, ontem, houve um requerimento discutido
aqui, o de nº 601, no qual buscamos informações junto a quebra do sigilo fiscal
e bancário do Partido dos Trabalhadores, do Banco do Brasil e, objetivamente,
da conta 13001.
Quero informar a V. Exª que
ontem fiz o requerimento, conforme solicitação do nobre Relator. Quero que hoje
seja feito – faço essa solicitação – o Requerimento 601, que trata dos
pagamentos do empréstimo concedido ao ex-Ministro José Dirceu, pelo Partido dos
Trabalhadores, mas quero fazer a referência que a conta 13001, que trata do
Fundo Partidário, que se refere aos empréstimos feitos ao Presidente Luiz
Inácio da Silva, ao Senador Aloizio Mercadante e ao ex-Ministro e hoje Deputado
José Dirceu não chegaram na CPMI dos Correios.
Por essa razão, reveste-se
de importância a solicitação que ora faço ao nobre Relator, para o
esclarecimento completo sobre quem pagou esses empréstimos feitos pelo Partido
a essas autoridades da República.
O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Muito obrigado,
Deputado Onyx.
O SR. EDUARDO PAES (PSDB – RJ) – Para uma questão de ordem, rapidamente,
Sr. Presidente, pelo art. 14.
Apenas para dar um esclarecimento. O Deputado Carlos
Sampaio não está neste momento aqui na Comissão e para deixar bem claro – e
aqui falo em nome de S. Exª – que S. Exª foi designado por V. Exª e pelo
Deputado-Relator para cumprir um papel importante nesta Comissão, qual seja
organizar a quantidade enorme de documentos que ali estão. E V. Exª já havia
esclarecido isso para todos aqui. Portanto, não cabe ao Deputado Carlos Sampaio
– e que isso fique bem claro para todos os membros desta Comissão – e nem
caberá dizer se pode ou não ver os documentos. A função do Deputado Carlos
Sampaio tem sido nobre, árdua e difícil, principalmente em se tratando de uma
Comissão com tantos Parlamentares e com tanta tensão, na organização dos
documentos, a fim de facilitar o trabalho dos membros desta Comissão, a
transparência desta Comissão, e das informações que possam influir.
O SR. POMPEO DE MATTOS (PDT – RS) – Então, avise isso aos assessores da
CPMI; avise lá.
O SR. EDUARDO PAES (PSDB – RJ) – Deputado Pompeo de Mattos, peço a V. Exª que, por favor...
O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Deputado Pompeo de Mattos, V. Exª falou,
fez o seu registro, mas agora a palavra está com o Deputado Eduardo Paes. E eu
não concederei a palavra a mais nenhum Parlamentar.
O SR. EDUARDO PAES (PSDB – RJ) – Agradeço, Sr. Presidente. Gostaria apenas de deixar isso
muito claro. Não quero atrasar mais os trabalhos, mas essa questão deve ficar
bem clara, porque não podemos ficar aqui – e o Deputado Carlos Sampaio não se
encontra presente neste momento – admitindo essas insinuações. O trabalho de S.
Exª é muito importante. S. Exª passou o fim de semana inteiro organizando os
documentos, para que todos nós pudéssemos ter acesso.
Era isso, Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Gostaria apenas de ratificar o que disse o
Deputado Eduardo Paes sobre o trabalho exemplar do Deputado Carlos Sampaio. S.
Exª tem ficado aqui nos finais de semana para organizar os documentos,
trabalhando com a assessoria técnica da CPMI e, em poucos dias, deu um outro
rumo, um outro norte para as atividades da CPMI, especialmente as
administrativas.
A Presidência esclarece aos membros desta Comissão
que, conforme determinação desta CPMI, com base no art. 206 do Código de
Processo Penal, a testemunha prestará seu depoimento oralmente, podendo,
entretanto, fazer breve consulta, apontamentos, consoante o disposto no art.
204 do Código de Processo Penal. A testemunha deverá, portanto, responder a
todas as perguntas que lhe forem formuladas, assegurando-se-lhe, entretanto, a
observância da garantia constitucional, nos termos do art. 5º, inciso LXIII da
Constituição Federal, de não se auto-incriminar o que, em última instância,
importa o protesto pelo direito ao silêncio, facultando-se-lhe a assistência do
seu advogado tão-somente para orientação da conveniência ou não de responder.
O termo de compromisso já foi assinado pela Srª
Simone e os dados pessoais de S. Sª já constam do termo de compromisso.
Gostaria de passar a palavra à Srª Simone,
solicitando que S. Sª relate o que souber sobre as questões que são objeto de
investigação desta CPMI, notadamente sobre as atividades do Sr. Marcos Valério
Fernandes de Souza, explicando as razões de sua ciência ou as circunstâncias
pelas quais possa avaliar-se de sua credibilidade.
