por Eduardo Tramarim e Mônica Montenegro - CÂMARA
DE NOTÍCIAS
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| Delcídio
Amaral explica que a fase de acareações entre depoentes deve ficar para agosto.
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O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios,
senador Delcídio Amaral (PT-MS), afirmou que espera chamar para depor na
comissão até o dia 20 o tesoureiro licenciado do PT, Delúbio Soares, e o
secretário-geral licenciado do partido, Silvio Pereira. Já a fase de acareações
entre depoentes deve ficar para agosto, segundo informou o senador. Os
depoimentos do empresário de publicidade Marcos Valério Fernandes de Souza e de
sua ex-secretária Fernanda Karina Somaggio, nesta semana, levaram o relator da
CPMI, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), a afirmar que "há algo de podre nessa
história". O relator entende que as investigações da CPMI devem ser direcionadas
às grandes movimentações financeiras do empresário.
Próximos
depoentes Na próxima terça-feira (12), serão ouvidos três ex-diretores
dos Correios - de Administração, Antonio Osório; de Tecnologia, Eduardo
Medeiros; e de Operações, Maurício Coelho Madureira. Na quarta-feira (13), será
a vez de dois ex-presidentes da estatal - João Henrique de Souza e Airton Dipp -
e do presidente da empresa Skymaster, Luiz Otávio Gonçalves. O presidente da
comissão entende que, embora novas denúncias possam ditar a seqüência dos
trabalhos da CPMI, será também necessário que se reserve um tempo para que os
deputados e senadores estudem os documentos e depoimentos já
existentes.
Duração dos depoimentos O longo tempo dos
depoimentos na CPMI foi criticado pelo deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP).
Alguns deles ultrapassam dez horas, o que já provocou, por mais de uma vez, o
adiamento de outros depoimentos previstos para o mesmo dia. Além do grande
número de inscritos, é comum que os parlamentares aproveitem o tempo para expor
posições sobre os temas investigados. Cardozo acha que o plenário é o espaço
mais apropriado para que os parlamentares manifestem suas posições. "A CPI é
lugar de inquirição, perguntas e investigação", diferencia. "O tempo precisa ser
respeitado." Já o deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR) avalia que é natural que o
clima seja acirrado no início de uma CPI. Para ele, a chegada de documentos e o
surgimento de novos personagens devem mudar o ritmo dos trabalhos, por exigir
maior rigor, critério e qualificação para apurar os fatos. "O debate político é
necessário e a contundência, própria de uma CPI", pondera. |
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