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O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI)
dos Correios, senador Delcidio Amaral (PT-MS), deve se reunir ainda hoje com o
presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Nelson Jobim, para
discutir a concessão de habeas
corpus preventivo a alguns depoentes da comissão. Segundo Delcidio,
essas medidas jurídicas têm prejudicado o trabalho da CPMI durante os
depoimentos. Ele reconheceu o direito dos depoentes de definirem a melhor
estratégia de defesa, mas salientou que, como presidente da CPMI, ele também tem
o "direito de questionar" essa estratégia. Três pessoas utilizaram habeas corpus
preventivo para seus depoimentos na CPMI: o empresário Marcos Valério; o
secretário-geral licenciado do PT, Silvio Pereira; e o tesoureiro licenciado do
PT, Delúbio Soares.
Análise de documentos O senador disse ainda
que está na hora de os integrantes da comissão fazerem a "lição de casa", que é
analisar todos os documentos que chegam à comissão. Delcidio afirmou que os
documentos enviados pelas instituições financeiras já demonstram que a
movimentação bancária do empresário Marcos Valério ultrapassa os R$ 21 milhões
calculados inicialmente: "O valor está entre R$ 25 e R$ 26 milhões, mas acho que
pode chegar a mais". As declarações do presidente foram feitas na chegada à
reunião fechada que a CPMI promove neste momento na sala 2 da ala Nilo Coelho,
do Senado. |