A Presidência será absolutamente rigorosa com relação
ao tempo de cada Parlamentar inscrito, até porque nós teremos mais uma oitiva,
a do Sr. David Rodrigues Alves.
Com a palavra a Srª Simone.
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – Obrigada.
Bom dia a todos. A minha intenção aqui é dizer mesmo
o que sei.
Eu sou de Belo Horizonte, criada e nascida lá.
Trabalho na SMP&B Comunicação desde abril de 99. Prestei declaração à
Polícia Federal nessa segunda-feira e tenho o termo da declaração, que passo ao
senhor.
Na oportunidade, passei também uma relação das
pessoas que, através de mim mesma, receberam recursos – e esse documento já foi
protocolado – e tem uma relação que foi elaborada por Marcos Valério com os
nomes também, como já foi divulgado pela Internet.
Estou aqui às ordens.
O SR. ARNALDO FARIA DE SÁ (PTB – SP) – Sr. Presidente, eu gostaria que fosse
declinado o nome do advogado da Srª Simone.
O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – O advogado da Srª Simone chama-se Dr.
Marcelo Leonardo.
O SR. ARNALDO FARIA DE SÁ (PTB – SP) – É o mesmo do Marcos Valério e da D.
Renilda.
Gostaria que V. Exª cobrasse dele o celular pré-pago
do Marcos Valério que a D. Renilda usava que, naquele dia, ficou devendo à
Comissão.
O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – O Dr. Marcelo me confirma aqui que
entregará na reunião de hoje o telefone.
O SR. ARNALDO FARIA DE SÁ (PTB – SP) – Muito obrigado, Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Muito obrigado, Deputado Arnaldo Faria de
Sá.
Passo a palavra para o Relator, Deputado Osmar
Serraglio.
O SR. (Orador não identificado) – Sr. Presidente, eu solicito cópia dessas listas.
O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Serão tiradas cópias dos documentos
encaminhados pela Srª Simone para distribuição aos Parlamentares desta CPMI.
O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) – Sr. Presidente, eu argüiria de V. Exª
se esses documentos têm ou não o caráter de sigilosos? É apenas um
questionamento.
O SR. PRESIDENTE (Delcídio Amaral. PT – MS) – Alguém tocou aí, inadvertidamente, no
interruptor. Agora só falta ter apagão nesta CPMI.
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – Continuando, serviços gerais, compras e
almoxarifado. É isso.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – O controle financeiro da empresa quem
comandava era V. Sª?
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – É, sempre sob a orientação do Sr. Marcos Valério.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Esse controle a que V. Sª procedia
significava emissão periódica de informações tabuladas, de forma que o Sr.
Marcos Valério as tivesse de maneira clara, resumida?
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – Sim, eu prestava contas a ele do que era feito.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Que tipo de tabulação V. Sª utilizava?
Eu falo em relação aos ingressos e saídas de recursos. Como é que V. Sª
apresentava esse relato, essa síntese? V. Sª dispunha de um sistema de
computação?
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – A agência SMP&B possui um sistema
informatizado, é lógico, no qual eu fazia relatórios gerenciais, resumidos, e
prestava contas a ele.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Quanto a esses relatórios, alguém já
teve acesso a eles? Alguma das autoridades que estão procedendo a investigação
teve?
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – Esses relatórios são internos. Não, nunca passei
nada. Nesses relatórios constam as despesas da agência e detalhamento do que
foi gasto com pessoal, aluguel e... Essas saídas sempre foram lançadas nesse
meu relatório, que é apenas um relatório gerencial, não é fiscal, como extras,
porque aí eles sabiam o que se referiam, eu não entrava nesse mérito.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – O ingresso de recursos na conta para que
V. Sª como diretora financeira tivesse conhecimento de saber se, efetivamente,
dispunha de dinheiro era sempre lhe comunicado?
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – Sempre.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Que tipo de ingresso de recursos ocorreu
no sistema? De onde promanava o dinheiro de que se valia a SMP&B?
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – O funcionamento da agência se dá com o faturamento
de clientes.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Quais os clientes mais expressivos que a
SMP&B tinha? Falo dessa forma porque alguns cancelaram. Mas, há dois meses,
quais os principais clientes da SMP&B?
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – Acredito que isso já tenha sido bastante divulgado
pela imprensa. Clientes nosso do Governo: Correios, Governo do Distrito
Federal, Câmara Legislativa, Câmara dos Deputados, Governo do Estado de Minas
Gerais, são os mais significativos.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – E clientes particulares?
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – Riclan, Elmo Calçados, Usiminas...
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Esses são os maiores clientes?
