por Sílvia Mugnatto e Adriana Marcondes - CÂMARA
DE NOTÍCIAS
Termina na terça-feira (19) o prazo para que o Banco Central (BC) entregue à
Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios os extratos
bancários de pessoas investigadas pelo grupo de trabalho. O presidente da CPMI,
senador Delcidio Amaral (PT-MS), reuniu-se hoje com o presidente do BC, Henrique
Meirelles. O parlamentar foi pedir mais rapidez no envio de informações à
comissão, principalmente do Banco do Brasil e do Banco Rural. Na agência do
Banco Rural do Brasília Shopping, em Brasília, teriam sido feitos grandes saques
nas contas das empresas do publicitário Marcos Valério de Souza. O empresário é
acusado de ser o operador do suposto esquema do "mensalão", que seria pago pelo
PT a deputados da base aliada do governo. A agência bancária, segundo denúncias
feitas pelo deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), seria um dos locais de
distribuição da mesada. Henrique Meirelles explicou a Delcidio que os bancos
têm um prazo de cinco dias (até terça-feira) para providenciar a documentação
pedida.
Informações complementares A CPMI já recebeu vários
documentos bancários, mas faltam informações complementares, principalmente
sobre a movimentação das empresas de Marcos Valério. Delcidio Amaral não quis
adiantar se a CPMI poderia fazer um acordo com Valério para que ele forneça mais
informações em troca de algum benefício. O empresário esteve com o
procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, para prestar um
depoimento voluntário. O procurador teria recusado oferecer algum benefício
agora.
Denúncias do PFL Delcidio também não quis fazer nenhum
julgamento sobre as denúncias divulgadas pelo líder do PFL na Câmara, deputado
Rodrigo Maia (RJ), de que pessoas ligadas a nove deputados do PT também haveriam
estado na agência do Banco Rural em dias em que teriam sido feitos saques. "Nós
precisamos ter equilíbrio em função do momento, para não cometer injustiças com
pessoas de bem", avaliou. |
Voltar
para CPMI NA IMPRENSA
|