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A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios
realiza reunião administrativa amanhã, às 10 horas, na sala 2 da ala Nilo
Coelho, no Senado, para decidir a agenda de trabalho dos próximos dias. No
período da tarde, os parlamentares da comissão se dividirão para ouvir uma série
de depoimentos. Às 14 horas, a sub-relatoria de contratos ouvirá Marco
Antônio Vieira da Silva, diretor regional dos Correios em São Paulo; Paulo
Roberto Kress, sócio da agência de correio franqueada Anchieta; e Juliana
Azeredo Duarte, sócia da agência de correio franqueada Shopping Tamboré. Essa
reunião também será realizada na sala 2, da Ala Nilo
Coelho.
Interbrazil No mesmo horário, só que na sala 7 da Ala
Alexandre Costa, no Senado, a sub-relatoria do Instituto de Resseguros do Brasil
(IRB) tomará o depoimento do presidente da seguradora Interbrazil, André Marques
da Silva. Segundo denúncias veiculadas pelo "Jornal Nacional", da Rede Globo,
a Interbrazil pagava dívidas de campanha do PT para ter informações
privilegiadas e conseguir contratos com o governo. Marques admitiu que
contribuiu com dinheiro de caixa dois para a campanha do PT de Goiás. A
Interbrazil está sendo investigada pela Polícia Federal e pelo Ministério
Público. Ainda segundo o “Jornal Nacional”, a empresa nunca teve tradição no
mercado, mas, mesmo assim, conseguiu grandes clientes no governo do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva e fechou contratos de R$ 4,6 bilhões com várias
estatais. Em 2004, a empresa começou a ter problemas financeiros, depois de
faturar R$ 62 milhões. As investigações apontam para a existência de fraudes,
mas só em agosto a Superintendência de Seguros Privados (Susep) decretou a
liquidação da empresa. Há suspeitas de que tenha havido favorecimento à
Interbrazil por causa da relação da seguradora com o PT goiano e com Adhemar
Palocci, que é irmão do ministro da Fazenda, Antonio Palocci.
Glênio
Guedes Também às 14 horas, a sub-relatoria das fontes financeiras ouvirá
o procurador da Fazenda Nacional Glênio Guedes. Segundo informações enviadas
pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) à CPMI, o empresário
Marcos Valério transferiu R$ 902 mil a Guedes no final de 2003. Esse depoimento
será realizado na sala 9 da ala Alexandre Costa. |