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – Sim.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Tem uma noção, mais ou menos, de quanto
seria o percentual de ingresso da iniciativa privada e dos cofres públicos? O
percentual, mais ou menos, no faturamento?
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – Isso sempre variou, não é uma constante. A agência
sempre participou de várias licitações e sempre procurou ter na carteira
clientes particulares e empresas privadas. É muito variado, eu não teria como
dizer, em percentual.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Em valores, mais ou menos, como V. Sª
imagina que deva ter faturado a SMP&B no exercício de 2004, em relação à
iniciativa privada?
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – Eu não saberia dizer, eu poderia consultar e
enviar essa informação.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – V. Sª é diretora financeira de uma
empresa e não tem noção de quanto ela faturou no ano passado?
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – O senhor está me perguntando sobre a iniciativa
privada.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Também. O espectro, o quadro, a senhora
tem tabulado no Excell, está registrado? Tem o percentual da iniciativa privada
e tem o percentual... Tudo bem que não saiba os percentuais, mas qual foi o
faturamento aproximado da SMP&B no ano passado?
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – Cento e dez milhões.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Do universo total?
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – Do universo total.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Quando V. Sª fala em R$110 milhões de
faturados, V. Sª está se referindo ao percentual que cabe à agência?
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – Sim.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Não aos repasses que são feitos às...
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – Fatura, não. A contabilidade da agência é da
seguinte forma: o faturamento é o valor bruto que é pago à agência e dali são
feitos os repasses aos fornecedores. A agência tem uma média de 10 a 15% de
receita.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Esses 10 a 15% correspondem aos 110% ou
esse é o faturamento de toda a publicidade? Cento e dez é o percentual?
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – Não, não é o percentual que ficou a agência. É o
faturamento bruto da agência.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Então, V. Sª quer dizer que o
faturamento da empresa, no ano passado, foi de R$10 milhões?
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – Não. Foi mais, porque eu falei: uma média de 10%.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Tudo bem, que seja R$20 milhões.
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – Sim.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio PMDB – PR) – Porque a empresa, no ano passado,
movimentou R$600 milhões, não foi?
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – Deputado, não sei dizer, assim, de cabeça, não. Eu
poderia ter me preparado e ter trazido números...
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Mas V. Sª sabia que ia prestar
informações numa CPMI, com esse universo todo de pessoas, do Brasil inteiro, e
veio, aqui, sem informações sobre faturamento... É impressionante! Na verdade,
quero concluir que V. Sª não quer esclarecer, lamentavelmente.
Como foi o ingresso de V. Sª na SMP&B?
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – Fui contratada em abril de 99 e fui apresentada ao
Sr. Marcos Valério pelo Sr. Cláudio Mourão.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Antes a senhora trabalhava numa
atividade pública?
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – Sim, eu era funcionária pública há quinze anos.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – A senhora se desligou da atividade
pública em que data?
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – Eu solicitei, em dezembro de 1998, LIP, que é uma
licença sem vencimentos, e fiquei janeiro, fevereiro e março em busca de outra
atividade, quando, conversando com Cláudio Mourão, ele me levou ao Sr. Marcos
Valério, que me contratou.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – A senhora conheceu Marcos Valério antes
de ingressar na empresa?
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – Eu o conheci no dia em que fui apresentada a ele, e
foi acertado....
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Para trabalhar...
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – Eu era candidata a uma vaga.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – É que V. Sª diz, em um depoimento, que
só o conheceu depois que já estava trabalhando. É só consultar um dos
depoimentos de V. Sª que se pode verificar.
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – Eu o conheci no dia em que fui à agência. Fui
apresentada a ele, e ele me contratou. Nesse dia é que o conheci.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Só estou fazendo referência porque há um
depoimento em que V. Sª diz que só o conheceu depois que já estava trabalhando.
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – Não. Marcos Valério foi quem me contratou. Eu nunca
disse isso não, Deputado, em depoimento nenhum.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Tem; depois eu apresento à senhora, no
intervalo, enquanto o pessoal for promovendo questionamentos.
Essa LIP é a licença que V. Sª tirou como funcionária
efetiva? V. Sª é concursada?
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – Sou.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Mas V. Sª ocupava cargo em comissão?
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – Sim.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Até quando ocupou o cargo em comissão?
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – Dezembro de 1998.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – No período de 1998, sua vinculação
sempre foi em cargo em comissão?
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – Não, por muitos anos servidora pública.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Mas e em 1998?
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – Em 1998, eu estava em cargo em comissão.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – V. Sª tirou alguma licença em 1998?
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – Tirei férias, prêmio, férias normais...
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Em que período?
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – No período de setembro ou outubro de 1998.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – De quanto tempo foram as férias?
