 Senador
Delcídio Amaral |
A comissão parlamentar mista de inquérito que investiga denúncias de corrupção
na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) vai funcionar "à plena
carga" durante todo o mês de julho, época de recesso no Congresso Nacional. Foi
o que garantiu seu presidente, senador Delcidio Amaral (PT-MS), em entrevista
coletiva à imprensa na tarde desta sexta-feira (1º). Delcidio informou que a agenda da comissão para as duas primeiras
semanas de julho já está definida. Na terça-feira (5), serão ouvidos os
"arapongas" Jairo Martins, José Fortuna Neves, Edgar Lange e Casser Bittar,
envolvidos na gravação da fita que mostra o ex-chefe de departamento dos
Correios, Maurício Marinho, recebendo suposta propina de R$ 3 mil, origem das
investigações e; na quarta-feira (6), será a vez do publicitário Marcos Valério
e da ex-secretária dele, Fernanda Karina Sommaggio. Na semana seguinte serão
ouvidos ex-diretores e ex-presidentes dos Correios e o presidente da empresa
Skymaster. O senador explicou que os depoimentos serão tomados preferencialmente
às terças e quartas-feiras enquanto a comissão trabalhará às quintas e
sextas-feiras na análise de documentos e dos depoimentos da
semana.
Para Delcidio, um grande avanço nas investigações será obtido com as
informações sobre os contratos dos Correios solicitadas pela comissão, que já
começaram a chegar ao Congresso. O senador disse também que a agenda de
trabalhos da CPI dos Correios para as duas últimas semanas de julho será
definida e ajustada nas próximas semanas. Sobre Marcos Valério, o senador
Delcidio Amaral disse acreditar que o publicitário já é uma figura importante
nas investigações. Valério já prestou depoimento na Polícia Federal e no
Conselho de Ética da Câmara dos Deputados
O presidente da CPI dos Correios afirmou que o depoimento do deputado
Roberto Jefferson trouxe muitas informações para se esclarecer o que realmente
ocorreu na ECT
- O que ficou muito claro é que existe uma rede de "arapongagem" que já
opera no Brasil há muito tempo, e não só focada em interesses comerciais dos
Correios, mas numa malha muito maior de interesses. Ontem [quarta-feira (30)]
ele deixou muito claro que há uma motivação política e vamos investigar isso
também - afirmou Delcidio sobre as declarações de Jefferson. |