Sexta-feira, 31 de Março de 2006    16:34

 

RELATÓRIO DEVERÁ SER VOTADO NA TARDE DE TERÇA-FEIRA
por Paulo Sérgio Vasco -
 
[Foto: Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos Correios]

A votação do relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos Correios está marcada para as 14h da próxima terça-feira (4). A informação foi confirmada nesta sexta-feira (31) pela assessoria da CPI, cujo prazo de funcionamento vai até o dia 10 de abril. O relatório, composto por três volumes com mais de três mil páginas, está disponível no site do Senado (veja a íntegra do documento).

Elaborado pelo relator da comissão, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), o documento foi apresentado no último dia 29 e conclui pela existência do mensalão, por meio do qual teriam sido movimentados mais de R$ 2 bilhões. O relatório também sugere o indiciamento de mais de 100 pessoas - entre parlamentares, autoridades públicas e ex-dirigentes de empresas estatais - por crimes como falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, tráfico de influencia, corrupção ativa, fraude processual, peculato e improbidade administrativa, entre outros.

O relatório requer o indiciamento do empresário Marcos Valério, do ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores Delúbio Soares, dos ex-ministros José Dirceu e Luiz Gushiken, do publicitário Duda Mendonça e do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), além de 18 deputados que teriam sido beneficiados pelo esquema do mensalão, os quais já haviam sido citados no relatório parcial da comissão, divulgado em setembro do ano passado.

A grande polêmica da votação do relatório final da CPI dos Correios deverá ficar por conta da disputa a ser travada pelos parlamentares governistas e da oposição quanto à inclusão do nome do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e de ex-dirigentes da Caixa Econômica Federal (CEF) no relatório.

Após a votação do relatório, o documento será encaminhado a diversas autoridades judiciais, como o Ministério Público Federal, que deverão dar continuidade às investigações realizadas pela CPI dos Correios.

Voltar para CPMI NA IMPRENSA