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – Dois meses.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – V. Sª sabe dizer quem a substituiu no
cargo em comissão nesse período?
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – Sei.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Quem?
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – Srª Helen.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Ou seja, em setembro e outubro de 1998,
V. Sª estava afastada do serviço público?
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – Sim.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Na primeira vez que V. Sª prestou
depoimento, informou que, na verdade, os saques em espécie eram destinados ao pagamento de cachê de artistas; sei que depois
V. Sª foi adensando, complementando, e hoje podemos dizer que V. Sª vem
contribuindo para os esclarecimentos que a Casa e o Brasil querem; mas, de
qualquer modo, ficou esse gancho, e eu queria solicitar um esclarecimento: a
SMP&B pagava artistas? Como isso se procedia?
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – Eventualmente, artistas contratados para fazer a
publicidade de alguns dos clientes exigem que o pagamento seja antecipado. Isso
é uma prática comum na publicidade. Então, a agência fazia um adiantamento ao
artista. Aliás, na maioria das vezes, a gente antecipava isso, porque a gente
só recebe do cliente após o trabalho ter sido executado.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – A SMP&B nunca pagou artistas que não
fossem relacionados a contratações próprias?
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – Através dos clientes sempre.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Nunca efetuou pagamentos a artistas de
campanhas políticas?
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – Não.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Uma das coisas que
nos têm surpreendido é que, a cada lista nova que vem, novos nomes vão sendo
incluídos, e nós precisamos, de alguma forma, de certo rigor e esperamos essa
contribuição de V. Sª, tanto quanto do próprio Marcos Valério e até, para
ampliar um pouco, em relação ao nosso Deputado Roberto Jefferson, porque se
tornaram três pessoas que têm poder de vida e morte política em relação ao que
manifestam. E essas mudanças de listas, com inclusões de novos nomes,
precisaríamos – e vamos detalhá-los, com certeza, com o acréscimo dos
questionamentos que serão realizados pelo Plenário – que eles fossem enriquecidos
com mais detalhes, não no sentido de que queiramos defender, porque somos
absolutamente contrários a tudo isso que aconteceu, mas precisamos também de
algum parâmetro para verificar se eventualmente alguém “inadvertidamente” teria
mantido contato com essa empresa. Todos aqueles que com ela se relacionaram de
alguma forma vão pagar ou com mandato, ou com execração pública, ou, como
assistimos, com uma certa responsabilização antecipada tanto pela imprensa
quanto pela opinião pública. Queremos que aqueles que de fato incidiram nisso
respondam por isso. E V. Sª é uma peça fundamental nisso.
Aí perguntamos: há uma nova
lista? E, agora, salvo engano, não tenho ainda, há uma nova lista posterior à
de V. Sª e à do Marcos Valério. V. Sª teve oportunidade – e passou agora, se
não me engano, para o Presidente – de consultar essa lista que o Marcos Valério
apresentou ontem na Procuradoria?
A SRª SIMONE REIS LOBO
VASCONCELOS – Deputado, o senhor
está se referindo a algumas listas...
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – À de ontem; à que ele
apresentou ontem à Procuradoria.
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – O senhor está se
referindo a algumas listas anteriores. Eu não tenho conhecimento de listas
anteriores oficiais. Vimos muitos nomes nos jornais, sim. Eu viajei e, antes de
viajar agora em julho, eu saí de férias, conversei com o Marcos Valério e disse
a ele que eu gostaria muito que ele fizesse alguma coisa concreta para que, se
eu fosse chamada novamente, eu pudesse esclarecer tudo. E a minha intenção aqui
hoje é essa, o senhor não tenha dúvida, não.
Quanto às listas, eu sei
dizer para o senhor de duas listas. Quando eu retornei dessa minha viagem
agora, eu encontrei uma lista pronta que Marcos Valério fez e que, me foi
informado, foi com base em extratos bancários, anotações, cópias de cheques,
lembranças. Dessa lista, que está aí, eu repassei, eu fiz a minha. Em conversa
com Marcos Valério – ficamos sentados, conversando, pegamos o jornal, porque eu
não me lembrava da fisionomia de várias pessoas, como continuo sem me lembrar:
“Marcos, quem é este, o que é isso, quem é este”? Em Brasília, cruzando os
dados, de quando eu fui a Brasília, os saques estão comprovados nos documentos
do Banco Rural. De todas as vezes que fui, conforme meu depoimento na Polícia
Federal, tem lá a minha letra, não nego nenhuma das vezes que eu assinei, que
eu fui e que encontrei com as pessoas ou que eu deixei autorizado.
Então, essa minha lista...
