O presidente da CPI dos Correios, senador Delcídio Amaral (PT-MS) entregou,
nesta terça-feira (11), ao Ministério Público Federal, ao Tribunal de Contas da
União (TCU), à Polícia Federal o relatóriofinal elaborado pela comissão.
Delcídio, acompanhadodo vice-presidente da comissão, deputado Asdrúbal Bentes
(PMDB-PA),e do relator, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), entregaram cópias
impressas e em CD dos relatórios e de todos os anexos aos três órgãos
governamentais.
Ao fazer a entregados documentos, Delcídio mencionou requerimento aprovado na
comissão que possibilitou o compartilhamento de informações sigilosas com o
Ministério Público facilitando o trabalho desse órgão. Ele destacou ainda a
maior facilidade do trabalho investigativo do Ministério Publico, uma vez que
não seria, como no caso das CPI, afetado por embates políticos.
Denúncia
Durante o encontro dos membros da CPI dos Correios com o Ministério Publico,
o procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza anunciou a
apresentação de denúncia no Supremo Tribunal Federal (STF) contra 40 pessoas
envolvidas no denominado esquema do "mensalão".
Entre os denunciados estão o ex-ministro José Dirceu, oex-presidente do PT
José Genoíno, o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares, e o ex-secretário-geral
Sílvio Pereira, além dos deputados João Paulo Cunha (PT-SP), José Janene
(PP-PR), Romeu Queiroz (PTB-MG), João Magno (PT-MG)e o prefeito de Uberaba,
Anderson Adauto.
Ao comentar a denúncia apresentada pelo Ministério Público junto ao STF,
Delcídio enfatizou o acerto das investigações da CPI dos Correios. Segundo ele a
"coincidência" dos resultados do trabalho do Ministério Público e da CPI
demonstra que os principais órgãos de controle e fiscalização brasileiros estão
trabalhando em sintonia.
- O importante é que os resultados são muito assemelhados e isso demonstra
que a CPI dos Correios fez um bom trabalho, um trabalho para o Brasil, o que
agora é confirmado pela Procuradoria-Geral da República- comemorou.
TCU
Na sede do TCU, Delcídio agradeceu ao presidente da instituição, ministro
Adilson Motta, e ao ministro Ubiratan Aguiar pela analise de mais de 60
contratos irregulares firmados pela Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) e
pelo Instituto de Reseguros do Brasil (IRB).
Plenário
Ao final da Ordem do Dia da sessão plenária
desta terça-feira (11), os senadores César Borges (PFL-BA), Arthur Virgílio
(PSDB-AM) e José Agripino (PFL-RN) elogiaram a denúncia apresentada pelo
Ministério Públicocontra os "mensaleiros".