| Quinta-feira, 15 de Setembro de 2005 17:43 |
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| CPI DIVULGA RELATÓRIO GERENCIAL E APONTA INDÍCIOS DE CRIMES | |||
| da
Redação
- Nesta quinta-feira (15), o sub-relator de movimentação financeira da comissão parlamentar mista de inquérito (CPI) dos Correios, Gustavo Fruet (PSDB-PR), apresentou relatório gerencial reunindo dados já analisados pela comissão. Fruet afirma que o resultado das investigações revela indícios de falsidade ideológica, corrupção ativa e passiva, tráfico de influência, improbidade administrativa e crimes contra o sistema financeiro.> Dentre as informações já processadas pela CPI dos Correios, o sub-relator destacou a diferença expressiva no volume de movimentações feitas pelas empresas de Marcos Valério antes e depois de 2003. Nesse período mais recente, as movimentações anuais ultrapassaram R$ 1 bilhão. Fruet informou terem sido analisadas 75 contas do empresário Marcos Valério em nove bancos diferentes.> O sub-relator chamou atenção também para ligações telefônicas feitas pelo ex-chefe de departamento dos Correios, Maurício Marinho (cujo flagrante de recebimento de suposta propina de R$ 3 mil deu início às investigações), a diversas instituições públicas e privadas, como BrasilTelecom, Eletronorte e Eletronuclear. Sobre a análise desses dados telefônicos, disse ter-se baseado em ligações realizadas a partir de 2003.> Atualmente, a equipe técnica da comissão está debruçada sobre 2,8 milhões de registros telefônicos. Já foram identificadas, por exemplo, 991 ligações internacionais geradas da agência SMP&B. Ainda de acordo com o relatório de Fruet, a Presidência da República recebeu 182 ligações da SMP&B; 36 da DNA Propaganda e oito de Delúbio Soares de Castro nos últimos dois anos. Foram localizadas, a partir da Presidência da República, 106 ligações para a SMP&B; 12 para a DNA e 65 para o ex-ministro José Dirceu. > Fruet também acredita que os empréstimos feitos por Marcos Valério ao PT "foram feitos para não serem executados". Na sua opinião, isso fica "cada vez mais claro frente à fragilidade das garantias oferecidas". O sub-relator chegou a citar o exemplo de um empréstimo em que uma parcela teria sido paga antes mesmo de o crédito ter sido contratado junto ao banco BMG. > - Não há empréstimos entre Marcos Valério e o PT. E, se tivesse, caracterizaria, no mínimo, agiotagem. Mas parece que Marcos Valério vai pagar a conta, já que ele foi o responsável jurídico pelas transações - comentou.
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