Para evitar confusão, ontem já houve essa confusão na imprensa de que eu passei
uma lista com tantos nomes. Não é isso. Da lista do Marcos Valério, que são
cinqüenta e poucos nomes, eu ali detectei doze nomes de pessoas ou de contatos
que foram feitos na agência do Banco Rural em Brasília.
Espero ter esclarecido essa
questão das listas.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Essa indicação dos
doze nomes, V. Sª diz que ela consta do seu depoimento na...
A SRª SIMONE REIS LOBO
VASCONCELOS – Na Polícia Federal.
Sim. O senhor tem cópia aí?
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Tenho. Porque, na
verdade, a senhora, num primeiro momento, fez o de 7, 8, dizendo: “A essas
pessoas eu entreguei; a essas outras, eu não lembro muito bem”.
Antes, estou querendo
pegar... V. Sª disse que quem elaborou a lista para V. Sª foi o Marcos Valério?
A SRª SIMONE REIS LOBO
VASCONCELOS – O Marcos Valério
elaborou uma lista dele, de todos os valores que foram repassados oriundos
desse empréstimo que a SMP&B fez aos bancos e emprestou, em seguida, ao PT.
E o Marcos fez, destrinchou todos esses valores. Dessa listagem do Marcos
Valério, eu fiz a que eu tenho conhecimento, que é esta lista com os doze
nomes. Algumas pessoas aqui eu sei quem são. Estive com elas pessoalmente.
Outras, por todos os dados bancários, verifiquei que eu autorizei, porque, em
várias ocasiões, não permaneci na agência bancária. Eu, de posse de uma
determinação de Marcos Valério, até por eu estar em Brasília desempenhando a
minha função, que é a principal e que sempre foi, tratar dos assuntos
administrativos e financeiros da filial aqui, em Brasília: “Simone, vá lá e
autorize que tal pessoa pegue o dinheiro ou com você...” Aí, até por decisão
minha e por colaboração dos funcionários do próprio banco, eles permitiam que
eu somente colocasse o nome da pessoa no verso da autorização minha. Nunca me
neguei, sempre assinei e pus minha identidade: “Olha, é fulano ou sicrano que
virá buscar esses valores”.
Essa listagem é esta que
está assinada por mim.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – A forma de operar
era: antes alguém expedia uma autorização lá, dentro da SMP&B?
A SRª SIMONE REIS LOBO
VASCONCELOS – Sim.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Quem que fazia essa
designação e a quem é que esse pagamento seria realizado?
A SRª SIMONE REIS LOBO
VASCONCELOS – Sempre o Sr. Marcos
Valério me passava quem seria.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Passava para a
senhora?
A SRª SIMONE REIS LOBO
VASCONCELOS – Sim, e eu repassava
para o setor.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – E quem que emitia o e-mail?
A SRª SIMONE REIS LOBO
VASCONCELOS – Olha, geralmente, a
minha gerente financeira. Se ela não estava lá, podia ser qualquer outro
funcionário, mas, geralmente, ela.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Os saques eram
procedidos em Belo Horizonte ou em Brasília, ou em ambas?
A SRª SIMONE REIS LOBO
VASCONCELOS – Esses saques que estão
relacionados aqui foram todos em Brasília, na agência do Banco Rural, em
Brasília. Foram os saques nos quais eu tive participação. Nunca fui a qualquer
outra agência bancária fazer saque, apenas nesta agência.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Nem no Rio, nem em
São Paulo?
A SRª SIMONE REIS LOBO
VASCONCELOS – Não, eu jamais fui
fazer saque em qualquer outra agência.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Mas foram feitos
pagamentos?
A SRª SIMONE REIS LOBO
VASCONCELOS – Sim.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – E como era procedido
esse pagamento quando era para o Rio de Janeiro, quando era para São Paulo?
A SRª SIMONE REIS LOBO
VASCONCELOS – Olha, eu teria que
saber que para o Rio de Janeiro; o senhor está me dizendo que teve para o Rio
de Janeiro. Eu...
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Houve uma campanha
política até de uma cidade lá do Rio de Janeiro.
A SRª SIMONE REIS LOBO
VASCONCELOS – Todas as ordens de
pagamento sempre foram dadas por Marcos Valério, e eu solicitava ao meu setor
financeiro que assim fizesse. Entrava em contato com o gerente do banco, e, aí,
uma coisa interna do banco, eles passavam acho que um fax para a outra agência
dizendo que fulano de tal, carteira de identidade tal, iria lá buscar aquele
recurso.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Quando o dinheiro era
sacado em Brasília, era remetida da agência de Belo Horizonte uma comunicação a
quem seria destinado ou V. Sª vinha a Brasília, sacava e dava o dinheiro?
