| Quarta-feira, 14 de Setembro de 2005 21:17 |
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| GUSHIKEN NEGA INGERÊNCIA DA SECOM NAS ESTATAIS, MAS ADMITE LIGAÇÃO COM DIRIGENTES DE FUNDOS DE PENSÃO | |
| da
Redação
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Em depoimento à comissão parlamentar mista de inquérito dos Correios, o ex-ministro da Secretaria de Comunicação e Gestão Estratégica do governo Luiz Inácio Lula da Silva, Luiz Gushiken, sustentou serem infundadas as denúncias contra a pasta, que não teria ingerência nas estatais. Apesar de admitir que a crise enfrentada pelo governo é "profunda" e causa "repúdio e tristeza", disse acreditar em seu poder de purificar instituições e partidos. Gushiken aproveitou a oportunidade ainda para defender o presidente Lula, a quem dedicou "testemunho de honestidade e presteza". Negou que sua secretaria tivesse influência sobre fundos de pensão, mas confessou ter ligações com dirigentes dessas instituições, indicado Wagner Pinheiro (Eletros, fundo de pensão da Eletronorte) e contato constante com Sérgio Rosa (Previ, do Banco do Brasil). - Tenho ligação antiga com esse tema - afirmou, comentando ter publicado livro sobre previdência complementar durante a gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Gushiken depôs na condição de testemunha e assinou termo de compromisso de falar a verdade. Ele negou conhecer o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, dono das agências DNA e SMPB, esta última gestora da conta de publicidade da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). Contestou ainda a concessão de qualquer benefício à SMPB e ressaltou que a criação de um comitê único para negociar descontos de mídia para a propaganda governamental, em sua gestão, possibilitou uma economia de R$ 225 milhões. O gasto do governo petista com mídia foi de R$ 636 milhões em 2004. Questionado pelo relator da CPI, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), Gushiken negou qualquer ingerência da Secom nos contratos de publicidade ou em contas de patrocínio das estatais. Disse ainda não ter poderes para interferir no plano de comunicação do Banco Popular, que acabou gastando R$ 28 milhões com publicidade institucional e liberando apenas R$ 24 milhões em créditos para clientes de baixa renda. Serraglio indagou se os empresários Duda Mendonça e Marcos Valério fariam "parte de um contexto cujo produto, a publicidade, serviriam para alimentar o propinoduto para partidos e campanhas", o que foi negado de forma veemente: - Repudio a insinuação de que houve esse jogo - reagiu Gushiken, apelando
para a lisura dos processos licitatórios para justificar a vitória de Duda e
Marcos Valério nas concorrências públicas: o primeiro ganhou três entre nove e o
segundo, duas entre sete. | |