Terça-feira, 09 de Agosto de 2005    21:34

 

CPI DOS CORREIOS APROVA CONVOCAÇÃO DE GUSHIKEN
da Redação -

A CPI dos Correios aprovou, nesta terça-feira (9), em votação simbólica, o requerimento de convocação do ex-ministro da Secretaria de Comunicação de Governo e atual chefe do Núcleo de Assuntos Estratégicos da Presidência da República Luiz Gushiken.

Gushiken deverá prestar informações sobre os contratos de publicidade dos Correios, sobre os quais paira suspeita de irregularidades. Também deverá ser questionado a respeito de sua influência sobre os fundos de pensão, que a CPI pretende investigar.

Também foram aprovados os requerimentos de convocação de Emerson Palmieri, tesoureiro informal do PTB; Kátia Rabello, presidente do Banco Rural; Cláudio Mourão, tesoureiro da campanha do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) ao governo de Minas em 1998; Ivan Guimarães, ex-presidente do Banco Popular do Brasil; Marcelo Sereno, ex-secretário de Comunicação do PT; Marcos Flora, secretário-adjunto da Secretaria de Comunicação Social do Governo e Gestão Estratégica (Secom); e Rogério Tolentino, advogado e sócio do publicitário Marcos Valério, entre outros.

O deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR) chegou a propor a oitiva de Aristides Junqueira, advogado do PT que cuida do caso do assassinato do prefeito de Santo André, Celso Deniel. Junqueira teria recebido R$ 185 mil de Valério. Os parlamentares, no entanto, optaram por encaminhar as perguntas por escrito.

O relator da CPI, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), afirmou que, daqui para frente, a comissão se concentrará nas origens dos recursos que teriam financiado a corrupção. Ele disse acreditar que não há razão para existir qualquer espécie de atrito entre a CPI dos Correios e a do Mensalão, já que a competência das duas é distinta, definida em Plenário.

Serraglio informou ainda que os 18 parlamentares que compõem a lista que a CPI deverá encaminhar ao Conselho de Ética da Câmara nos próximos dias poderão anexar sua defesa aos documentos a serem enviados.

- Todos aqueles que de alguma forma foram mencionados poderão se manifestar por escrito, para que não digam depois que não lhes foi dada a oportunidade de se defender - disse ele.

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