A SRª SIMONE REIS LOBO
VASCONCELOS – Quando as pessoas iam
diretamente ao banco e que eu não precisava estar presente, já ia a informação
de Belo Horizonte. No próprio fax, ia para a agência. O fax do Banco Rural,
agência Belo Horizonte, ia para a agência em Brasília já dizendo quem era e
inclusive com a carteira de identidade. Mas, em diversas ocasiões, isso não era
possível. A gente dizia... O setor dizia: “Não, é a própria Simone que vai à agência”,
onde constam, inclusive, tantos saques em meu nome. E lá eu entregava aos
destinatários.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Lá, em Belo Horizonte,
havia entregas a políticos?
A SRa SIMONE
REIS LOBO VASCONCELOS – Eu nunca
entreguei a nenhum político, em Belo Horizonte, recurso nenhum.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – A prepostos de
políticos?
A SRa SIMONE
REIS LOBO VASCONCELOS – Também, não.
Eu, pessoalmente, não.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Aqueles saques todos que
são noticiados como motoboys, indo buscar... o David Rodrigues, que, inclusive,
vai ser ouvido, eles sacaram tanto dinheiro e levaram para dentro da agência da
SMP&B.
Primeiro, por que esses
saques sempre são em dinheiro, em espécie? Porque não é o comum, convenhamos.
A SRa SIMONE
REIS LOBO VASCONCELOS – Todos os
saques que foram feitos sempre o foram por determinação de Marcos Valério. Eu
não questionava o porquê.
Em relação ao Sr. David, eu
nunca vi esse senhor. É fácil verificar se ele já foi à agência alguma vez. O
prédio tem um rigoroso sistema de entradas e saídas. Vamos solicitar à portaria
do prédio para verificar se o senhor David já foi alguma vez à agência.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Mas, como informação,
V. Sa sabe se, por acaso, ele teria levado esses recursos para o
prédio da DNA?
A SRa SIMONE
REIS LOBO VASCONCELOS – Não tenho
essa informação. Eu não tenho.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – De qualquer modo,
recursos em espécie, a pedido do Marcos Valério, eram conduzidos para dentro da
SMP&B. V. Sa era quem controlava o direcionamento disso. Que
registros eram feitos como saída desses recursos?
A SRa SIMONE
REIS LOBO VASCONCELOS – Eu não
percebi o início da frase que o senhor disse, que a maioria...
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Não. Eu disse que
esses recursos, em espécie, a maioria era em dinheiro, em espécie, que eram
recolhidos para dentro da SMP&B. Evidentemente, V. Sa, tendo o
controle financeiro, deveria registrar a quem foi entregue esse dinheiro em
espécie que chegou a SMP&B.
A SRa SIMONE
REIS LOBO VASCONCELOS – Eu tenho
conhecimento de alguns saques em dinheiro em Belo Horizonte, sim. Os valores
eram, na maioria das vezes, entregues ao Sr. Marcos Valério, e ele,
eventualmente, pode ter repassado a pessoas.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Mas o registro
competia a V. Sª.
A SRa SIMONE
REIS LOBO VASCONCELOS – Ao Marcos
Valério.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – A saída do seu
controle financeiro...
A SRa SIMONE
REIS LOBO VASCONCELOS – Do meu
controle?
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – ... era Marcos
Valério?
A SRa SIMONE
REIS LOBO VASCONCELOS – Marcos
Valério, porque esse era um procedimento extra. Não é a rotina do nosso
trabalho. Noventa e nove por cento do meu trabalho é pagamento a fornecedores,
recebimento dos clientes. A rotina de qualquer empresa do porte da agência
SMP&B – que era até então, não é?
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – O normal do
faturamento da empresa é incluir a prestação do serviço inteiro e, depois,
receber a prestação?
A SRa SIMONE
REIS LOBO VASCONCELOS – Não entendi.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Vamos supor que eu a
contrate para que preste um serviço. Sou o João das Pedras e Cia. Ltda. Eu
contrato os seus serviços por R$1 milhão. V. Sa, quando fatura esse
valor, como não é V. Sa que faz o serviço – eu contratei seu
serviço, e quem vai me prestar grande parte são os veículos de comunicação –,
V. Sa me fatura R$1 milhão ou o faturamento é feito dos prestadores
de serviço e V. Sa só me fatura a sua participação, os seus 20% ou
10%?
A SRa SIMONE
REIS LOBO VASCONCELOS – Faturo o
valor integral...
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Valor integral.
