Sexta-feira, 08 de Julho de 2005    16:38

 

PRESIDENTE DA CPMI QUER OUVIR DELÚBIO E PEREIRA ATÉ DIA 20
por Eduardo Tramarim e Mônica Montenegro - CÂMARA DE NOTÍCIAS
Laycer Tomaz
Delcídio Amaral explica que a fase de acareações entre depoentes deve ficar para agosto.
O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios, senador Delcídio Amaral (PT-MS), afirmou que espera chamar para depor na comissão até o dia 20 o tesoureiro licenciado do PT, Delúbio Soares, e o secretário-geral licenciado do partido, Silvio Pereira. Já a fase de acareações entre depoentes deve ficar para agosto, segundo informou o senador.
Os depoimentos do empresário de publicidade Marcos Valério Fernandes de Souza e de sua ex-secretária Fernanda Karina Somaggio, nesta semana, levaram o relator da CPMI, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), a afirmar que "há algo de podre nessa história". O relator entende que as investigações da CPMI devem ser direcionadas às grandes movimentações financeiras do empresário.

Próximos depoentes
Na próxima terça-feira (12), serão ouvidos três ex-diretores dos Correios - de Administração, Antonio Osório; de Tecnologia, Eduardo Medeiros; e de Operações, Maurício Coelho Madureira. Na quarta-feira (13), será a vez de dois ex-presidentes da estatal - João Henrique de Souza e Airton Dipp - e do presidente da empresa Skymaster, Luiz Otávio Gonçalves.
O presidente da comissão entende que, embora novas denúncias possam ditar a seqüência dos trabalhos da CPMI, será também necessário que se reserve um tempo para que os deputados e senadores estudem os documentos e depoimentos já existentes.

Duração dos depoimentos
O longo tempo dos depoimentos na CPMI foi criticado pelo deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP). Alguns deles ultrapassam dez horas, o que já provocou, por mais de uma vez, o adiamento de outros depoimentos previstos para o mesmo dia. Além do grande número de inscritos, é comum que os parlamentares aproveitem o tempo para expor posições sobre os temas investigados.
Cardozo acha que o plenário é o espaço mais apropriado para que os parlamentares manifestem suas posições. "A CPI é lugar de inquirição, perguntas e investigação", diferencia. "O tempo precisa ser respeitado."
Já o deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR) avalia que é natural que o clima seja acirrado no início de uma CPI. Para ele, a chegada de documentos e o surgimento de novos personagens devem mudar o ritmo dos trabalhos, por exigir maior rigor, critério e qualificação para apurar os fatos. "O debate político é necessário e a contundência, própria de uma CPI", pondera.

Voltar para CPMI NA IMPRENSA