Sexta-feira, 15 de Julho de 2005    16:33

 

BC TEM ATÉ TERÇA-FEIRA PARA ENTREGAR SIGILOS À CPMI DOS CORREIOS
por Sílvia Mugnatto e Adriana Marcondes - CÂMARA DE NOTÍCIAS
 
Termina na terça-feira (19) o prazo para que o Banco Central (BC) entregue à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios os extratos bancários de pessoas investigadas pelo grupo de trabalho. O presidente da CPMI, senador Delcidio Amaral (PT-MS), reuniu-se hoje com o presidente do BC, Henrique Meirelles.
O parlamentar foi pedir mais rapidez no envio de informações à comissão, principalmente do Banco do Brasil e do Banco Rural. Na agência do Banco Rural do Brasília Shopping, em Brasília, teriam sido feitos grandes saques nas contas das empresas do publicitário Marcos Valério de Souza. O empresário é acusado de ser o operador do suposto esquema do "mensalão", que seria pago pelo PT a deputados da base aliada do governo. A agência bancária, segundo denúncias feitas pelo deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), seria um dos locais de distribuição da mesada.
Henrique Meirelles explicou a Delcidio que os bancos têm um prazo de cinco dias (até terça-feira) para providenciar a documentação pedida.

Informações complementares
A CPMI já recebeu vários documentos bancários, mas faltam informações complementares, principalmente sobre a movimentação das empresas de Marcos Valério. Delcidio Amaral não quis adiantar se a CPMI poderia fazer um acordo com Valério para que ele forneça mais informações em troca de algum benefício. O empresário esteve com o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, para prestar um depoimento voluntário. O procurador teria recusado oferecer algum benefício agora.

Denúncias do PFL
Delcidio também não quis fazer nenhum julgamento sobre as denúncias divulgadas pelo líder do PFL na Câmara, deputado Rodrigo Maia (RJ), de que pessoas ligadas a nove deputados do PT também haveriam estado na agência do Banco Rural em dias em que teriam sido feitos saques. "Nós precisamos ter equilíbrio em função do momento, para não cometer injustiças com pessoas de bem", avaliou.

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