A SRa SIMONE
REIS LOBO VASCONCELOS – ... e vem
distinguido nas notas, o que é valor para terceiros e sempre anexada a nota do
fornecedor, seja de produção, seja de mídia e, ao lado, há uma coluna que é
receita da agência, que é o percentual que efetivamente fica na agência.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – V. Sa fez
referência a empréstimo e o fez no singular. Mas eu queria uma explicação mais
completa sobre tudo o que sabe em relação a empréstimos contraídos ou pela
SMP&B ou pelas coligadas da SMP&B que tenham tido qualquer elo de
ligação com partidos políticos ou com políticos.
A SRa SIMONE
REIS LOBO VASCONCELOS – Sobre as
coligadas, eu não saberia dizer ao senhor, porque sou funcionária contratada
pela SMP&B e sempre desempenhei minhas atividades na SMP&B.
Sei dos empréstimos, sim,
inclusive porque eu que sempre providenciei toda a documentação, a parte
burocrática desses empréstimos. Há toda uma documentação mínima necessária que
os bancos exigem. Então, tenho conhecimento dos empréstimos, sim.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – E quais eram?
A SRª SIMONE REIS LOBO
VASCONCELOS – Há um documento onde
estão discriminados os valores, as datas.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Mas não são muitos. V.
Sª não se lembra deles?
A SRª SIMONE REIS LOBO
VASCONCELOS – Sempre foram... são...
sempre foram... Sempre, não.
O SR. RELATOR (Osmar
Serraglio. PMDB – PR) – Quantos são?
A SRª SIMONE REIS LOBO
VASCONCELOS – Esses empréstimos são
junto ao Banco BMG e ao Banco Rural, tanto da SMP&B Comunicação quanto da
Graffiti.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Do da Graffiti, V. Sª
tem conhecimento?
A SRª SIMONE REIS LOBO
VASCONCELOS – Tenho, porque eu,
inclusive, que providenciei...
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – O controle financeiro
da Graffiti era realizado lá na SMP&B?
A SRª SIMONE REIS LOBO
VASCONCELOS – Sim. Eu providenciei a
documentação por serem os mesmos sócios.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – E o que lembra em
relação a esse empréstimo? V. Sª preparou o material, mas quem participaria da
formalização de assinaturas?
A SRª SIMONE REIS LOBO
VASCONCELOS – Desses empréstimos?
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Em nome de quem sairia
o empréstimo?
A SRª SIMONE REIS LOBO
VASCONCELOS – Esses empréstimos,
inclusive, a documentação, eu acredito que esteja disponível.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Eu sei que tem, mas é
que V. Sª está prestando depoimento oral para complementar as informações que
nós temos documentadas.
A SRª SIMONE REIS LOBO
VASCONCELOS – Pois não. Os sócios
das empresas que têm o poder de assinatura.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – E quem foram os que
assinaram esses empréstimos a que alude V. Sª?
A SRª SIMONE REIS LOBO
VASCONCELOS – Os sócios das
empresas. Só os três poderiam assinar. São três sócios. Sempre um deles com o
outro. Marcos Valério, provavelmente, assinou todos.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Os valores recolhidos
por meio desses empréstimos ingressaram no seu controle financeiro?
A SRª SIMONE REIS LOBO
VASCONCELOS – E na contabilidade da
empresa.
O SR. SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – E qual era a saída
dada para esses recursos?
A SRª SIMONE REIS LOBO
VASCONCELOS – Empréstimo ao PT.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Cada vez que se
procedia a uma retirada, o registro era “empréstimo ao PT”?
A SRª SIMONE REIS LOBO
VASCONCELOS – Olha, essa parte
contábil específica...
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Não, não é contábil. É
o seu controle financeiro.
A SRª SIMONE REIS LOBO
VASCONCELOS – No meu controle? Empréstimo
ao PT.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Não especificava a
quem, a que cidade?
A SRª SIMONE REIS LOBO
VASCONCELOS – Não, até por que
Marcos Valério nunca me deu essa função desse controle. Isso é absolutamente da
alçada dele.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Até quando V. Sª
participou dessa forma de retirada de dinheiro em espécie? Porque houve um
período em que foi paralisado isso, não é? Ultimamente, não se faz mais assim,
A SRª SIMONE REIS LOBO
VASCONCELOS – Eu participei diretamente
– e onde está nessa listagem aqui constando – durante o ano de 2003.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – 2003?
A SRª SIMONE REIS LOBO
VASCONCELOS – 2003, sim.
Em 2004, Marcos Valério
mudou a forma. Ou ele diretamente, eu não sei dizer, seria interessante ver com
ele...
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Através de corretores?
A SRª SIMONE REIS LOBO
VASCONCELOS – Como?
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Ou através de
corretoras?
A SRª SIMONE REIS LOBO
VASCONCELOS – Sim, ou através de
corretora.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Quais as corretoras
que substituíram isso?
A SRª SIMONE REIS LOBO
VASCONCELOS – A que eu tenho
conhecimento é a Bonus-Banval.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Lá de São Paulo?
A SRª SIMONE REIS LOBO
VASCONCELOS – De São Paulo.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Mas, então, de 2004, o
único canal de irrigação desse sistema era a Bonus-Banval?
A SRª SIMONE REIS LOBO
VASCONCELOS – De que eu tenha
conhecimento, sim. E muitos cheques que Marcos Valério me solicitava, eu
entregava para ele e não sabia mais a finalidade.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Em 2004, V. Sª não
procedeu saques em espécie?
A SRª SIMONE REIS LOBO
VASCONCELOS – Em 2004, eu não fui à
agência de Brasília fazer saques, conforme essa listagem. O senhor pode
verificar.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – V. Sª disse que
costumava usar dois telefones celulares naquele período em que tinha contato, e
que, enfim, esse sistema dos cheques, do dinheiro liberado em Brasília,
funcionava. V. Sª poderia nos informar o número desses telefones celulares?
A SRª SIMONE REIS LOBO
VASCONCELOS – Pois não.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Um, era em nome do
Orlando Martins?
A SRª SIMONE REIS LOBO
VASCONCELOS – Pois não.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Telefones celulares,
sendo um em seu nome e outro em nome do Orlando Martins.
A SRª SIMONE REIS LOBO
VASCONCELOS – Em uma das minhas
viagens, solicitei ao Orlando – eu estava fora – que pegasse um telefone para
mim. Por quê? O meu telefone, em meu nome, eu recebia muitas ligações e eu não
queria mais receber. Os números o senhor quer anotar?
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Pode falar.
A SRª SIMONE REIS LOBO
VASCONCELOS – 9953.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Está sendo gravado,
inclusive.
A SRª SIMONE REIS LOBO
VASCONCELOS – 5444.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Cidade?
A SRª SIMONE REIS LOBO
VASCONCELOS – Sempre Belo Horizonte.
8838-5444. E tem mais um: 8832-9020.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – E nisso já está
incluído o do Orlando.
A SRª SIMONE REIS LOBO
VASCONCELOS – Eu acho que sim,
ouviu, Deputado.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Eu perguntei, antes,
sobre quais eram os clientes principais. Quais eram os fornecedores principais
da SMP&B, os que mais prestaram serviços à SMP&B?
A
SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – Eu poderia trazer uma listagem aqui para o senhor de mais de 200
fornecedores.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Não, os principais. Podem ser os cinco,
dez maiores.
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – Os mais conhecidos?
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Os de maior valor.
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS - TV Globo.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – TV Globo.
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – Jornais, de modo geral, gráficas, TV Alterosa, TV
Bandeirantes.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Gráficas, quais as gráficas principais?
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – Gráficas principais. Nossa! O senhor me dá um
tempinho que eu vou procurar me lembrar dos nomes. Até o final da sessão, eu...
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Não, tudo bem.
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – Está bem?
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Vai sobrar muito tempo para isso, ainda
hoje.
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – Três Editorial é uma. Gráfica e Editora Três
Editorial.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Quantas vezes V. Sª veio a Brasília?
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – Muitas.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Mais ou menos.
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – Em qual período o senhor está-me perguntando?
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Em qual período? Em 2003/ 2004.
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – Foi o período em que eu vim mais, sim,
principalmente porque, nesse período, nós reformamos a agência, nós mudamos de
endereço. Nós saímos do prédio do CNC e fomos para o Edifício Terra Brasilis.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Então, vamos limitar assim: o período
enquanto houve a operação desses saques aqui em Brasília. Quanto tempo foi
isso?
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – Vinte vezes.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Qual foi o período de saques em Brasília?
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – A maior parte dos saques foram em 2003 - que eu
participei, como eu já disse anteriormente.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – De janeiro a dezembro?
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – De janeiro a dezembro de 2003, sim.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – E, nesse período, V. Sª mais ou menos...
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – Vinte, trinta vezes.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Vinte, trinta vezes, no ano?
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – No ano.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Como era procedida a entrega do dinheiro
em espécie? A quem a senhora trazia – trazia, não, porque V. Sª sacava aqui em
Brasília?
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – Sacava em Brasília.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Procedia ao saque e entregava. Como é que
era feito esse controle? Que documentos V. Sª obtinha? De quem os recebia?
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – Nenhum documento.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Nenhum documento?
A SRª SIMONE REIS LOBO VASCONCELOS – Não, nenhum documento. Às pessoas que eu entreguei
pessoalmente, nunca foi exigido documento delas.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Mas, de qualquer modo, então já vinha
direcionado com o nome da pessoa? Como eu faço o elo? Como a senhora, hoje, nos
comprova que tal saque, efetivamente, foi direc |